29.8.08

Amaral ‘coveiro’ é o novo Crocodilo Dundee


Na terra dos cangurus, Crocodilo Dundee já não é mais o rei. O rei agora é Amaral. E quem não se lembra de Amaral, o coveiro? Atacante no futebol amador de Capivari, virou volante ao chegar ao Palmeiras multicampeão da década de 90. Depois, passou por outros times como Parma, Benfica, Corinthians, Vasco da Gama, Fiorentina, Besiktas, Grêmio, Al-Ittihad, Vitória, Atlético Mineiro, Pogo? Szczecin e Santa Cruz. Nesta semana, estreou por um novo clube, o australiano Perth Glory. E, de cara, Amaral já foi eleito o melhor em campo no confronto com os atuais campeões australianos, Newscastle Jets. O jogo terminou empatado em 3 a 3. Amaral, no site do Perth Glory, foi escolhido o melhor da partida por 44% dos internautas. Complicado vai ser se o Dunga ficar sabendo. Depois que convocou o Afonso que era o melhor entre os piores atacantes do futebol holandês, de repente pode até sobrar uma boquinha para o eterno coveiro com a amarelinha.

26.8.08

Concordo com o presidente Lula

Depois de 14 dias de muita expectativa e poucos ouros, o sonho olímpico chega ao fim. E no Brasil, é claro, é hora de análise. Entre a do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que qualificou a participação brasileira como uma das melhores, e a do presidente Lula, que definiu-a como apenas razoável, fico com a segunda. Até porque muitos atletas dos quais se esperava pódio – e até o ouro – fracassaram, frustrando a esperança que alimentaram no torcedor brasileiro. E os exemplos são fartos. Diego Hypólito, por exemplo, chegou a Pequim com o status da medalha de ouro no Mundial de Ginástica. Na China, tombo e choro.

Jade Barbosa também era apontada como candidata ao pódio. Resultado: tombo e choro. Daiane dos Santos então conseguiu a proeza de frustrar as esperanças brasileiras pela segunda vez consecutiva. Assim como em Atenas-2004, foi além. Além da linha limite. Só não chorou.

No vôlei masculino, o time que sem Ricardinho mostrou força e venceu o Pan-Americano – que, por sinal, foi bem meia boca – e caiu feio nas finais da Liga Mundial, até que foi longe. Mas, no fim, mostrou que hoje já não é aquela força toda que dominou os últimos anos nas quadras mundiais. Na final contra os norte-americanos foi previsível e sem vibração. A prata foi um prêmio bom até demais.

No futebol, então, quanto fiasco. Primeiro com o time masculino. A derrota para a Argentina foi cruel demais, mas absolutamente justa. No feminino, ao contrário do que alguns defendem, a derrota para os Estados Unidos não foi menos justa. Até porque não adianta ser superior o tempo todo e não marcar. As norte-americanas foram bem mais eficientes e, é claro, foram premiadas por isso. Até porque bola na trave e escanteio só dão vitória a alguém em torneio início. O que vale, amigo, é bola na rede.

Também não vieram os ouros que se esperava do vôlei de praia (tanto masculino como feminino) e de Thiago Pereira, até então o número 1 do Brasil na modalidade. Bom, a partir de agora serão quatro anos para se preparar para Londres-2012 e quem sabe começar a mudar essa história lá. Se bem que é difícil acreditar nisso diante do atual quadro.

19.8.08

Mais um fiasco olímpico para o Brasil

O Brasil repetiu hoje, dia 19 de agosto de 2008, a sina de fracassar em Jogos Olímpicos. Mais uma vez vamos voltar para casa sem a tão sonhada medalha de ouro. E, desta vez, confesso minha expectativa não era mesmo das maiores. No papel, o time é bom. Com uma ou outra escolha contestável do técnico Dunga, a base chamada é justamente o que havia de melhor. O problema, contudo, é o conjunto. Dunga não conseguiu no pouco tempo que teve dar padrão de jogo a esse time.

