Indispensável na mesa do brasileiro, o feijão carioca está ficando cada vez mais caro. Na RPT (Região do Polo Têxtil), o preço médio do quilo do grão ficou 17% mais caro de abril para maio, crescimento superior ao registrado no país, que foi de 11%.
Apesar do aumento, produto continua sendo indispensável na mesa do brasileiro
O acréscimo no preço do produto refletiu na inflação, que passou de 0,21% para 0,64% entre março e abril, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ontem, a reportagem LIBERAL teve acesso a um levantamento feito por uma rede de supermercados da RPT que apontou um gradual crescimento no valor do feijão carioca nos últimos três meses.
Em março, o saco de um quilo mais barato custava R$ 4,59, e o mais caro, R$ 5,69, o que representava uma média de R$ 5,14. Este valor médio saltou para R$ 5,29 em abril (preços variaram de R$ 4,69 a R$ 5,89) e para R$ 6,19 neste mês (preços variaram de R$ 5,49 a R$ 6,89.
No Mercado Municipal de Americana, o quilo do feijão está ainda mais caro: R$ 7. "Eu acho ruim o preço ficar aumentando, porque pelo menos na minha casa nós consumimos um quilo de feijão por semana", reclamou a aposentada americanense Sônia Terondi, de 63 anos.
"O engraçado é que tudo sempre fica mais caro. Nunca a gente ouve falar que o feijão ou qualquer outra coisa ficou mais em conta", disse o vendedor americanense Fabrício Silva, de 34 anos.
De acordo com Ricardo Augusto Morais, gerente de rede de supermercados de Americana, existe a possibilidade de o preço diminuir nos próximos meses.
"O feijão carioca não está em falta no mercado. O problema é que ocorreu uma queda na colheita na última safra, o que o deixou com valor mais elevado. Houve uma grande diminuição na colheita do feijão no estado de São Paulo e em Minas Gerais e o que esperamos é que na próxima colheita, se tudo ocorrer como esperado, a tendência é que os preços voltem a abaixar", acreditou.