26.11.09

A mancada de Belluzzo

Ridículo. É o mínimo que dá para dizer das besteiras gritadas pelo presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, em festa da Torcida Mancha Verde, em outubro. Um vídeo que chegou à internet mostra o dirigente palmeirense berrando "Vamos matar os bambis!", numa clara referência ao São Paulo (digo isso porque, num dos momentos, ele bradou "Eles já morreram hoje", se referindo à derrota do rival para o Atlético Mineiro, no mesmo dia).

O que Belluzzo fez é compreensível pela paixão clubística, mas inaceitável para um dirigente do qual se espera lucidez. Enfileirar-se com aqueles que gritam morte a um ou outro é coisa retrógrada e inesperada vinda de alguém cuja inteligência e capacidade no seu ramo de atuação, a economia, é inquestionável.

A atitude de Belluzzo é condenável tão quanto o vídeo exibido pelo Corinthians em sua festa de 99 anos. E não me parece menor do que as eternas provocações feitas pelo eterno diretor de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que com suas tiradas de sarro sobre os rivais provocava risos e dava audiência para muitos, mas também incitava a violência a cada clássico.

Em resumo, o que esperar do futuro do futebol se nossos dirigentes em vez de pregarem e exercitaram a paz, teimam em seguir a onda daqueles que fazem dos campos de futebol apenas locais de encontro para violência? Pobre futebol brasileiro.

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18.11.09

Obina e Maurício, ridículos pugilistas

O mínimo que a diretoria do Palmeiras deveria fazer era deixar de pagar os salários do atacante Obina e do zagueiro Maurício, expulsos no Olímpico. Se for mais rigorosa, devolve Obina já para o Flamengo e empresta Maurício para algum time da Segundona, para esfriar a cabeça. A atitude impensada e irresponsável dos dois contra o Grêmio me parece o capítulo final de um filme que ensaiou um final feliz, virou comédia e agora descamba para a tragédia.

A queda de produção do Palmeiras tem muito mais do que erros de arbitragem ou a chegada de Muricy Ramalho e a dificuldade de se adequar ao estilo do novo treinador. O grupo está visivelmente rachado. E, numa visão mais catastrófica, não deve nem mesmo garantir uma vaga na Libertadores de 2010. Pena.

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11.11.09

Edmilson virou 'peso morto' no Palmeiras

Quem viu o primeiro tempo de Palmeiras x Sport deve ter ficado com uma dúvida. Por que será que Muricy Ramalho insiste em escalar o volante Edmilson. É nítido que o jogador está fora de sua melhor forma. Com ele em campo, o Palmeiras fica em desvantagem numérica. Até parece que tem um homem a menos que o rival. Não que essa seja a única explicação para a derrocada palmeirense. Mas que ajuda, ajuda. E muito.

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22.10.09

Cheiro de corpo mole no ar no Palmeiras

Posso até estar enganado, mas o futebolzinho medíocre que o Palmeiras vem jogando nas últimas rodadas do Brasileirão 2009 está com cheiro de corpo mole para derrubar técnico. Embora, no momento, ache mais fácil a diretoria do Palmeiras dispensar dois ou três medalhões do elenco do que abrir mão do técnico que tanto queria. A torcida, que não tem nada com isso e quer mais é ver seu time ganhando, já soltou as primeiras vaias a Muricy Ramalho e pediu por Jorginho, o interino que vinha dando certo. E saber que tudo isso acontece com o time na liderança do campeonato. Já pensou se estivesse brigando para não cair?

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2.9.09

Verdão ganha um problema sério

Notícia péssima para o Palmeiras. A contusão de Pierre - nos ligamentos do tornozelo esquerdo - provoca um desfalque sério no time de Muricy Ramalho. Não tenho a menor dúvida de que Pierre é hoje, disparado, o melhor primeiro volante do futebol brasileiro. Souza (o ruivo Hering do Palestra) tem futuro. Mas, hoje, Pierre é dono absoluto da camisa 5. E seria em qualquer time nacional.

