Gol de mão só vale do Maradona, Adriano...
Santa hipocrisia, Batman! Chega a dar nojo algumas atitudes extracampo que persistem no futebol brasileiro. A mais recente delas envolve o gol de mão de Fabrício Carvalho, que valeu à Lusa o empate em 2 a 2 com o Mirassol na rodada de quarta-feira do Paulistão. Só o que não faltou depois do gol foi gente dando palpite, especialmente na imprensa, e defendendo severa punição ao atacante que usou de artifícios irregulares para mudar o resultado do jogo.
Tenha santa paciência. Sejamos honestos. Todo o burburinho só surgiu porque se trata da Lusa, um dos times mais prejudicados na história do futebol brasileiro. Não muito distante, no Brasileirão de 2008, a Portuguesa sofreu com dois gols irregulares em jogo com o Flamengo. Mas aí, como é o Flamengo, ninguém quer se indispor.
Se o problema é o tal gol de mão, por que então esses mesmos que se colocam na condição de justiceiros, e pregam punição a Fabrício Carvalho, não tiveram a mesma postura em relação a Adriano no gol de mão do Imperador, na ocasião jogador do São Paulo, na primeira semifinal do Paulistão 2008 contra o Palmeiras. Mais, porque não se sentem enjoados ao ver o gol de Túlio contra a Argentina – ao contrário, neste caso até valorizam a malandragem brasileira. E o que dizer então do gol de Maradona, em 1986, contra a Inglaterra. Até hoje veneram “El Diez” pela proeza.
Não defendo o gol de mão de Fabrício Carvalho ou qualquer outra atitude que seja contrária à regra do jogo. Só acho que se é para posar de homem justo, que seja com todos. Não só com os mais fracos.
Tenha santa paciência. Sejamos honestos. Todo o burburinho só surgiu porque se trata da Lusa, um dos times mais prejudicados na história do futebol brasileiro. Não muito distante, no Brasileirão de 2008, a Portuguesa sofreu com dois gols irregulares em jogo com o Flamengo. Mas aí, como é o Flamengo, ninguém quer se indispor.
Se o problema é o tal gol de mão, por que então esses mesmos que se colocam na condição de justiceiros, e pregam punição a Fabrício Carvalho, não tiveram a mesma postura em relação a Adriano no gol de mão do Imperador, na ocasião jogador do São Paulo, na primeira semifinal do Paulistão 2008 contra o Palmeiras. Mais, porque não se sentem enjoados ao ver o gol de Túlio contra a Argentina – ao contrário, neste caso até valorizam a malandragem brasileira. E o que dizer então do gol de Maradona, em 1986, contra a Inglaterra. Até hoje veneram “El Diez” pela proeza.
Não defendo o gol de mão de Fabrício Carvalho ou qualquer outra atitude que seja contrária à regra do jogo. Só acho que se é para posar de homem justo, que seja com todos. Não só com os mais fracos.
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