Não tem posição mais ingrata que a de goleiro. Atacante pode passar o jogo inteiro – as vezes até o campeonato inteiro – sem marcar um golzinho sequer. Mas faz um na final e garante o título e todo mundo esquece que o cara foi um “perna de pau” todo o tempo. Meias, volantes e até zagueiros cometem deslizes que muitas vezes são encobertos por gols que marcam logo em seguida. Um exemplo? A zaga do São Paulo falhou feio no gol do Atlético Nacional na estréia na Libertadores. Mas Miranda foi ao ataque, fez de cabeça e ninguém deu muita bola ao vacilo lá atrás. Agora, goleiro sempre é a maior vítima. Veja só o que aconteceu com o do Sheffield United. O irlandês Paddy Kenny tinha defendido tudo durante os dois jogos (especialmente neste segundo) contra o Middlesbrough pela Copa da Liga Inglesa. Mas... Eis que no fim do jogo, foi traído. Melhor que contar é ver. Pelo menos, para os outros. Kenny acho que não vai querer rever o lance tão cedo.
Criminoso. Não dá para definir de outro modo o que o zagueiro Martin Taylor fez com o atacante brasileiro Eduardo da Silva, do Arsenal. Em lugar nenhum no mundo se tira a bola de alguém daquela maneira. Taylor foi covarde e maldoso. A pura e simples expulsão de campo é bem pouco para um pseudo-atleta como ele. O mínimo que se poderia esperar é que o limitado defensor do Birmingham foi excluído de toda competição oficial pelo tempo que Eduardo permanecer inutilizado para o futebol. Para completar, o também zagueiro irlandês Stephen Kelly, companheiro de Taylor na zaga do Birmingham, tem coragem de dizer que seu parceiro não tinha a intenção de machucar o brasileiro. O clube chegou a emitir nota dizendo que o zagueiro está triste pelo que aconteceu. É quase um santo. Mas quem quase perdeu o pé – porque se a intervenção cirúrgica não tivesse sido imediata isso teria acontecido – foi Eduardo. No vídeo abaixo, imagens da entrada criminosa e uma crítica assinada pelo Dínamo Zagreb, ex-time de Eduardo. O texto, em inglês, questiona se é justo que o atacante fique fora da Euro 2008 em razão de tamanha violência, engrossando o coro de quem cobra punição ao zagueiro. E você, o que acha?
A imagem é forte. Diria até que muito forte. As câmeras flagraram o momento no qual o zagueiro Rodrigo, do Flamengo, fraturou o braço no confronto com o Volta Redonda (vitória do Fla por 2 a 1), quinta-feira à noite, no Maracanã. Impossível não sentir um arrepio na espinha. Rodrigo já foi operado, passa bem e deve ter alta no domingo. Mas ainda não sabe quando volta a jogar futebol. Só o que dá para desejar é uma rápida recuperação ao jogador. Não viu a imagem? Tem coragem? Então, vamos lá.
Esse novo canal foi aberto para debater temas da atualidade – e outros nem tanto – de algo que desperta paixões, faz rir, chorar e tem a capacidade quase que inexplicável de separar torcidas e, ao mesmo tempo, unir uma nação. O esporte é assim. Simples e tão complexo. Acima de tudo, discutível.