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Amigos, que história é essa de lipoaspiração do Ronaldo. No meio do Brasileirão? Com o time sofrendo com um desmanche aparentemente inevitável? Juro que considero o processo absolutamente normal. Se o cara tem dinheiro e está realmente “cheinho”, pode muito bem se submeter à técnica. Só não dá para entender o fato de ter sido durante o campeonato e num momento em que o Corinthians tanto precisa dele. E nem adianta vir com essa história de que o tempo de recuperação vai ser igual ao da fratura da mão. Até porque, sejamos honestos, a recuperação da fratura na mão neste momento passa a ser o menor dos problemas. Ou alguém acha que a pessoa faz uma lipo e um mês depois vai estar dividindo bola com a zagueirada? Eu, sinceramente, duvido. Marcadores: lipoaspiração, Ronaldo
No futebol o discurso nem sempre é colocado em prática. E, às vezes, aquele que aponta o dedo para o erro do outro, vacila logo em seguida na mesma infração. Digo isso porque, assim como Walter Casagrande Júnior, não consegui entender o chororô de Mano Menezes e do zagueiro Chicão após o clássico de domingo, contra o Palmeiras, em Presidente Prudente. Na semana anterior, diante das queixas do agora ex-técnico do Sport, Emerson Leão, logo após a partida contra o Corinthians, não faltaram críticas a Leão. Entre elas a de que ele nunca perdeu um jogo sequer. É sempre a arbitragem que perde para ele. Pois então. Não é que domingo a história trocou de lado. Quando tudo vai bem e os erros de arbitragem ajudam, ninguém reclama. Chicão, por exemplo, ficou bem quietinho quando fez – e Leonardo Gaciba não marcou – o pênalti contra o Vasco que poderia eliminar o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil. Mas abriu o berreiro alegando ter sofrido falta no primeiro gol de Obina. A verdade é que no jogo de domingo o Palmeiras foi muito superior e fez por merecer a vitória. Melhor para Muricy Ramalho, que pega um barco que navega em mares tranquilos. Ruim para Mano Menezes que, neste momento, deveria se preocupar menos em culpar a arbitragem por derrotas e acertar o time que, depois de perder André Santos e Cristian, se mostra um tanto quanto abalado.
O Corinthians campeão da Copa do Brasil 2009 é um time sólido. Mais que o que, dias antes, conquistou o título do Paulistão. E, passado o período de divisão de competições, o time de Mano Menezes começa a engrenar no Brasileirão. Mas, com sinceridade, o começo da debandada de bons jogadores me faz refletir sobre até que ponto o grupo vai ser capaz de manter o ritmo. As perdas de André Santos e Cristian tendem a ser muito sentidas. Não é exagero algum dizer que os dois, logo depois de Ronaldo, são as peças mais importantes do atual elenco. Mais até do que o goleiro Felipe (para o qual há um substituto que já provou valor no banco de reservas, o prata da casa Júlio César. O Corinthians deve penar para encontrar um substituto à altura de André Santos para a lateral-esquerda. Sylvinho, ex-Barcelona, seria uma alternativa. Mas não dá para garantir que voltaria com o mesmo nível de atuação do agora ex-titular. Para o meio-de-campo a aposta vai ser Edu. Aposta, sim. Até porque se estivesse com muito prestígio na Europa, o jogador – ainda novo para os padrões – teria se mantido no mercado europeu, bem mais lucrativo. De qualquer forma, o Corinthians tem mais cinco meses para acertar peças de reposição. Afinal de contas, o que mais importa já se conquistou: a vaga para a Libertadores 2010. Marcadores: Corinthians, desmanche
Essa foi boa. Muita gente duvidava da qualidade futebolística da dupla sertaneja Jamil e Souzinha, da rádio VOCÊ (AM 580). Domingo, na abertura da jornada esportiva da Transamérica para o jogo Vitória x Santos, o narrador Antonio Edson (usando de muito bom humor) não só confirmou que ambos jogaram bola como revelou que tiveram participação importante na inauguração do Estádio Barradão, em Salvador. Quem não ouviu, vale a pena. www.liberal.com.br/audio/gol.mp3Só faltou dizer que foram dois gols contra. Brincadeira, rapaziada. Marcadores: Antonio Edson, gol, Jamil, Souzinha, Transamérica
Meu, como é chato esse Rubens Barrichello. Demorou só nove corridas para que a equipe dos sonhos fosse metralhada pelo piloto brasileiro. O erro da Brawn GP no domingo, no GP da Alemanha de Fórmula 1, deixou o cara possesso. Barrichello deixou o cockpit disparando contra tudo e contra todos e disse que a equipe deu uma aula de como perder uma corrida. Como se ele precisasse. Parecia o Hardy - lembram do desenho do Lippy e Hardy (o leão e a hiena)? "Oh! céus, oh! azar". Juro que não aguento mais ouvir as reclamações do cara. Na Ferrari, reclamava que não podia ultrapassar Michael Schumacher. Aliás, reclamou depois que deixou a escuderia italiana. Enquanto estava lá, ficava quietinho. E reclamou sabendo da tal cláusula contratual que o impedia de chegar na frente do alemão. Mas estava no contrato! Não leu antes? Se leu, não reclama. E agora é na Brawn GP. Os fiéis seguidores do piloto - que têm fé de que ele ainda será campeão do mundo - ficam incomodados com uma certa preferência que a escuderia parece ter com o inglês Jenson Button. E não deveria ter? O inglês é líder do Mundial de Pilotos. Quando começou o campeonato estavam todos com zero. Button mostrou competência, ganhou corridas e hoje lidera o Mundial. Tem de ter privilégio sim na briga pelo título. Mas como sempre acontece, no dia seguinte, com a cabeça fria, Rubinho disse que já está tudo bem e que virou a página. Virou, mas logo logo vai ter outra. E ganhar corrida que é bom mesmo, mesmo com o melhor carro da temporada até aqui - junto com os da Red Bull -, nada. Haja paciência. Marcadores: Barrichello, Fórmula 1, Rubinho
