Funcionários da Prefeitura desmontam barracos na ação de reintegração de posse anteontem cedo
Marcelo Rocha / O Liberal
Preocupada com uma nova invasão, a Prefeitura de Hortolândia está dando atenção especial ao terreno do Jardim Amanda, que havia sido ocupado no sábado passado (23) por cerca de 120 famílias. Desde ontem, após a reintegração de posse da área, guardas municipais e funcionários da Secretaria Municipal de Habitação realizam um monitoramento do local para evitar que pessoas montem novos acampamentos. A Prefeitura anunciou que a construção de 250 moradias populares na área deve começar em 90 dias.
Em nota, a Administração informou que monitora todas as áreas públicas passíveis de ocupação. "Desde 2005 esta prática é adotada e, desde então, não existe ocupação consolidada na cidade. A área localizada no Jardim Amanda recebe uma atenção especial, com um monitoramento preventivo, para evitar novas invasões de movimentos". Desde abril, integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) estão acampados em um terreno particular no bairro Parque Perón, próximo ao CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade.
Na quinta-feira, após a reintegração de posse que terminou em confronto entre ocupantes e guardas municipais, a Secretaria de Habitação se reuniu com uma comissão formada por pessoas que estavam na área do Jardim Amanda.
Os representantes argumentaram que a área está abandonada e acumulando entulho. Já a pasta informou que a área é da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e deu prazo até o dia 25 de julho para avançar na construção de 250 moradias que irão acolher famílias cadastradas no programa de habitação.
Depois da reunião, a Prefeitura realizou um banco de cadastros na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Renato Costa Lima, no Jardim Amanda. A partir do atendimento na Emef, a Administração disse que formará o perfil das famílias que ocuparam a área. As pessoas com residência comprovada em Hortolândia serão cadastradas nos programas habitacionais da Prefeitura.