Presidente da Câmara de Americana, vereador Antonio Carlos Sacilotto (PSDB), fala sobre o assunto
O prefeito de Americana, Diego De Nadai, encaminhou à Câmara da cidade um ofício em que solicita a retirada do pedido de tramitação em regime de urgência de um projeto de lei que trata da cessão de uma área pública para a AEAA (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Americana).
Apesar de mais um provável pedido de adiamento do projeto, Sacilotto vai votar favorável
Se a medida não fosse adotada pelo prefeito, o projeto teria que ser votado na sessão de hoje. Em caso contrário, a pauta ficaria trancada e os vereadores não poderiam votar nenhum projeto até que esse fosse apreciado.
O projeto é polêmico, tendo em vista que a área a ser cedida é localizada em uma região privilegiada do município e possui valor estimado em mais de R$ 2 milhões. Desde que entrou em tramitação na Câmara, no início do ano, a matéria tem sofrido sucessivos adiamentos. Sem o pedido de urgência, não há mais prazo para a votação do projeto.
A matéria coloca em xeque a posição de dois vereadores na Casa que pertencem ao segmento que será beneficiado. O vereador Marco Antonio Alves Jorge (PDT) é arquiteto, e o presidente da Câmara, Antonio Carlos Sacilotto (PSDB), engenheiro.
O presidente adiantou que, apesar de mais um provável pedido de adiamento do projeto, vai votar favorável quando a matéria entrar em pauta, caso seja necessário, tendo em vista que só vota quando há empate.
"A associação presta um serviço relevante para o município e não há por que não votar favorável", disse. Quanto ao valor e a localização da área, Sacilotto destacou que o órgão presta atendimento público e não pode funcionar em um bairro distante.
O projeto trata da cessão de uma área de mais de três mil metros quadrados localizada na Rua Professora Iolanda Calil Trevisam, na região do Parque Residencial Nardini.
Alguns vereadores já se manifestaram contra a doação, já que a medida não é coerente com a dificuldade de fluxo de caixa apresentada pela Prefeitura, inclusive com débitos a fornecedores.
De acordo com o presidente do Legislativo, os adiamentos têm sido solicitados a pedido da associação, que pretende apresentar um levantamento sobre os serviços prestados ao município antes da discussão.