9.19.2007

Interinamente

Licença, Luciano!

Fui convidada a manter o blog Entrelinhas em atividade durante as férias do Luciano Assis. Estou de volta a Americana depois de passar exatos quatro anos e seis meses distante daqui, da região. Nem tão distante assim. Fui para Cuiabá, Araçatuba, Araraquara, São Carlos, Ribeirão Preto, São Paulo, Hortolândia. Vida de jornalista é assim, cada temporada em um canto diferente.

Trabalhei no LIBERAL entre os anos de 1997 e fevereiro de 2003. Passei pelas editorias de Suplementos (Mulher, Teen, Liberalzinho, Motor, Saúde e Especiais), fiz uma ponta em Cultura e Esporte e finquei o pé em Cidades. Foi nesta última cobri a polêmica quase implantação da Termelétrica Carioba 2. E cá estou de volta, também no mundo virtual!


Abraços!
Érika Santiago

9.15.2007

o descanso do guerreiro

Até o próximo mês de outubro estarei de pernas para o ar curtindo férias e colocando em dia aqueles livros, filmes e peças de teatro que acabei deixando para trás em função da correria e dos compromissos que todos conhecemos. No dia primeiro estarei de volta com novidades aqui no blog. Beijos, abraços e até...

9.08.2007

Polêmica

AVISO: Essa postagem recebeu 88 comentários, muitos excelentes para o debate de idéias, mas outros ofensivos e anônimos, o que foge ao propósito do blog. Por conta disso, estão todos os comentários deste "post" excluídos e o blog passa a adotar o moderador de comentários. A necessidade de tal medida é lamentável, principalmente quando se propõe discutir cultura.
Marcos Brogna, editor-chefe

Na semana passada, foram selecionadas por um júri especializado, as 20 peças que concorrerão entre os dias 12 e 20 de outubro, aos primeiros lugares do Festival de Teatro de Americana, um dos mais tradicionais da região.

Logo que os nomes das companhias teatrais foram divulgadas, e a primeira pessoa notou que, pelo segundo ano consecutivo, nenhuma peça de Americana foi classificada, uma polêmica tomou conta da classe teatral local, que dividiu-se entre aqueles que criticaram a falta de uma maior atenção aos artistas locais e aqueles que apóiam um Festival sem protecionismo, visando o fortalecimento dos espetáculos locais para que nos anos seguintes os artistas municipais lutem para igualar-se com os do resto do país.

Convidamos duas personalidades envolvidas nessa polêmica para discutirem o assunto de forma aberta, aqui no Blog Entrelinhas.

Antonio da Silva (mais conhecido como Professor Beto), é integrante da Comissão organizadora do Festival, sendo um dos que ajudaram a elaborar o Festival desse ano. Professor de Arte Educação com bacharelado em Artes Plásticas, ele é sócio-fundador do Espaço Cultural “Alternativo Fábrica das Artes”, estando há 30 anos trabalhando como ator, cenógrafo, artista plástico, dramaturgo, diretor artístico e produtor. Acumula vários cursos de teatro e direção e dirigiu ao longo desse tempo mais de 40 espetáculos produzindo cenários, adereços, máscaras e figurinos. Atualmente é diretor do grupo Macamã Arte e Cultura, que em 2007 comemora 25 anos.

Carlos Justi é um dos principais agitadores culturais de Americana, e um dos que se apôs às decisões da comissão do Festival. No teatro desde 1982, foi integrante de um grupo amador ligado à comunidade católica do bairro Cidade Jardim, e pelos anos seguintes participou de 9 espetáculos como ator e dirigiu 20 peças como diretor, sendo premiado em três vezes em festivais e mostras pelo Estado. Como Incentivador foi um dos criadores, ao lado do Professor Beto, do Espaço Fábrica das Artes, onde acontecem festivais, saraus e cursos de arte.

Abaixo, vocês conferem as entrevistas feitas com cada um deles.

