7.31.2007

Ingmar Bergman

A profundidade existencialista na obra de Ingmar Bergman, que morreu nesta segunda-feira aos 89 anos, estava diretamente ligada à naturalidade com que ele lidava com temas como morte, desespero e desajuste social/sexual. Aí está a diferença do grande mestre em relação a sua legião de admiradores/ imitadores: como todo gênio, seu desconforto com a vida brotava de um perfeito equilíbrio entre o exercício intelectual e as entranhas corroídas pela vida humanamente miserável da infância. Os exemplos estão em clássicos regidos pela dor, como "Morangos Silvestres" (1957), "O Sétimo Selo" (1957), "Gritos e Sussurros" (1972), "A Flauta Mágica" (1975), "O Ovo da Serpente" (1978) e "Fanny e Alexander" (1982).
Abaixo você confere aquela que, talvez, seja sua mais clássica cena entre suas muitas clássicas cenas: o duelo de xadrez entre Max Von Sydow e a morte, em “O Sétimo Selo

3 Comentários:

marcelo853 disse...

Homenagem a esse diretor........que amava o teatro e o cinema!

"Sempre que vai embora alguém que alimenta nossas fantasias remexendo nossa imaginação o mundo perde um pouco do seu espírito mágico...

Ingmar Bergman sacudia sombras melancólicas esquecidas por cada um de nós em um recanto adormecido da alma...

No escurinho da platéia vamos nos identificando com as angústias e alegrias retratadas, transmitindo a convicção do quanto nossos sentimentos únicos são plurais...

Podemos até não compartilhar admiração por determinadas obras, mas impossível negar genialidade a pessoas que conseguimos identificar assinatura, de sua criação, ao assistirmos dois minutos de seu trabalho emocional...

Cada gênio que vai embora deixa o mundo menor... "

1 de Agosto de 2007 10:04  
marcelo1ferraz@hotmail.com disse...

Pois é galera.......vamos prestigiar......e fazer desse espaço uma troca de informações.......expressando e deixando nossos pensamentos.

1 de Agosto de 2007 10:06  
Erika disse...

Muito legal essa cena Lu... Parabéns pelo blog!!!!

1 de Agosto de 2007 10:10  

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Luciano Assis, 29, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
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