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A primeira convocação de Dunga para as Eliminatórias da Copa do Mundo não teve surpresas. Teve sim a manutenção da teimosia que já começa a irritar. Teimosia, por exemplo, de convocar Maicon e Daniel Alves e de esquecer Cicinho, que é melhor que os outros dois. De convocar o comum Fernando e o não menos limitado Afonso, o artilheiro dos campeonatos contra o vento. Além disso, o sempre inseguro Doni está no grupo. Pior é que contra umas seleções fraquinhas sul-americanas, essas figuras podem até se destacar. Aí, Dunga vai bater no peito, dizer que tinha razão e insistir em mantê-los no grupo. Isso me dá medo, porque quando for para jogar contra seleções que realmente jogam bola, a coisa complica. Ou alguém acha mesmo que o Afonso impõe medo a defesas como as da Itália, Alemanha, Inglaterra, França. Está aí a lista de Dunga: Goleiros Doni (Roma) Júlio César (Inter de Milão) Zagueiros Alex (Chelsea) Alex Silva (São Paulo) Juan (Roma) Lúcio (Bayern de Munique) Laterais Daniel Alves (Sevilla) Gilberto (Hertha Berlin) Maicon (Inter de Milão) Kléber (Santos) Meias Fernando (Bordeaux) Gilberto Silva (Arsenal) Josué (Wolfsburg) Mineiro (Hertha Berlin) Elano (Manchester City) Diego (Werder Bremen) Kaká (Milan) Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) Atacantes Afonso (Heerenveen) Júlio Baptista (Real Madrid) Robinho (Real Madrid) Vagner Love (CSKA Moscou)
Luciano Emílio, jogador brasileiro que vem desbancando a estrela David Beckham na Major League Soccer Cup, nos Estados Unidos, jogou no Rio Branco. Jogou, mas confesso que não me lembrava. Ou melhor, ainda não me lembro do rapaz que, quando passou por Americana, tinha 17 anos. Isso nos longínquos anos de 1996 e 97. Quatro anos mais tarde, depois de um período na Europa, ele ainda jogou no União Barbarense. Hoje, com 19 gols, surge como artilheiro da Liga Norte-Americana de futebol e candidato natural ao título de “chuteira de ouro” do torneio, prêmio que todos imaginavam seria destinado ao Spyce Boy inglês no fim do campeonato. Mas Beckham tem sofrido com seguidas contusões e Luci, como Luciano Emílio é chamado pelos torcedores do DC United, tem aproveitado a brecha. Quem diria. Rio Branco e União Barbarense já tiveram uma estrela maior que David Beckham no elenco. Pode?
É difícil imaginar uma reviravolta capaz de tirar oficialmente do Corinthians o título do Campeonato Brasileiro de 2005. O Brasil ainda não está preparado para isso. Mas a declaração do então presidente corintiano (e agora ex) Alberto Dualib, flagrada em escutas telefônicas da Polícia Federal, dão às outras torcidas a certeza de algo que todos suspeitavam. Até mesmo o ex-dirigente mor do Corinthians se convenceu de que o pênalti cometido por Fábio Costa em Tinga e não marcado por Márcio Resende de Freitas foi fundamental para tirar do Internacional de Porto Alegre um título que parecia certo. Talvez o troféu de 2005 não vá para Porto Alegre, mas a marca deixada por Dualib com mais essa declaração bombástica fará com que o torcedor corintiano não sinta o mesmo prazer ao falar sobre o tetracampeonato brasileiro. A história do título de 2005 está definitivamente manchada.
