7.23.2008

Capital inicial



Resenha que fiz do novo Cd do Capital Inicial em uma capa do Caderno L, aqui do LIBERAL.

Sinceridade é o melhor do CD

Na década de 1980, o Capital Inicial era um grupo da segunda divisão do rock nacional, obscurecido por bandas muito mais consistentes do ponto de vista artístico (Legião Urbana, Titãs, Ira!). Mas o tempo foi derrubando a linha de frente do chamado Brock e o grupo de Dinho Ouro Preto, Flávio Fê Lemos e Yves Passarel foi angariando espaço a ponto de sobreviver da extinção e se tornar o único dinossauro daquela época ainda capaz de fazer sucesso entre as novas gerações sem recorrer somente a cavalos de batalhas (sucessos de 20 anos atrás).
O novo disco do grupo, o primeiro ao vivo da carreira dos brasilienses, é, antes de tudo, um atestado de sinceridade, pois mesmo nascido em pleno fomento do pós-punk inglês, e dizendo beber nas fontes de respeitados grupos como Gang of Four e PIL, é nos populistas Aerosmith e Kiss que a banda encontra melhor reflexo mundial atualmente. E dá-lhe refrões pegajosos, letras falando do dia a dia molecada e “poses roqueiras” para as câmeras.
Para aqueles que cobram seriedade artística e aspirações maiores na música, “Multishow ao Vivo” não deve agradar, mas o Capital Inicial é uma ótima banda, dentro daquilo que se propõe a fazer. E até nisso eles são sinceros, pois não prometem nada de muito duradouro ou espetacular aos fãs.

7.18.2008

Que pena!

Acabei de receber esse e-mail aqui na redação. Uma pena, pois seria uma honra ver essa dama do teatro brasileiro sobre o tablado:

Comunicado URGENTE


O espetáculo O CAMINHO PARA MECA, com a atriz Cleyde Yáconis acaba de ser cancelado pelo Circuito Cultural Paulista em virtude da atriz estar acamada. Assim que ela se restabelecer a Secretaria de Estado da Cultura tentará agendar outra data para a apresentação em Santa Bárbara d’Oeste.


Obrigada pela atenção!

7.15.2008

Luchador

Esse é o trailer do filme "Luchador", que rendeu ao ator americanense Dirceu Carvalho o premio de melhor ator do Festival de Cinema de Paulinia, no último final de semana. O filme é um exercicio de linguagem baseado em produções B de artes marciais.

7.14.2008

Surpresa!



O site da revista Entertanment Weekly fez uma seleção dos dez filmes com finais mais surpreendentes da história. Gostei tanto da lista quanto da sequência em que os filmes aparecem. Aqui vão os filmes (Deixei o nome em inglês de alguns filmes porque não sei o titulo em portugues).

1 - Seven (1995)
2 - Sexto Sentido (1999)
3 - Clube da Luta (1999)
4 - Les Diabolique (1955)
5 - Amnésia (2000)
6 - Psicose (1960)
7 - Os Suspeitos (1995)
8 - O Planeta dos Macacos (1968)
9 - Identity (2003)
10 - The Prestige (2006)

7.07.2008

Sem comentários

Os jornalistas Luiz André Alzer e Mariana Claudino fizeram um levantamento dos discos mais vendidos da história no Brasil e o resultado está aqui abaixo. É de chorar de tristeza (Ou de rir, se você for uma pessoa bem humorada).

1. Músicas para Louvar o Senhor - Padre Marcelo Rossi - 1998 - 3.328.468 cópias
2. Xou da Xuxa 3 - Xuxa - 1988 - 3.216.000
3. Leandro & Leonardo - Leandro & Leonardo - 1990 - 3.145.814
4. Só pra Contrariar - Só pra Contrariar - 1997 - 2.984.384
5. 4º Xou da Xuxa - Xuxa - 1989 - 2.920.000
6. Xegundo Xou da Xuxa - Xuxa - 1987 - 2.754.000
7. Um Sonhador - Leandro & Leonardo - 1998 - 2.732.735
8. Xou da Xuxa - Xuxa - 1986 - 2.689.000
9. Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas - 1995 - 2.468.830
10. Terra Samba ao Vivo e a Cores - Terra Samba - 1998 - 2.450.411

7.03.2008

Loira burra, é?