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19.6.09

Luxemburgo por Muricy. A troca perfeita

O que mais tem por aí nas últimas horas é comentarista tentando explicar porque Palmeiras e São Paulo foram eliminados nas quartas de final da Libertadores. Simples. Foram eliminados por terem sido menos competentes que seus adversários. O Palmeiras levou um gol - que não podia levar - em seus domínios e pagou caro por isso. O São Paulo foi apático contra um Cruzeiro guerreiro. Também pagou o preço.

Mas nem estou muito disposto a falar sobre o apático Keirrison ou sobre o inconstante Washington, figuras que poderia representar bem as frustradas campanhas dos rivais paulistas na principal competição sul-americana. Não que mereça levar toda a culpa - afinal de contas, ganham todos e perdem todos - mas, cá entre nós, onde foi parar o Washington que importunava as defesas (a do São Paulo que o diga) em 2008?

Pior ainda a situação de Keirrison, que chegou a São Paulo com fama de goleador, que comprovou-se contra times pequenos, e agora luta para afastar a pecha de se esconder em grandes jogos e decisões. Para quem duvida, veja o VT da partida contra o Nacional, no Uruguai. O tal K9 passou o jogo inteiro se escondendo da bola. Nos minutos finais, quando deveria estar na área, estava na linha lateral, perto do meio-de-campo, como que correndo da redonda.

Bom, mas não é isso que importa. Na verdade, em vez de buscar explicações para os fracassos, tenho é uma sugestão a dar. Que tal os clubes trocarem de técnico? Mas trocar mesmo, um com o outro. Afinal de contas, a torcida do Palmeiras tem colocado na conta de Vanderlei Luxemburgo a maior parte da responsabilidade pelo fiasco na Libertadores, assim como a do São Paulo tem atribuído a Muricy Ramalho boa parte da culpa pela queda nas quartas de final.

Simples assim. Luxa, com seu estilo requintado de terno e gravata, no Tricolor. Muricy, e seu jeitão italianão gesticulador e mal humorado, no Verdão. Seria uma maneira de mexer com os elencos e com o mercado da bola. E acalmaria os ânimos exaltados dos torcedores que tanto pedem por mudanças. Se isso é possível? Duvido. Até porque o Palmeiras já gastou demais com Luxemburgo para dar o braço a torcer e admitir que fez besteira ao contratar um técnico tão caro para ganhar só um Paulistão. E no São Paulo, Juvenal Juvêncio continua sendo um dos mais centrados dirigentes do mundo da bola e sabe que, igual ou melhor que Muricy, não há ninguém disponível no mercado.

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29.5.09

Zaga do Palmeiras lança a 'marcação a olho'

Quem é que nunca ouviu falar de marcação por zona? E da individual? Pois bem, quem achava que essas eram as únicas formas de marcar o adversário se surpreendeu na noite desta quinta-feira (dia 28) com o empreendedorismo da zaga do Palmeiras. De uma vez só, e diante de um grande público, Marcão, Danilo e Maurício Ramos estrearam a "marcação a olho".

O Palmeiras poderia ter saído com o resultado favorável do Palestra Itália, no primeiro jogo das quartas de final contra o uruguaio Nacional, não fosse - mais uma vez - um vacilo do seu sistema defensivo. No gol de empate do time do Uruguai (depois de um golaço de Diego Souza), os zagueiros palmeirenses deram total liberdade ao camisa 20 Garcia, que sem marcação igualou o marcador e calou o Palestra.

Bem feito para Vanderlei Luxemburgo que, com o time vencendo por 1 a 0, sacou o atacante Keirrison para a entrada do volante Jumar. Como é mesmo que ele diz? O medo de perder tira a vontade de ganhar. Foi isso.

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25.5.09

'Melhor do que Eto'o' no Palestra

O Palmeiras realmente é capaz de coisas que não dá para acreditar. Depois de perder seu principal jogador da temporada 2008 - o atacante Kléber, que hoje faz sucesso com a camisa do Cruzeiro - a diretoria do clube de Palestra Itália anuncia Obina (aquele que um dia foi tido pela torcida do Flamengo como melhor do que Eto'o) como reforço (?) para o ataque. Só pode ser brincadeira com o torcedor palestrino.

