
17/05/2012
16:29
Agência Estado
http://www.liberal.com.br/noticias/723BCB318C5-mianmar_vive_longe_da_influencia_ocidental
Os homens e mulheres de Mianmar usam saias longas, o rosto delas é coberto por uma pasta esbranquiçada que as protege do sol e a boca de muitos deles é vermelha pelo hábito de mascar noz de areca, uma semente cor de sangue.
Não existe McDonald's, Pizza Hut, Starbucks nem caixas eletrônicos, um reflexo do isolamento do País nos últimos 50 anos, quando foi governado por uma das mais brutais e longevas ditaduras militares do mundo.
Mas a situação começa a mudar, com indícios de que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e Europa poderão ser suspensas em um futuro não muito distante.
Portanto, se você quer ver Mianmar antes que a influência ocidental se estabeleça, é bom colocar logo o País em seus planos de viagem.
A população de Mianmar é afável, ávida por contato com o mundo exterior e vive em um País que tem alguns dos monumentos mais deslumbrantes do sudeste da Ásia.
Capital do primeiro reino que unificou o território que daria origem a Mianmar, a cidade de Bagan por si só justifica a visita.
Mas o País tem outros pontos de interesse, como o Lago Inle, a cidade de Yangon, com seu deslumbrante pagode Shwedagon, e as praias pouco exploradas do mar Andaman, o mesmo que banha a costa oeste da Tailândia.
Monumentos
Com cerca de 2.500 monumentos budistas construídos entre os séculos 10 e 14, o horizonte de Bagan é salpicado pelas torres dos templos e pagodes que ocupam uma área de 13 quilômetros de extensão por 8 de largura.Construídas em madeira, as demais estruturas da antiga cidade há muito desapareceram.
Charrete e bicicleta são os melhores meios para navegar pelos monumentos - a menos que você tenha tempo de sobra, é aconselhável contratar um guia local.
Os que são certificados pelo governo cobram 20 mil kyats por dia, o equivalente a US$ 25.
Também há jovens que conhecem os templos, mas não sabem detalhes de sua história e deixam ao viajante a tarefa de arbitrar quanto merecem por seu trabalho.
Mesmo durante o dia, é aconselhável sair sempre com uma lanterna - há ao menos uma disponível na maioria dos quartos de hotéis. Isso porque muitos templos têm afrescos, mas não iluminação.
Saiba mais
- Como chegar: voe a Cingapura (US$ 2.495, ida e volta; singaporeair.com); depois a Yangon (US$ 400 cada trecho; maiair.com) e então a Nyaung U (US$ 70 o trecho; yangonair.com)
- Visto: brasileiros precisam de visto para entrar em Mianmar. Entre os documentos exigidos estão 4 fotos, passaporte com validade de seis meses e formulários específicos de solicitação. O país asiático tem embaixada em Brasília. Informações no telefone (61) 3248-3747.
O que visitar
Há dois locais onde os visitantes podem estabelecer base para explorar a região: Old Bagan e Nyaung U.
A primeira é uma pequena vila dentro do sítio arqueológico e às margens do Rio Irrawaddy.
A outra é uma cidade com vida noturna um pouco mais agitada, mas a cerca de 20 minutos de carro dos templos.
Há bons hotéis em Old Bagan e um pequeno centro com lojas de produtos locais e alguns restaurantes.
O Golden Myanmar é uma ótima introdução à culinária local, com seu menu fixo que inclui diferentes curries e acompanhamentos.
O Be Kind to Animals the Moon é um original e saborosíssimo vegetariano, que tem pratos como curry de folha de tamarindo com nozes.
O mais próximo de vida noturna na região está na Rua Yarkinnthar ou Hotel Road, onde fica um imperdível restaurante indiano, o Aroma 2.
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