Não que eu achasse que a atriz Marilyn Monroe fosse tão burra quanto fazia crer seus papeis em filmes clássicos como "O Pecado Mora ao Lado" e "Os Homens Preferem as Loiras", onde ela criou o imaginário da mulher que equilibrava apelo sexual e beleza com uma inocencia perturbadora. Mas essa foto aqui já é demais. O furacão Marilyn lê nada mais nada menos que "Ulisses", do irlandes James Joyce, simplismente um dos mais ilegiveis e "pesados" livros já escritos.

7.01.2008

Americanos

Sou americanizado! Pronto, confessei. Seria mentira negar. Adoro Rock and Roll, Literatura Beat, Jazz, Blues, Pop Art, Cinema e outros produtos nascidos naquele pedaço tão contraditório de mundo. Em nenhum outro país a palavra “contraditório” orna tão bem. Veja só: o mesmo país que no século 20 deu ao mundo as formas de arte mais libertárias da história (todas as citadas acima) elege verdadeiros asnos como George W. Bush. O mesmo país onde o movimento hippie ganhou cara pregando a paz e o amor, não consegue passar uma década sem armar pelo menos uma guerra bem sangrenta. O mesmo país onde a pena de morte ainda é tolerada como forma punitiva convive com o maior índice de violência do mundo.
Uma boa forma de resolver tamanho quebra cabeça e decifrar os Estados Unidos da América pode estar no livro “Artist in Exile”, de Joseph Horowitz, que acaba de ser lançado no exterior (ainda sem previsão de lançamento aqui). Nele, Joseph, um conceituado professor de História, nos mostra como um dos países mais racistas do mundo, onde o aperthaid entre brancos e negros existe de forma velada até os dias atuais (e que vai eleger um presidente negro, em mais uma demonstração de contradição) recebeu de braços abertos vários intelectuais e artistas que fugiam dos regimes totalitários europeus (nazismo, fascismo, franquismo). O livro também dá crédito a forte influência da cultura africana no País, como não podia ser diferente, pois toda a grande música americana tem sangue afro.
Essa miscelânea cultural foi primordial para que a terra do Pato Donald se transformasse no que é hoje e uma prova da importância do pluralismo de pensamentos na sociedade. Charles Chaplin não era americano, mas fez suas maiores obras primas, em solo yankee. Albert Einstein também não nasceu nos Estados Unidos, mas até hoje tem gente que pensa que sim. Durante o nazismo os soldados de Hitler queimavam as obras do austríaco Sigmund Freud, enquanto na América esses livros eram publicados.
Essa passagem da Historia é o que transformou o gigante americano no que ele é hoje, mesmo assim enquanto essa diversidade racial transformava a arte americana, seitas como a Klux Klux Kan perseguia negros pelas ruas. No início do rock, gente como Chuck Berry e Little Richard fugiam de seus próprios shows sob o perigo de serem queimados nas portas das casas de espetáculos onde se apresentavam.
Mas a arte triunfou, e para o horror de alguns esquerdistas mais radicais a melhor música do mundo é a americana, seguida da brasileira (sem nacionalismo) e a cubana. “O resto é valsa”, como dizia Tom Jobim. Alguém lendo isso pode até bradar: “Mas as melhores bandas do mundo saíram da Inglaterra!”. Sim, da mesma maneira que jogamos o melhor do futebol do mundo (ou pelo menos jogávamos, antes do Dunga), mas quem criou o esporte foram os ingleses e não dá para tirar o crédito deles.
Por isso, arrisco-me dizer que somos todos uns americanizados, sejam aqueles que se entopem de Mc Donalds ou os que exibem uma chamativa camiseta do Che Guevara. E isso é bom e muito ruim, ao mesmo tempo. Existe algo mais americano que isso?
Editor
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PerfilLuciano Assis
Luciano Assis, 29, é repórter do Caderno L do jornal LIBERAL, onde escreve diariamente sobre música, literatura, cinema, teatro e artes plásticas. É também o responsável pela coluna “Entrelinhas”, publicada na edição de domingo do jornal, onde analisa assuntos culturais que foram notícia no decorrer da semana.
Perfíl do Blog
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O Blog Entrelinhas é uma extensão do Caderno L do LIBERAL, e tem como meta informar, comentar e analisar aspectos relevantes da Cultura local, nacional e internacional de forma ágil e interativa com seus leitores, criando uma rede de discussão acerca do mundo dos espetáculos.

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