Uma das mais interessantes bandas da música brasileira na atualidade grava seu primeiro clipe, usando referencias psicoledicas e nonsenses bem bacanas. Dá só uma olhada:
No último sábado a cantora Ivete Sangalo agitou 50 mil pessoas na Festa do Peão de Americana. No mesmo dia, o LIBERAL publicou uma entrevista onde a musa do axé adiantava detalhes sobre o show e mais fazia comentários sobre sua carreira. Mas sabe como é jornal, né? Muitas vezes acabamos tendo que cortar coisas na edição final por falta de espaço ou por alguns assuntos não se encaixarem no gancho dando na matéria. Então publico aqui a parte que não foi parar o jornal.
LIBERAL - Ivete, você esteve aqui em Americana se apresentando no ano de 2003 na mesma Festa do Peão, onde neste sábado você faz a apresentação mais concorrida do evento (60% de todos os ingressos do evento são para o seu dia). Além do sucesso crescente que todos nós podemos perceber via mídia, o que mais mudou na cantora Ivete Sangalo neste tempo?
Ivete - Eu sempre fui muito falante.Uma personalidade inquieta.Uma pessoa que queria aprender um pouquinho de tudo, e a curiosidade gera comunicação.Nunca imaginei que me tornaria uma mulher famosa, mas imaginava sempre minha vida rodeada de muita gente pra bater um papo.Minha família é muito grande, e isso ajuda muito nessa necessidade.Mas eu amo falar, contar caso, fofocar, falar de coisa seria , e alem de cantar nos shows, peco as vezes pra ficar ali conversando com o publico.adoro!!! A única coisa que mudou mesmo é que agora sou reconhecida e famosa como artista.
LIBERAL - A apresentação vai ser similiar ao do DVD "Ao Vivo no Maracanã"? Fora as canções contidas nessa trabalho, haverá mais novidades para os fãs, como musicas inéditas, versões, etc?
Ivete - Trago no show uma musica que não esta no Dvd.A canção chama-se “Não me Faça Esperar". É uma musica que gravamos meses antes do carnaval deste ano. Trago também as canções do dvd , mesclo as mais antigas com as novíssimas do dvd.
LIBERAL - Como detentora de um dos espetáculos mais concorridos do Brasil no momento e sendo uma das maiores vendedoras de Cds do país, com crise fonográica e tudo..., como você avalia seu próprio sucesso nas várias camadas sociais e entre diferentes idade?
Ivete - Acho que sou uma artista que deu muito certo na sua carreira.Tenho sorte de ter compositores , produtores de musica e muito amor do publico. A força das rádios e dos veículos como a televisão, são uma parte fundamental nesse crescimento. Então eu sozinha não, a turma toda junta faz isso acontecer de forma tão massa.
Alguém leu a entrevista que a atriz Sarah Jessica Parker deu na revista Rolling Stones de maio? A estrela do seriado, e agora filme, "Sex in The City", disse que gostaria de conhecer Americana! "Queria muito conhecer a família deles, os dois vêm de uma cidade chamada Americana, que foi criada por norte-americanos. É uma área rural no estado de São Paulo", disse a ícone da moda. O "eles" a que ela se refere é um casal de brasileiros que vive nos Estados Unidos e que se tornou amigo da atriz. A estrela cita o nome da mulher: Alexa. Alguém aí conhece?
Amy Winehouse é uma ótima cantora. Gravou em 2006 um belo disco chamado “Back To Black”, onde atualizava com sua possante voz de diva dos anos 60 a soul music daquela década através de vocais que passeava com desenvoltura entre o hip hop e o canto classudo das gravadoras americanas negras (Stax, Motown). Colocando cimento em tudo isso, o produtor Mark Ronson rebocava com perfeição cordas e batidas funkeadas, sem deixar todo esse molho desandar. Visionário e nostálgico, ao mesmo tempo, Amy logo se tornou referência para diversas outras candidatas a divas pelo mundo. Mas pelo andar da carruagem a carreira da inglesa acabou nisso. De lá para cá ela caiu num desfiladeiro de tragédias pessoais, drogas e depressão que parece não ter fim. Isso não é uma novidade no mundo artístico. Chet Baker, Charlie Parker, Billie Hollyday, Gene Vicent, Jim Morrison, Elvis Presley, Gram Parsons e Kurt Cobain e tantos outros nomes chafurdaram na lama dos excessos do showbizz, deixando pelo caminho uma obra admirada e um cadáver corroído por aditivos. Mas duas diferenças separam as histórias de Amy dessa turma toda. A primeira é o grau de genialidade, pois por mais que tenha surgido como um talento promissor, ela não conseguiu sair do nível da promessa. Outra é o azar de ter nascido artisticamente numa era em que tragédias pessoais são combustíveis da locomotiva midiatica, alimentando jornais, revistas e sites, que parecem torcer para que novas Britneys, Lindsays Lohans, e Amys nasçam a cada momento. A dor é algo cada vez mais superficial e o sofrimento tem que ser às vistas do povo, no braço dos fãs. As cortinas nunca se fecham. Nesta semana Amy foi acompanhar o julgamento de seu marido, preso desde o final do ano passado e fotógrafos do mundo todo deram closes em seu rosto coberto de hematomas, que segundo notícias divulgadas foram causadas pelo excesso de drogas consumido pela jovem de apenas 24 anos (parece 50!). A imagem correu o mundo, para deleite de todos, que assistem de camarote uma pessoa tão jovem e promissora agonizar em praça pública. Não sei precisar o quanto a própria celebridade Amy se aproveita disso, pois como uma vez disse George Harrison, só é famoso quem quer. Mas a declaração do ex-beatle foi feita há mais de 40 anos, talvez ele tivesse outra opinião nesse século 21. Mas o triangulo escândalo/sucesso/ interesse público parece um casamento duradouro e interessante para todos (empresários, artistas, público, jornais) e conta ainda com mais uma vantagem: Não é necessário talento artístico para entrar nesse jogo, pois a superficialidade é a dona da situação e o jogo de cena não exige preparo ou cérebro. Tristes dias que estamos vivendo. Tristes para nós e para a música. Próximo.....
Mais um lenda se foi com a morte do americano Bo Diddley, aos 79 anos nesta segunda-feira. Pouco conhecido fora do gueto dos fãs de blues o guitarrista foi a ponte entre o blues elétrico e o Rock dos anos 50, o que o coloca no mesmo patamar de Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino e Muddy Waters. Vi o mestre em 1994, dentro do Free Jazz Festival, em São Paulo, numa época que esse festival era totalmente voltado ao Blues. Ao lado de uma banda energética, o já velhinho músicos esbanjou carisma e precisão com sua guitarra quadrada clássica e seu vocal cheio de onomatopéias em clássicos como "Who Do You Love?" e "Before You Accuse Me".
Luciano Assis, 29, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.