Chaplin: o mais triste dos humoristas
Há 30 anos morria Charles Chaplin. Ninguém foi mais importante que ele para o desenvolvimento da linguagem cinematográfica na primeira era do cinema, assim como ninguém conseguiu o paradoxo de fazer rir contando histórias tão tristes sobre a dor humana. "A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe", dizia ele, que soube como poucos captar o medo do homem dos anos 20 e 30 com as novas tecnologias e a individualização das relações urbanas nas então novas metrópoles.
Nascido na Inglaterra, em 1889 (o mesmo ano de Adolph Hitler, o que fez Chaplin nutrir uma obsessão raivosa pela figura maligna do líder nazista) Chaplin passou uma infância pobre, que depois seria relatada de uma forma ou de outra em cada um de seus filmes mudos. Talvez esse conhecimento de causa da miséria que tenha transformado cada uma de sua história em tratados sociais sobre a dor humana diante do mundo.
Nestas três décadas sem Charles Chaplin, o que nos resta é homenageá-lo, sempre. Abaixo uma cena da obra-prima “Tempos Modernos” (1936).
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1 Comentários:
Tempos Modernos é um super filme.
Crítico com humor.
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