Nos quatro primeiros jogos, venceu sem convencer contra adversários pouco qualificados. O melhor deles foi Camarões, que deu um trabalho danado e só foi batido na prorrogação e com um jogador a menos em campo. Para complicar, quando precisou da intervenção de seu treinador no jogo mais difícil, contra a Argentina, o Brasil se sentiu órfão.

Com a Seleção Brasileira perdendo por 2 a 0, o treinador errou ao tirar o bom Hernanes, que passa confiança à frente da zaga e ainda se esforçava para tentar armar o time, e manter em campo o improdutivo Anderson. Descontrolado, o Brasil foi presa fácil para os argentinos e caiu diante do talento de Lionel Messi e Juan Riquelme e do senso de artilheiro de Sergio Agüero. A vitória da Argentina foi incontestável.

Assim como acontece com o time principal, a seleção olímpica de Dunga é um time sem rumo em campo. As ridículas expulsões de Lucas e Thiago Neves deixaram isso bem claro. Para piorar, não carregou a mesma sorte - aliada à bobeira rival, por sinal do mesmo rival - que deu ao Brasil o título da Copa América na jornada que, até hoje, mantém Dunga no cargo. Aliás, até hoje lamento aquela vitória. Tudo poderia ser diferente na Seleção Brasileira há muito tempo. E você, torcedor, acha que faltou o quê para o Brasil chegar à final? Opine.

18.8.08

Certas falhas não dá para maquiar em Pequim

Absurdo o que aconteceu com a brasileira Fabiana Murer, atleta campineira, nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em uma atitude que demonstra que nem todas as falhas podem ser maquiadas, a organização do torneio de salto com vara simplesmente perdeu parte do equipamento da atleta do Brasil. Fabiana reclamou, argumentou que precisava de determinada vara - para seu segundo salto - e mesmo assim o equipamento não reapareceu. Visivelmente desconcentrada, ela não conseguiu classificação para brigar por medalhas, o que representa um prejuízo grande ao Brasil. Fabiana era uma das grandes apostas do atletismo nacional. Tem certas coisas que não dá para esconder com dublagem ou figurantes. Olimpíada tem de ser bem mais que show pirotécnico e visual. Tem que ter organização máxima. E nisso, os chineses falharam feio com Fabiana Murer. Você viu o desespero da brasileira? O que acha que aconteceu? Opine.

17.8.08

Cielo vira grande aposta do Brasil para 2012

Vi, revi e não me canso de rever as imagens da conquista da medalha de ouro nos 50 metros livre pelo barbarense César Cielo nas Olimpíadas de Pequim. Aos 21 anos, ele se torna a grande esperança do Brasil para as próximas competições mundiais, inclusive, a próximo Olimpíada, a ser disputada em Londres em 2012. Cielo deve desembarcar nesta semana na região e, com certeza, vai receber diversas homenagens. Mais do que merecido.

15.8.08

Basquete feminino e a decepção em Pequim

Pífia. Decepcionante foi a campanha da seleção brasileira feminina de basquete nos Jogos Olímpicos de Pequim. Quem imaginava que o técnico Paulo Bassul conseguiria revolucionar a equipe brasileira rapidamente e fazer o Brasil entrar no caminho das grandes conquistas se frustrou. Basul vai ter muito trabalho pela frente. O Brasil jogou muito mal em Pequim, especialmente nas derrotas para Letônia e Coréia. E, a essa altura do campeonato, quem deve estar com um sorriso de orelha a orelha é Iziane, a ala que criou polêmica ao se denominar estrela da seleção, recusar a reserva e acabar dispensada pelo treinador ainda no pré-olímpico mundial. É triste dizer isso, mas, sorte dela.