No mesmo nível que a diretoria do Corinthians fez com seu torcedor com a contratação de Souza. E a piada maior ainda estava por vir. Kleber Leite, vice-presidente de futebol do Mengão, emprestou Obina de graça até dezembro, mas fixou o preço do passe. Obina vale, na opinião dele, R$ 4 milhões.

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13.5.09

O eterno "São Marcos"

Sabe aqueles caras de quem todo mundo - ou quase todo mundo, já que toda unanimidade é burra, diria Nelson Rodrigues - gosta. Então, esse é o caso de Marcos, ou melhor, São Marcos. Dia desses ainda brinquei com um amigo dizendo que o Marcos e o Ronaldo, pelo histórico de lesões e de lições de superação, são os típicos "Jason" do mundo da bola. Mal comparando, assim como o mítico personagem do clássico (até porque gosto muito desse estilo de filme) "Sexta-Feira 13", ambos já foram dados como acabados em várias oportunidades e, do nada, conseguem ressurgir.

Marcos, na terça-feira, mais uma vez fez valer o apelido que ganhou da torcida palmeirense há longíquos dez anos, ainda na campanha do título de 1999 da Libertadores. E justamente foi chamado de "Santo". Não só pelos pênaltis que defendeu contra o Sport (o que já bastaria) mas pelo conjunto da obra. O goleiro pentacampeão com a Seleção Brasileira de 2002 foi perfeito durante o segundo confronto com os pernambucanos. Só não impediu o gol que levou a partida para os pênaltis porque a dramática disputa da marca da cal era necessária para consagrar o camisa 12. Mais uma vez, é claro.

O Palmeiras, então, avançou às quartas-de-final. Assim como o São Paulo. Agora, resta a Cruzeiro e Grêmio carimbarem seus passaportes e manterem vivas as chances de vermos outra final brasileira na principal competição sul-americana.

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28.3.09

K9 anda devendo nos clássicos

Contratado a peso de ouro, sensação no começo da temporada, batendo recordes e liderando a artilharia do Campeonato Paulista. Sobram motivos para elogiar o centroavante Keirrison, do Palmeiras. Mas também não faltam motivos para criticá-lo. Nos dois jogos do Verdão pela Libertadores (derrotas para LDU e Colo Colo), o K9 pareceu sentir o peso da competição internacional.

Até aí, tudo bem. Mas acontece que Keirrison também anda falhando nos clássicos. Contra o Corinthians, parece ter ficado tão abobado com a presença de Ronaldo (de quem assumiu ser fã) em campo que se esqueceu de jogar bola. Teve chance de matar a partida quando o jogo estava 1 a 0 para o Palmeiras e falhou.

Neste sábado, contra o São Paulo, de novo K9 esteve apagado. Foi pouco produtivo no ataque e, quando teve a grande chance de igualar o marcador, aos 39min do segundo tempo, aproveitou mal o rebote da trave num chute de Cleiton Xavier. Chutou fraquinho, no meio do gol, facilitando a vida de Rogério Ceni.

Por enquanto, a torcida palmeirense ainda não está pegando no pé do seu centroavante, mas quem a conhece bem sabe que a paciência não costuma durar muito. Ou Keirrison começa a render também nos clássicos e jogos decisivos, ou os gols marcados contra Mogi, São Caetano, Real Potosí e outros do gênero, pouco valerão.

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8.3.09

O Fenômeno está de volta e marcando gol

Não poderia ter sido tão perfeito. Ronaldo esteve pouco mais de 30 minutos em campo. Mostrou logo de cara que estava disposto com um dribe em cima Pierre. Depois, num chute de longa distância, acertou o travessão. Tudo isso com o placar desfavorável ao Corinthians. O Palmeiras vencia por 1 a 0.

Mas daí brilhou a estrela daquele que, não por acaso, recebeu o apelido de Fenômeno. Ronaldo estava bem posicionado (e contou com uma tremenda mancada do goleiro palmeirense Bruno) e só teve o trabalho de desviar de cabeça uma cobrança de escanteio e sentenciar o empate num jogo que parecia perdido.

