Muricy Ramalho caiu. Foi demitido pelo São Paulo naquele que pode ser o maior erro dos últimos tempos da diretoria tricolor, costumeiramente centrada e pautada por decisões não motivadas pela paixão e sim pela razão - até por isso o São Paulo domina o futebol brasileiro nos últimos três anos. E domina sob o comando de Muricy, um cara carrancudo, chato, muitas vezes grosso com a imprensa, mas que trabalha e muito bem.
O motivo alegado para a dispensa do melhor técnico do Brasileirão em suas últimas quatro edições foi a queda na Libertadores da América, a quarta seguida diante de um time brasileiro. Como se a culpa pela escassez de gols de Washington, que foi contratado para ser o matador do time, fosse de Muricy.
Ou como se a má fase de Hernanes, elevado à condição de 10 do time pela dificuldade encontrada pela diretoria para oferecer ao treinador são-paulino um autêntico armador, também pudesse ser colocada em sua conta. Ou como se o fato de Jorge Wagner ter caído de produção ou de Renato Silva não ter bola suficiente para ser titular do time fossem sua responsabilidade.
Sinto que, desta vez, o São Paulo se apequenou e caiu na vala comum de praticamente todos os outros clubes brasileiros, que optam por dispensar o técnico na tentativa - muitas vezes infrutífera - de jogar a responsabilidade sobre as costas dos jogadores e forçá-los a voltar a render. Pior. O São Paulo abriu mão de um treinador competente sem ter outro na manga. O mercado está terrível. Ou será que Renato Gaúcho seria a solução? Que tal Nelsinho Baptista? Ou ainda esperar mais uma ou duas rodadas até que Cuca caia no Flamengo? Boa sorte, Juvenal. Você vai precisar.
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