9.06.2007

Pavarotti popularizou e vulgarizou a ópera

O biógrafo Robert Levine, um dos maiores especialistas do mundo na vida da soprano Maria Callas, escreveu certa vez que de todas as cantoras de óperas, ela era a única capaz de popularizar o estilo, pois parecia ser a primeira que fazia sexo.
Algo parecido pode ser dito sobre o tenor italiano Luciano Pavarotti, falecido nesta madrugada, aos 71 anos, na Itália. Longe do esnobismo que muitas vezes atinge certos setores da música erudita, Pavarotti gostava de ser amado pelo povo e por toda sua carreira, dedicou-se como nenhum outro a levar o canto lírico às massas. Não foi o único a tentar, mas foi o primeiro a conseguir: Que outros nomes da ópera têm seus Cds vendidos por camelôs nos calçadões?
Na ânsia de chegar aonde nenhum outro jamais esteve, acabou por dando grandes tropeços, vulgarizando peças clássicas ou soando alienígena em gravações pop, como “Pavarotti And Friends” e “Os Três Tenores”, dois maiores passos em falsos do cantor.
Mas isso logo ficará para trás, pois no inferno das boas intenções Pavarotti merece sacada de frente para mar. De preferência um mar como o da Itália, que ele tanto amava.

9.03.2007

Os Simpsons e a arte de traduzir seu tempo

Neste momento a maioria dos fãs da família de Homer Simpson já devem ter assistido a uma das sessões do longa metragem que estreou no último dia 17 de agosto nos cinemas de todo o país. As críticas ficaram divididas, entre aqueles que apontaram a falta de novidades na transposição do desenho aos cinemas e àqueles que viram nisso uma decisão inteligente em não desvirtuar uma obra que vem há 18 anos somando fãs de todas as idades.
Particularmente esperava algo mais, pois saí do cinema achando que havia acabado de pagar para ver um episódio de duas horas que poderia muito bem ser dividido em três capítulo na TV. Impressão que já foi me dada pelo próprio Homer na primeira cena do filme, quando o anti-intelectual mais legal da história joga na cara de todos os presentes que eles pagaram uma sessão a toa, já que vão ver o mesmo que sempre vêm na TV.
Mas opiniões de fãs à parte, fico pensando como devem estar surpresas àquelas pessoas que nunca acompanharam Os Simpsons nestes últimos 18 anos da criação maior de Matt Groenning ou aqueles que não gostam da obra por não entenderem direito as toneladas de referências jogadas nos espectadores em cada um dos episódios de 24 minutos do desenho.
Criado em 1987, pela Fox (a emissora mais reacionária dos Estados Unidos), Os Simpsons abriram as portas de um novo mercado no mundo, a de desenhos animados voltados ao público adulto, com idéias políticas pendendo ao anarquismo. E o projeto deu tão certo que filósofos, cientistas usam o desenho em livros como “Os Simpsons e a Filosofia”; “Planeta Simpsons: Como um Obra Prima do Desenho Documentou uma Era”, de ; e “O que os Simpsons podem nos Ensinar sobre Ciência?”.
A verdade é que usando, através de piadas, conceitos de filósofos como Kant, Platão e tantos outros pensadores, Matt Groenning sua equipe põem em pauta desde questões políticas, como quando o ex-presidente ultra conservador americano Richard Nixon foi ser vizinho da família e foi esculhambado pelo garoto Bart, até polêmicos episódios satirizando religiões, como o de quando Hommer decidi mandar todas as religiões às favas por preguiça de se adequar à qualquer uma delas. “E se nós escolhermos a religião errada? Só vamos deixar Deus ainda mais nervoso”, justificou, antes de completar. “Se Deus está em todo lugar, por que eu preciso ir à igreja?”. São falas que parecem simples piadas, mas guardam um universo de questionamentos que pairam sobre todos nós desde que a humanidade existe.
A prova que a força dos Simpsons é notada em todo o planeta é o tremendo barraco que o Brasil armou quando um episódio satirizou a criminalidade brasileira (que era muito mais uma ironia contra a ignorância americana em relação aos resto do mundo que a nós brasileiros) ou uma declaração do ex-presidente George Bush (o pai do Junior) de que as famílias deveriam lutar para não se tornarem como os Simpsons. Um outro, mais atento, poderia ainda destacar a afirmação de William Bonner, de que o Jornal Nacional é feito para o Hommer Simpson, por dar a notícia de um jeito “mastigado”.
No futuro, quando os estudiosos quiserem analisar com atenção as questões mundiais, uma caixa de DVDs ajudará muito. Eles só devem não levar tudo ao pé da letra, senão ficarão achando que no Rio de Janeiro existe macacos andando soltos pelas ruas.
Editor
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PerfilLuciano Assis
Luciano Assis, 29, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
Perfíl do Blog
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O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.

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