Ronaldo mostrou, mais uma vez, que é diferenciado. Não só dentro de campo. Seus lances ofensivos e o gol falam por si só. Mas o Fenômeno mostrou sim que é diferenciado por toda a sua luta e garra de vencer. Depois da última lesão, jogando pelo Milan, em fevereiro de 2008, muitos o aposentaram. Outros garantiam que, se voltasse a jogar futebol, seria comum e, por isso mesmo, deixaria de jogar.

Nem um coisa, nem outra. Prevaleceu a esperança daqueles que sonhavam rever o Fenômeno em campo e brilhando. É verdade que ele ainda precisa perder mais uns quilinhos e ganhar ritmo de jogo. E quando isso acontecer, preparem-se rivais.

Sobre o roteiro do jogo, pensando melhor, ele até poderia ter sido perfeito sim se fosse o gol da vitória e não do empate. Mas quem está preocupado com três pontos nesta hora. O ressurgimento de Ronaldo vale muito mais que isso para o futebol brasileiro.

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3.3.09

Vexame de deixar o torcedor verde de raiva

Luxemburgo papagaiou como só ele sabe fazer que o jogo contra o Colo Colo era uma decisão. Queria, acredito, criar todo um clima de pressão para cima dos chilenos e se aproveitar disso para vencer a primeira na Libertadores 2009. Mas fracassou. E feio. O Verdão deu um vexame daqueles inesquecíveis no Palestra Itália lotado nesta terça-feira (dia 3) à noite. Pobre coitado de quem pagou ingresso esperando ver o time rápido e organizado das nove vitória e um empate no Paulistão e das duas vitórias na Pré-Libertadores. O que sei viu em campo foi um amontadoado de gente de verde avançando feito boi bravo para cima do adversário e tentando, a todo custo, vencer a partida nos primeiros minutos.

Luxa quis por pressão sobre o adversário, mas o tiro saiu pela culatra. Seu jovem time ficou nervoso, errou demais e pagou muito caro. Agora? Sei não, amigo palestrino. Está certo que ainda restam quatro jogos pela frente. Mas quem não vence o Colo Colo em casa vai querer vencer fora? E o caldeirão da Ilha do Retiro, então? Pior que a derrota foi ouvir o Luxemburgo reclamar que todo mundo está detonando seu time por causa de duas derrotas. Acorda, Luxa! Você perdeu os dois jogos mais importantes até agora. E nem adianta reclamar da fama de só ganhar Paulistão e Brasileiro. Até porque, até agora, só ganhou isso mesmo, meu caro.

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26.2.09

Com uma força do pessoal do apito

Palmeiras e Corinthians continuam invictos na caminhada rumo ao clássico do dia 8 pelo Paulistão. Na quarta-feira, com um empurrãozinho das arbitragens, os dois despacharam São Caetano e Noroeste, respectivamente. No caso do Verdão, o árbitro deu só cartão amarelo a Edmílson em um lance típico de vermelho. Se tivesse expulsado de campo o zagueiro, a reação verde talvez não fosse a mesma na partida. Mas como o "se" não joga... E, no fim, como compensação e mostrando que o problema do pessoal do apito é ruindade mesmo e não má intenção, a mesma arbitragem validou gol do Azulão em posição de impedimento. Já no Prudentão, o Norusca chegou a fazer 1 a 0 em gol mal anulado pelo árbitro. Depois, não segurou a força do Timão de Mano Menezes e sucumbiu. Erros à parte, o futebol dos grandes da Capital é nitidamente melhor do que o do pessoal do Interior. E assim, líder e vice-líder vão, rodada após rodada, enchendo de expectativa seus torcedores para o tão esperado encontro, dentro de exatos 12 dias.

