Luciano Bianco Giuliani / O Liberal
Drama, emoção, viradas e alto nível técnico. Com todos os ingredientes que uma grande decisão sugere, a equipe de basquete feminino da Unimed/Americana venceu Ourinhos ontem por 69 a 61 (31 a 29 no primeiro tempo) e conquistou o inédito título da LBF (Liga de Basquete Feminino), no ginásio do Centro Cívico. O resultado fez as donas da casa abrirem 2 a 0 na série melhor de três e assim evitar a necessidade de disputa de uma terceira partida. É o primeiro título nacional das americanenses desde 2003.
A conquista coroa um time que realizou uma campanha irretocável na temporada 2011/2012. Foram 23 partidas e 22 vitórias. Na primeira fase a equipe disputou 16 jogos e venceu todos. A única derrota aconteceu na semifinal, no segundo duelo da melhor de três contra o Santo André.
O equilíbrio deu o tom do jogo decisivo de ontem desde o início. No primeiro quarto, Ourinhos, que precisava da vitória para ainda se manter com chances de conquistar o título, foi para cima e manteve pela maior parte do tempo uma vantagem mínima no placar, porém no fim do período o time de Americana reagiu e empatou em 12 a 12. No segundo quarto, as donas da casa tomaram a frente no placar, com destaque para a ala Karla, que anotou de três pontos quando a vantagem era de apenas um. Americana venceu por 31 a 29.
No terceiro quarto o time comandado por Luiz Augusto Zanon administrou a vantagem e fechou em 47 a 44. O que marcou o período foi o verdadeiro show de cestas de três pontos nos primeiros minutos - quatro no total, sendo duas para cada equipe.
Americana venceu por 69 a 61 a equipe de Ourinhos
José Roberto Bueno / O Liberal
Já o último quarto foi um teste para cardíacos. Logo de cara, Ourinhos conseguiu a virada, impulsionado pelo bom desempenho da ala Chuca, cestinha da partida com 19 pontos. Quando parecia que as visitantes colocariam 'água no chope' das americanenses, as mandantes mostraram a força de um campeão. Elas foram para cima e chegaram a abrir 13 pontos de vantagem. Quando faltava um minuto para o jogo terminar, os mais de dois mil torcedores que lotaram o ginásio do Centro Cívico já começaram a festejar. A partir daí, Americana só precisou segurar a vantagem, fechar o jogo em 69 a 61 e soltar o grito de campeão.
Melhores
A superioridade da equipe de Americana se refletiu na premiação que a Liga Basquete Feminino realizou ontem. O treinador Luiz Zanon ainda teve um motivo extra para celebrar, após se tornar o primeiro técnico a conquistar pelo menos um Paulista e um Nacional por equipes masculina e feminina. "O empenho e determinação dessas meninas desde o primeiro dia que iniciamos esse trabalho só podiam dar nisso. É uma emoção muito grande e agora é festa", comemorou.
Na sequência a pivô americanense Clarissa recebeu das mãos da ex-atleta e ícone do basquete nacional, Hortência, o prêmio de melhor jogadora da competição. Babi ainda ganhou como a melhor assistente.