30/06/2012 11:10

João Colosalle

Área recebe 'atenção especial' da GM

Medida pretende evitar que novos acampamentos sejam instalados no local

Portal liberal.com.br

Funcionários da Prefeitura desmontam barracos na ação de reintegração de posse anteontem cedo

Marcelo Rocha / O Liberal

Preocupada com uma nova invasão, a Prefeitura de Hortolândia está dando atenção especial ao terreno do Jardim Amanda, que havia sido ocupado no sábado passado (23) por cerca de 120 famílias. Desde ontem, após a reintegração de posse da área, guardas municipais e funcionários da Secretaria Municipal de Habitação realizam um monitoramento do local para evitar que pessoas montem novos acampamentos. A Prefeitura anunciou que a construção de 250 moradias populares na área deve começar em 90 dias.

Em nota, a Administração informou que monitora todas as áreas públicas passíveis de ocupação. "Desde 2005 esta prática é adotada e, desde então, não existe ocupação consolidada na cidade. A área localizada no Jardim Amanda recebe uma atenção especial, com um monitoramento preventivo, para evitar novas invasões de movimentos". Desde abril, integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) estão acampados em um terreno particular no bairro Parque Perón, próximo ao CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade.

Na quinta-feira, após a reintegração de posse que terminou em confronto entre ocupantes e guardas municipais, a Secretaria de Habitação se reuniu com uma comissão formada por pessoas que estavam na área do Jardim Amanda.

Os representantes argumentaram que a área está abandonada e acumulando entulho. Já a pasta informou que a área é da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e deu prazo até o dia 25 de julho para avançar na construção de 250 moradias que irão acolher famílias cadastradas no programa de habitação.

Depois da reunião, a Prefeitura realizou um banco de cadastros na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Renato Costa Lima, no Jardim Amanda. A partir do atendimento na Emef, a Administração disse que formará o perfil das famílias que ocuparam a área. As pessoas com residência comprovada em Hortolândia serão cadastradas nos programas habitacionais da Prefeitura.

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1 Comentário


paulo

01/07/2012 09:05

a reintegração de posse foi abusiva, a gm ja mais poderia ter participado da ação sua participação feriu o disposto no artigo 144 da constituição federal, na noite no mesmo dia do ocorrido o conselho municipal de defesa dos direitos humanos de campinas, aprovou uma moção de repudio contra a violência usada pela gm de hortolândia, na desocupação