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17.2.09

São Marcos falha e Palmeiras perde da LDU

O Palmeiras falhou demais contra a LDU e pagou por isso com a primeira derrota do ano. Ofensivamente, o time de Luxemburgo até que foi bem. Fez dois gols no atual campeão da Libertadores. Mas a defesa voltou a dar vacilos. E neste aspecto "São Marcos" foi quem deu a maior mancada. Saiu mal no lance que resultou no segundo gol dos equatorianos. Nos outros dois gols (o primeiro, por sinal, em posição irregular) não teve culpa. Agora, o Palmeiras só volta a pensar em Libertadores no dia 3 de março, quando encara o Colo Colo, do Chile, no Palestra Itália.

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27.1.09

‘Mistão Verde’ garante a terceira vitória

Rodada após rodada, o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo vai se garantindo. No terceiro jogo no Paulistão, nesta terça-feira, venceu e bem o Marília por 3 a 0. Com direito, inclusive, a gol de Lenny – que fez sua 35ª partida pelo clube e, até então, não tinha balançado as redes ainda.

Por sinal, Lenny tem sido a grata surpresa palmeirense neste começo de campeonato. Tem sido importante nas assistências e, ontem, foi premiado com o terceiro gol na vitória. Pode ainda não ser o atacante dos sonhos da torcida alviverde, mas também já não é mais o patinho feio que muitos pintavam.

No ABC, a Ponte Preta caiu diante do Santo André. Normal. Até pelo fato de jogar em casa, o Ramalhão era mesmo favorito. Mas suou muito para bater a Macaca. A vitória só veio com um gol de pênalti, por sinal, muito bem batido por Marcelinho Carioca.

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14.4.08

A polêmica da ‘mão do imperador’

Em vez de “la mano de dios”, foi “a mão do imperador” o fator de desequilíbrio do clássico São Paulo x Palmeiras, domingo, no Morumbi, pela semifinal do Paulistão 2008. Todos os fatores levam a essa interpretação. O gol irregular de Adriano, logo aos 11min de jogo, mudou todo o panorama da partida. Por ter sido com a mão, mexeu ainda mais com os nervos palmeirenses. Tudo isso é fato.

Mas só isso – se é que da para dizer “só” para tudo isso – não é argumento suficiente para justificar o mau futebol do Palmeiras no clássico. Valdívia não jogou. Kleber não foi nem sombra do atacante decisivo do polêmico clássico da fase de classificação, em Ribeirão Preto. Gustavo então... Bom, esse nem é preciso dizer muita coisa. Sentiu, e muito, o peso da semifinal.

Além disso, o São Paulo não teve “só” o gol de mão. Teve também uma postura mais agressiva (no bom sentido da palavra) na marcação. Zé Luís, por exemplo, anulou o 10 chileno do Palmeiras. Hernanes, então, foi um monstro em campo. Some-se a isso o bom retorno de Alex Silva e, pelo menos, duas boas defesas de Rogério Ceni. O resultado só poderia ser a vitória do Tricolor.

A situação é reversível, desde que o Palmeiras volte a jogar o futebol das últimas rodadas da fase de classificação. E o que garantiu a sobrevida palmeirense foi o gol de pênalti de Alex Mineiro. Gol que dá esperança ao Palmeiras e que evita que o São Paulo entre exageradamente desatento à partida decisiva. Promessa, então, de mais um grande jogo.

Outro detalhe da primeira semifinal foi a péssima arbitragem de Paulo César de Oliveira e sua dupla de assistentes. PC errou feio ao validar o gol de Adriano (mal assessorado pela bandeirinha, que estava ali justamente para fiscalizar lances como aquele), ao dar o cartão amarelo a Richarlyson (foi rigoroso demais) e ao não expulsar Pierre. Foi mal tanto técnica como disciplinarmente. E, como prêmio, pode apitar a final do Paulistão. Ridícula decisão da FPF.

Quanto à outra semifinal, a Ponte fez o básico. Venceu em casa e por 1 a 0 o Guará. Pode parecer pouco, mas deve ser o suficiente. O surpreendente Guará neste Paulistão tem jogado melhor fora do que dentro de casa. E, caso isso se repita no sábado, crescem as chances da Macaca chegar à decisão. E você torcer? Acredita que o São Paulo já se garantiu ou o Palmeiras ainda pode reverter o quadro? E na semifinal caipira o que dá? Opine.

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