Eu sei que o momento não é de arremessar pedras, mas o tal colegiado formado pelo Rio Branco até parece que pede para ser criticado. O clube não tem dinheiro para tocar o futebol, está acendendo velas por uma parceria de R$ 35 mil mensais e algum gênio sugere Júlio Espinosa como treinador? Cacau? Só pode ser brincadeira. Nada contra os profissionais. Mas, no caso de Espinosa, sua passagem pelo Rio Branco não traz saudades. Naquele ano, sob o comando do técnico, o Tigre pouco rendeu e ainda acumulou sete derrotas para o maior rival, o União Barbarense. Quanto a Cacau, se é para apostar em alguém novo no mercado, que se dê oportunidade aos profissionais da casa. A cada dia que passa, fico mais com a impressão de que todos sabem – e que alguns até torcem por – que um novo rebaixamento é cada vez mais real para 2008. A não ser que num passe de mágica chegue à cidade um empresário com dinheiro, jogadores e disposição para tirar o Tigre do buraco, a única certeza é de que quando a bola rolar na Série A-2, no dia 20 de janeiro, começará a contagem regressiva rumo à Terceirona. Triste, mas real.
Como esse blog antecipou, uma revolução afetou a natação de Americana. Em menos de 24 horas, o técnico Eduardo de Oliveira foi dispensado pela Secretaria de Esportes e, inconformado com a situação, o principal nadador da cidade, Danilo Glasser, avisou que não competirá mais por Americana. O secretário de Esportes, Luciano Correa, diz que não haverá mais equipe de competição no ano que vem e que as escolinhas terão prioridade. Uma maneira radical de acabar com o racha que se estendia há tempos na modalidade. Duas equipes (representando Rio Branco e Flamengo) criavam um clima de competição interna. Agora, segundo o secretário, quem quiser receber recursos da Prefeitura terá de estar filiado ao Rio Branco. Vem aí um novo capítulo desta complicada novela. Só espero que embates políticos, partidários ou de ego não atrapalhem o bom trabalho de base e a descoberta de novos talentos. Meninas e meninos que caem na água diariamente e sonham em se tornar atletas de ponta merecem respeito. Que os "pequenos" não paguem pela vaidade dos grandes. É o mínimo que se espera.
O piloto Fábio Beretta, de Americana, saiu ileso de um acidente impressionante na etapa de sábado (15/12) da Fórmula 3 Sul-Americana. O carro do brasiliense Felipe Guimarães literalmente voou por cima do de Beretta no final do Laranjinha, em Interlagos. O pneu traseiro esquerdo do carro da equipe Amir Nasr chegou a raspar no capacete do piloto americanense da Bassani. O vídeo foi gravado por uma câmera instalada no cockpit do carro de Beretta. Ninguém se feriu. O acidente lembrou um outro ocorrido na Fórmula 1 envolvendo David Coulthard e Alexander Wurz, no GP da Austrália de 2007. Vale a pena ver.
A natação de Americana deve passar por um processo grande de reformulação antes da virada do ano. Uma fonte segura me garantiu que, diferente do que vem acontecendo, haverá apenas uma equipe representando a Secretaria de Esportes em 2008. Hoje, uma parte dos atletas compete pelo Rio Branco e outra pelo Flamengo. Depois das recentes denúncias de irregularidades – nenhuma ainda comprovada, mas todas em processo de apuração pelo Poder Legislativo de Americana –, cresce a chance de uma das duas comissões técnicas “dançar”. Falta apenas uma “canetada” do secretário Luciano Corrêa. E, ao que tudo indica, ela virá antes dos fogos de artifício que anunciarão o Ano Novo.
Primeiro nome surgido das especulações de possível técnico do Rio Branco para a Série A-2 do Campeonato Paulista, Carlos Rabello já é carta fora do baralho. Ele assinou ontem com o América-RN e vai comandar o time - rebaixado no Brasileirão 2007 - no Campeonato Potiguar 2008. Aos 43 anos, Rabello era indicação de Carlinhos Folha, que ensaiou lançar candidatura à presidência do clube e, depois, recuou. No América-RN, Rabello vai substituir Paulo Moroni.
A CBF anunciou na segunda-feira (3/12) a seleção do Campeonato Brasileiro de 2007. Entre os 11 melhores do Brasileirão, só Rogério Ceni se repetiu em relação ao ano anterior. Tanto na seleção de 2006 como na de 2007 há nomes que são quase unanimidade tanto para fazer parte da relação como para ser eliminado dela. Rogério mesmo não poderia ficar de fora. Gostemos ou não de seu estilo, é inegável a importância do goleiro para o pentacampeonato do São Paulo. Nas laterais, as escolhas de 2007 me parecem melhores. O flamenguista Léo Moura e o santista Kleber superam fácil o sempre improvisado Souza (São Paulo) e Marcelo, ex-Fluminense e vendido a peso de ouro ao futebol espanhol (como a Espanha ainda embarca nessas?). A dupla de zaga de 2007 também me parece mais confiável. Os são-paulinos Breno e Miranda (foto) superariam os raçudos, porém pouco íntimos da bola, Fabão e Índio (aliás, o que o Índio estava fazendo na lista de 2006?). Na dupla de volantes há equilíbrio, mas, considerando seus melhores momentos escalaria o que jogaram em 2006, Mineiro e Lucas levariam vantagem sobre Hernanes e Richarlyson. Mas por pouco. Bem pouco, diria. Na armação empate técnico. Entre Zé Roberto (ex-Santos) e Renato (Flamengo), eleitos em 2006, e Ibson (Flamengo) e Valdívia (Palmeiras), os de 2007, escalaria meu time com os dois “paulistas”. Zé Roberto e Valdívia juntos...Poderia dar certo, não? E para finalizar, o ataque. Mais uma vez, apelaria a uma mistura, com Fernandão e Josiel. O primeiro em razão da qualidade técnica inquestionável. O segundo porque conseguiu se destacar mesmo em meio a um time horrível como o do Paraná. Assim, abriria mão de Acosta e Souza, que por sinal sumiu desde que trocou o Goiás pelo Flamengo. Minha seleção dos dois últimos anos então teria: Rogério Ceni; Léo Moura, Breno, Miranda e Kleber; Mineiro, Lucas, Zé Roberto e Valdívia; Fernandão e Josiel.
Esse novo canal foi aberto para debater temas da atualidade – e outros nem tanto – de algo que desperta paixões, faz rir, chorar e tem a capacidade quase que inexplicável de separar torcidas e, ao mesmo tempo, unir uma nação. O esporte é assim. Simples e tão complexo. Acima de tudo, discutível.