A Justiça de Santa Bárbara d'Oeste realiza no dia 9 de maio o julgamento criminal dos três primeiros acusados de um crime que chocou a cidade em 2009.
Os comerciantes Ana Sílvia Araújo, 36, e Luiz Antônio de Campos, 55, e o ajudante Marcelo Simão Alves, 35, vão a júri popular por participação no assassinato da professora de balé Edileine Teresinha Baruque, 41, em fevereiro de 2009. Todos eles estavam no sítio do lavrador José Cláudio Furlan, 41, - ex-namorado da vítima e apontado como o executor - no dia crime.
Furlan, que nega a autoria, recorreu da sentença de pronúncia e teve o processo desmembrado dos demais. O júri dele ainda não foi designado.
Todos os acusados foram denunciados por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual e pronunciados pela Justiça em fevereiro do ano passado.
Há ainda uma acusação de furto, já que o carro da professora foi levado para um desmanche na tentativa de encobrir os rastros de que ela esteve no sítio. Os jurados vão decidir se há nos autos elementos suficientes para condená-los.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os réus, Edileine foi morta durante um churrasco no sítio do lavrador, que fica no bairro Caiubi, após discutir com Ana e a amásia de José Cláudio, Camila Camargo, 20. Ele teria, então, utilizado uma barra de ferro para golpeá-la na cabeça, deixando-a desacordada.
Furlan e seu funcionário Marcelo teriam arrastado o corpo da professora até a beira do Rio Piracicaba, onde ela teve a barriga perfurada com uma faca e foi jogada em um barco com sacos de areia amarrados nos pés para que afundasse.
O corpo foi encontrado cinco dias depois por moradores do bairro Ondinhas, em Piracicaba, com o rosto desfigurado, uma corda de nylon amarrada no pescoço junto a uma bolsa com todos os seus documentos.
Durante o inquérito policial que investigou o caso, o empregado chegou a assumir sozinho a autoria do crime. Ele, no entanto, se enrolou ao dar detalhes do ocorrido e a Polícia Civil manteve as investigações em cima do ex-namorado da vítima. De acordo com o advogado de Furlan, Paulo Sarmento, ele alega inocência.
"No momento do crime ele não estava no local", disse. Como o lavrador recorreu ao Tribunal de Justiça contra a decisão de mandá-lo a júri, a Justiça de Santa Bárbara só deve marcar o julgamento após a decisão do órgão sobre o recurso.