Na quarta-feira à noite, assistindo Corinthians x Fluminense, mais uma vez fiquei espantado com o quanto Ronaldo está à frente dos demais jogadores de ataque que atuam no Brasil. Ainda rechonchudo (como vai ser daqui para frente, gostem alguns ou não), o Fenômeno mostrou numa mesma partida três facetas. Vamos a elas, pois. No primeiro ato, um gol “a La Ronaldo”, como aqueles que marcaram sua fase de menino, seja no PSV, Barcelona ou na Inter de Milão. Uma arrancada do meio-de-campo que deixou para trás zagueiros mais novos e que fisicamente não passaram por um décimo do que ele já enfrentou em termos de contusão. A finalização, perfeita, é claro. O segundo ato, bom deixemos o segundo para depois. No terceiro, um gol aos moldes do novo Ronaldo. Um chute preciso numa bola rebatida pelo goleiro. De fora da área, o Fenômeno acertou um chute que, nos pés de outros tantos cabeças de bagre que a mídia teima em chamar de craque, acabaria com a bola no tobogã do Pacaembu. O terceiro ato mostrou o Ronaldo que tira proveito da categoria que lhe sobra para improvisar, já que fisicamente as arrancadas não podem mais ser uma constante. Ele já havia feito o mesmo na final do Campeonato Paulista, contra o Santos, na Vila Belmiro. Fábio Costa que o diga. E voltemos ao segundo ato. Novamente com uma arrancada do meio-de-campo, depois de roubar a bola do adversário. O lance seguiu com uma tabela rápida e, depois, com dribles desconcertantes que deixaram seus adversários no chão. A finalização foi um toque sutil, quase que como uma bola de sinuca que morre lentamente na caçapa do canto. O segundo gol, diferente do primeiro e do terceiro, não mostra o Ronaldo do passado ou do presente. Mostra o Ronaldo de sempre. Um jogador que está num nível diferente dos comuns. E que merece sim ser chamado de craque. Marcadores: Fenômeno, Ronaldo
Gol contra é sempre um trauma. Lembram aquele do Oséas, ainda jogador do Palmeiras, no clássico contra o Corinthians? Mas esse de Lars Ovebro, capitão do Moss, time da Segunda Divisão da Noruega (cara, eu nem sabia que tinha Segunda Divisão na Noruega!) entra para a galeria dos mais bonitos. Detalhe para os sorrisos nas arquibancadas - tem uma tia de vestido que se deliciou com o gol contra - contrastando com a tristeza do autor do gol e a perplexidade do pobre goleiro. Aliás, de tão perplexo o goleiro tem de ser chamado a atenção pelo zagueiro para devolver a bola e voltar para o jogo. Muito bom. Marcadores: contra, golaço, Noruega
A vizinha Limeira virou um cemitério do esporte. E é com dor no coração que digo isso. Não bastasse o meu querido Independente e a Internacional amargarem a Quarta Divisão do futebol paulista, agora o time de basquete da Winner/Limeira fechou as portas. O atual campeão estadual encerrou suas atividades depois de oito anos de um bom trabalho e grandes conquistas. Já não é de hoje que o público do basquete, proporcionalmente, é muito maior que o do futebol em Limeira. Enquanto os estádios Comendador Agostinho Prada e o Major José Levy Sobrinho vivem às moscas, o ginásio Vô Lucatto sempre esteve cheio para acompanhar a Winner. O motivo do fechamento das portas foi motivado pela crise financeira. O time limeirense de basquete masculino custava R$ 1,2 milhão por ano. E sem um novo parceiro, sua manutenção acabou se tornando inviável, de acordo com Cássio Roque, gestor da equipe. Na campanha do título paulista deste ano, Limeira contou com o pivô americanense Bruno Fiorotto no elenco. Marcadores: basquete, Independente, Internacional, Limeira
Essa foi demais. Demais, mesmo. Um vídeo postado no Youtube mostra o comentarista de arbitragem Oscar Roberto Godói, da Band, xingando o goleiro Felipe, do Corinthians, nos momentos finais da partida contra o Internacional de Porto Alegre, que valeu o título da Copa do Brasil ao Timão. É uma daquelas gafes que entram para a história. Pelo que dá a entender, o ex-árbitro deve ter feito o comentário durante a narração de Luciano do Vale achando que seu microfone estivesse desligado. E não estava. Luciano, aparentemente constrangindo, retoma a narração tão logo ouve Godói chamar Felipe de filho da p... Não viu ainda? Então, está aí. Marcadores: Corinthians, Felipe, Godói, xingando
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