05/03/2014 09:11

Walter Duarte

Ex-gerente da Caixa é condenada por peculato

Ela era funcionária de uma agência da CEF em Santa Bárbara e vai cumprir pena alternativa com prestação de serviços

Condenada a 3 anos e 10 meses de detenção pelo crime de peculato (desvio de recurso praticado por servidor público) a ex-gerente de relacionamento de uma agência, da CEF (Caixa Econômica Federal), em Santa Bárbara d'Oeste, Giovana Nascimento da Silva não cumprirá a pena na prisão. Ela desistiu de recorrer da sentença de primeira instância, proferida pela 1ª Vara Federal de Piracicaba, e vai cumprir o mesmo prazo em prestação de serviços comunitários, além de pagar uma multa de dez salários mínimos.

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Gerente da Caixa deu prejuízo de R$ 789 mil aos cofres públicos em 2006

João Carlos Nascimento / O Liberal

Segundo o processo, ela deu um prejuízo de R$ 789 mil aos cofres públicos.

O esquema foi descoberto em 2006 por meio de auditoria do banco estatal na agência onde ela trabalhava, no Jardim Pérola. De acordo com a denúncia oferecida pelo MPF (Ministério Público Federal), ela movimentava irregularmente as contas de correntistas, obteve um empréstimo para si mesma em condições irregulares e inseriu dados falsos no sistema eletrônico do banco para conceder financiamentos também irregulares.

"A pressão das metas estabelecidas pela Caixa Econômica Federal não justifica a conduta de Giovana na concessão de diversos créditos, inclusive em benefício próprio, o que demonstra a intenção deliberada de se apropriar do dinheiro a que tinha acesso, em virtude da facilidade que lhe proporcionava a condição de funcionária, causando prejuízos à instituição financeira", diz a sentença.

A Justiça fixou a condenação em 3 anos e 10 meses e autorizou a substituição da pena física (detenção) pela prestação de uma hora de serviços à comunidade por dia. A ex-gerente chegou a manifestar a intenção de recorrer ao TRF (Tribunal Regional Federal), mas apresentou um pedido de desistência, homologado na semana passada. O "trânsito em julgado" da decisão deve ser decretado nos próximos dias para que Giovana comece a cumprir a pena alternativa.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a superintendência da Caixa em Campinas não quis comentar o caso e se recusou a informar se a gerente foi demitida do serviço público. "Iniciada a apuração interna ou a criminal, fica a Caixa impedida de divulgar qualquer informação. Tal postura é adotada para evitar qualquer prejuízo à apuração dos fatos", diz a nota, encaminhada ao LIBERAL. O banco abriu um processo na esfera cível para tentar reaver o dinheiro desviado.

Já a advogada de defesa, Beatriz de Macedo Caputo, se recusou a dar entrevista. "Eu não posso comentar nada sobre o processo sem falar com ela. Se ela me autorizar, eu falo com você", disse.

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5 Comentários


clovis

06/03/2014 07:47

brasil pais da injustiça, este tipo de sentença que incentiva os criminosos a agirem cada dia mais, roubou um dinheirão e recebe um pena leve desta, quem tem advogado bom não fica preso mesmo, a policia se mata pra prender , investiga, faz tocaia, interroga põe a equipe todo pra resolver o caso e prende e a justiça solta. não é isto que o povo espera da lei, queremos sentenças mais pesadas que sirva de exemplo.


fernando

05/03/2014 11:09

serviço comunitario, mais uma vez prova-se, o crime compensa


chô

05/03/2014 10:38

esse trocinho chamado dinheiro é um mal necessário, mas, quem não souber lidar com ele,se ferra facinho-facinho ...


cleusa

05/03/2014 10:21

desvio quase r$ 790 mil aos cofres publicos e vai ficar nessa peninha? tem que devolver ou ficar pelo menos um ano no fechado. a população é que não aguenta mais arcar com esse tipo de crime...


joão

05/03/2014 09:47

ela não deixa de ser ladra, deveria sim ser condenda em regime fechado, se fosse em um país sério isso não acontecia. aquí pasmem senhores o errado es certo, qual a diferença entre ela e um ladrão comum nada.