14.8.08

César Cielo garante primeiro bronze da natação

Impossível ficar indiferente diante do feito conquistado por César Cielo no fim da noite de quarta-feira (pelo horário de Brasília) em Pequim. A medalha de bronze nos 100 metros livre foi um prêmio mais que merecido ao nadador barbarense que, depois de uma semifinal não muito boa chegou a pensar que estava e até a dar entrevista como eliminado da tão sonhada final. Cielo nadou na raia 8, que eles entendem não ser das melhores. Mas deu um show à parte. Foi superado apenas pelo francês Alain Bernard e pelo australiano Eamon Sullivan, dois monstros quando se trata de velocidade na água. Cielo subiu ao pódio ao lado do norte-americano Jason Lezak. Ambos cravaram 47s67 na final e, por isso, garantiram um bronze cada. E nesta quinta-feira tem mais Cielo no Cubo D'Água. Ele vai nadar os 50 metros livre e já prometeu: "Vou ganhar". E você, aposta que sim? Opine.

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6.8.08

A tardia desistência de Juliana

A desistência de Juliana - da dupla com Larissa no vôlei de praia - de disputar os Jogos Olímpicos de Pequim foi tardia. Era nítido que não havia condições físicas de a atleta competir na China com o ligamento cruzado do joelho direito lesionado. Juliana foi teimosa, insistiu, quis jogar com uma joelheira especial, chegou até a disputar jogos oficiais. Mas qualquer um que analisasse com frieza o quadro saberia que suas chances de jogar eram mínimas. Em condições de competir de igual para igual com as melhores duplas do mundo, então, nem pensar. Agora, às vésperas da estréia, Juliana enfim desiste e cede seu lugar a Ana Paula. Ao contrário daqueles que vêem no gesto da jogadora uma atitude nobre, vejo-a como uma teimosia desnecessária e que impediu que Larissa e Ana Paula pudessem treinar mais juntas antes de iniciar a briga por uma medalha olímpica. E você, o que acha?

5.8.08

Regras rigorosas, futebol nem tanto

Imprensa à distância. Fotos no campo durante o treino, nem pensar. Contato com técnico e jogadores só depois do treino - e olha que ainda tem dirigente que resolve estender o papo no centro do gramado e prolonga, e muito, a espera pelo treinador. Rotina de São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, você imagina. Não. Ou, pelo menos, não somente. No Rio Branco a coisa anda assim também.

Seja por determinação da diretoria ou da parceira, as novas regras fazem com que o futebol do clube se assemelhe na organização ao que há de melhor no primeiro mundo. E isso é bom. A organização é importante. Só acho que devia começar num sentido diferente. Devia ser de dentro para fora do campo. A começar pela montagem de um time forte, capaz de tirar o Tigre da Série A-2 e não de se contentar em vê-lo escapar da degola para a A-3.

Pena mesmo que toda a organização e a série de regras sejam incapazes de melhorar o futebol mostrado neste ano – e isso tendo por base a Série A-2, para a qual o Rio Branco desceu com um futebol ridículo e na qual, neste ano, não mostrou lá uma grande evolução. Ao contrário, com o time montado às pressas correu até risco de descer mais no poço. E nem quero falar – por enquanto – de Copa Paulista, já que ainda nem deu tempo de o time mostrar algo nesta competição.

Se bem que, o simples fato de ter de se contentar em jogar a Copa Paulista, sem qualquer grande aspiração, em vez de uma Série C (por pior que a Terceirona do Brasileiro seja) já mostra bem o atual estágio do futebol do clube. Na verdade, tenho saudade do tempo em que o bate papo com técnico e jogadores podia ser na beira do gramado, que os treinos eram liberados a fotos e que havia uma rigidez bem menor em termos de regras. Até porque, neste tempo, a preocupação era com o bom futebol, com times competitivos e metas bem mais ambiciosas.

Mas, fazer o quê? Hoje o negócio é manter distância. Talvez porque de perto os defeitos fiquem mais evidentes.

4.8.08

Diego Tardelli fratura o braço em jogo no Maraca

Lamentável a contusão sofrida pelo atacante Diego Tardelli no jogo entre Flamengo e Cruzeiro, domingo, no Maracanã. Numa disputa de bola, o flamenguista caiu sobre o braço direito e o fraturou. A cena é forte. O atacante barbarense revelado pelo São Paulo vai ficar pelo menos quatro meses longe do futebol. Ele foi operado ontem e passa bem. Para quem não viu a contusão, aí está o vídeo da cena.