09/05/2012 23:41

/ Última Atualização 10/05/2012 09:31

Walter Duarte

Acusado por crime em Santa Bárbara pega 19 anos

Morte de professora teve nesta quarta-feira a primeira sentença a suspeito por crime cometido em 2009

Marcelo Simão Alves foi julgado e condenado a 19 anos de prisão nesta quarta-feira (9)

Guilherme Magnin/O Liberal

A Justiça de Santa Bárbara d'Oeste condenou ontem o desempregado Marcelo Simão Alves, 35, a 19 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto. Ele era acusado de participar do assassinato da professora Edileine Teresinha Baruque, em fevereiro de 2009. No mesmo julgamento, os comerciantes Ana Sílvia Araújo, 36, e Luiz Antonio de Campos, 55, foram absolvidos da acusação de fraude processual. Os três estavam em um churrasco no sítio do lavrador José Cláudio Furlan, 41, no dia do crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a professora foi morta com uma barra de ferro e arrastada até a margem do Rio Piracicaba. No local, Furlan e Simão teriam feito um corte no abdômen dela, amarrado um saco de nylon no pescoço e a colocado em um barco para que o corpo afundasse. Depois, eles ainda teriam desmanchado o carro dela e vendido a peças a um ferro velho.

Marcelo Simão Alves_Portal liberal.com.br

Marcelo Simão Alves (foto) foi condenado a 19 anos de prisão nesta quarta-feira

Guilherme Magnin/O Liberal

Durante o julgamento, o advogado de defesa de Marcelo, Januário Branco, tentou atribuir o assassinato a José Cláudio Furlan. "Em depoimento prestado na delegacia, o José Cláudio admitiu que a golpeou. O Marcelo foi obrigado - pelo medo e pela condição econômica, já que vivia de favor no sítio - a ajudá-lo", afirmou. Ele não foi encontrado na noite de ontem para informar se vai recorrer da decisão.

No caso de Sílvia e Luiz Antonio, a acusação do MP era de que eles teriam ajudado a limpar a cena do crime para dificultar a investigação. O júri decidiu que não havia provas materiais da fraude processual e decidiu pela absolvição. "A promotoria processou os dois, mas não havia provas. Eles foram, na verdade, testemunhas do homicídio", disse o advogado do casal, Paulo Eduardo Paschoal Júnior.

A advogada Evelise Cristina Bignotto, contratada pela família da vítima como assistente de acusação, se disse satisfeita com a decisão. "Quanto ao Marcelo, a acusação está satisfeita. Sobre os outros dois, eu ainda vou conversar com a promotora (Luciana Ribeiro Guimarães, responsável pelo caso) para avaliar um possível recurso", completou.

Furlan e a namorada dele na época, Camila Camargo, ainda devem ser julgados pelo mesmo crime. A data do júri, no entanto, ainda não foi designada pela Justiça barbarense.

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