Um filme, um livro, um disco, um site
“O Hospedeiro”, de Bong Joon-Ho
Politique Du Auteur é um termo muito usado pela crítica francesa de cinema e que cai como uma luva para explicar esse ótimo filme coreano, que mesmo não passando nos cinemas brasileiros agora pode ser apreciado em qualquer boa locadora. A expressão é sacada quando os fãs de cinema da França se referem a uma obra que apesar de dialogar com o grande público através de uma história fantasiosa traz escondido um conteúdo altamente político. No caso de “O Hospedeiro”, a crítica recai sobre a burocracia moderna e as relações interpessoais que ficam à mostra quando um monstro aparece numa lagoa em Seul.
“Sem Comentários” (Editora Cosac Naify, 272 págs)
Há dois anos a editora Casac Naify lançou esse belo livro de fotos do monstro sagrados dos palcos brasileiros, Paulo Autran, que morreu no último dia 12 de outubro. O interessante é que apesar de não conter textos, apenas fotografias em peças interpretadas por ele, é impressionante a quantidade de nuances e mudanças que apenas um rosto podia expressar, indo da comédia à tragédia, provando que todos os adjetivos elogiosos tecidos a ele não eram exagerados.
“Acústico MTV”, Paulinho da Viola
Sei, a palavra acústico assusta você, e confesso que a mim também. Acho que o fundo do poço do formato no Brasil foi quando um grupo de pagode lançou um disco chamado acústico (pagode acústico não é redundância? Pensei). Mas o negócio desceu ainda mais e tivemos muitos outros lançamentos para nos embrulhar o estômago. Mas agora papo é diferente, pois em invés de ser engolido por idéias de jerico, mestre Paulinho da Viola formatou o acústico ao seu estilo e desfilou poesia, bom gosto e seu repertório acima de qualquer suspeita. Esse é gênio!
www.gafieira.com.br
Simpático site que se propõe a discutir de forma profunda idéias acerca da música popular brasileira. Só não acesse quando estiver com pouco tempo, pois os textos são looooooongos. O último que li (“Jornalismo Aberto para Balanço”) me fez perder umas duas horas, e para falar a verdade ainda falta um pedacinho. Mas a dedicação é compensada.
Politique Du Auteur é um termo muito usado pela crítica francesa de cinema e que cai como uma luva para explicar esse ótimo filme coreano, que mesmo não passando nos cinemas brasileiros agora pode ser apreciado em qualquer boa locadora. A expressão é sacada quando os fãs de cinema da França se referem a uma obra que apesar de dialogar com o grande público através de uma história fantasiosa traz escondido um conteúdo altamente político. No caso de “O Hospedeiro”, a crítica recai sobre a burocracia moderna e as relações interpessoais que ficam à mostra quando um monstro aparece numa lagoa em Seul.
“Sem Comentários” (Editora Cosac Naify, 272 págs)
Há dois anos a editora Casac Naify lançou esse belo livro de fotos do monstro sagrados dos palcos brasileiros, Paulo Autran, que morreu no último dia 12 de outubro. O interessante é que apesar de não conter textos, apenas fotografias em peças interpretadas por ele, é impressionante a quantidade de nuances e mudanças que apenas um rosto podia expressar, indo da comédia à tragédia, provando que todos os adjetivos elogiosos tecidos a ele não eram exagerados.
“Acústico MTV”, Paulinho da Viola
Sei, a palavra acústico assusta você, e confesso que a mim também. Acho que o fundo do poço do formato no Brasil foi quando um grupo de pagode lançou um disco chamado acústico (pagode acústico não é redundância? Pensei). Mas o negócio desceu ainda mais e tivemos muitos outros lançamentos para nos embrulhar o estômago. Mas agora papo é diferente, pois em invés de ser engolido por idéias de jerico, mestre Paulinho da Viola formatou o acústico ao seu estilo e desfilou poesia, bom gosto e seu repertório acima de qualquer suspeita. Esse é gênio!
www.gafieira.com.br
Simpático site que se propõe a discutir de forma profunda idéias acerca da música popular brasileira. Só não acesse quando estiver com pouco tempo, pois os textos são looooooongos. O último que li (“Jornalismo Aberto para Balanço”) me fez perder umas duas horas, e para falar a verdade ainda falta um pedacinho. Mas a dedicação é compensada.











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