Luiz Alberto colocou fogo - de vez - na polêmica envolvendo o "drible da foca". O zagueiro do Fluminense não hesitou, saiu em defesa do lateral Coelho, do Atlético-MG, e avisou que, se o cruzeirense Kerlon cruzasse seu caminho com a firula, o "arregaçaria". Um dia antes, o santista Kleber havia dito que todos os defensores teriam a mesma atitude que a tomada pelo lateral atleticano, ou seja, avalizou a pancada no pequeno cruzeirense. Tais declarações indicam que se Kerlon insistir no famoso drible - e ele disse que não vai mudar seu estilo - corre um sério risco de apanhar bastante nos jogos do Cruzeiro e, numa dessas, até se machucar com gravidade. Por outro lado, se o STJD for rigoroso como tem prometido, a cada confronto com o clube mineiro, um defensor rival vai para a "geladeira". Como eu acredito mais em Papai Noel do que no STJD, acho que o "Foquinha" vai passar mais tempo no departamento médico da Raposa do que seus adversários suspensos.
Na contramão de Dodô e seu elástico, Coelho e sua patada. Tomando caminho oposto ao da arte, o lateral atleticano apelou feio, domingo, no Mineirão. Não que qualquer outro defensor de sangue quente como ele teria feito diferente naquela situação, ou seja, diante do humilhante, mas legal, "drible da foca" criado pelo cruzeirense Kerlon. O bom lateral santista Kleber confirmou isso ao dizer que faria o mesmo que o colega ex-corintiano. Como define bem o amigo Marcos "Scanner" Lopes, Coelho teve a atitude típica do perdedor. Mais humilhante que ser driblado é estampar em letras garrafais a incompetência de evitar o drible de forma limpa. Agora, o STJD ameaça punir severamente Coelho com até 540 dias de gancho. Outro exagero. Uma forma de aparecer na mídia. Até porque, mesmo que puna, mais dia menos dia a tal pena será mesmo reduzida no tribunal esportivo que brinca de punir. Brinca como brincou com Renato Gaúcho, que foi suspenso por 60 dias e agora vai cumprir só 30. E, assim, logo logo Coelho estará de volta para distribuir suas patadas. Mas, enquanto isso, Kerlon Foca estará a salvo. Ao menos de um.
O futebol arte não morre. Mesmo em meio a um Campeonato Brasileiro de tão baixo nível técnico - basta ver que o time que tem mais organização, no caso o São Paulo, já disparou rumo ao título - grandes jogadores ainda têm lampejos de craque e mantêm viva a esperança de dias melhores. Prova disso foi o "elástico" de Dodô no zagueiro corintianó Fábio Braz, domingo, no Pacaembu. Coisa linda. Vale ver, rever e rever de novo. No mesmo lugar em que Romário, tempos atrás, eternizou o volante Amaral com jogada idêntica. Pena, para Dodô e os botafoguenses, que a jogada não terminou em gol. Teria sido a coroação de um lance mágico. Para quem não viu, o vídeo está aí. E quem quiser relembrar o "elástico" de Romário em Amaral, também está aí.
O bom e velho Luís Felipe Scolari quase levou a nocaute o sérvio Ivica Dragutinovic após o confronto entre Portugal e Sérvia pelas Eliminatórias da Eurocopa 2008. Quase. Afinal, o soco desferido por Felipão nem encostou no rosto do jogador adversário. Se tivesse atingido em cheio, Dragutinovic certamente não teria ficado em pé. Que a atitude do treinador foi absurda não resta dúvida, assim como é óbvio que o grandalhão sérvio não fez nenhum elogio a Felipão antes de provocar a ira do brasileiro. Certo e errado bem à parte, o "sangue quente" de Felipão faz falta ao futebol do Brasil. Especialmente à Seleção Brasileira. Tanto talento desperdiçado com uma seleção (que me desculpem os portugueses) tão limitada. Do outro lado do oceano, no Brasil, tantos talentos disponíveis para se formar uma seleção e um técnico tão limitado para reuní-los e formar um time. Que dureza. Para quem não viu (ou viu e quer ver de novo) o confronto Felipão x Dragutinovic, o vídeo está aí.
A decisão tomada nesta quinta-feira no caso de espionagem da Fórmula 1, com a perda dos pontos da temporada 2007 e uma pesada multa de 100 milhões de dólares à McLaren, põe fim à especulação sobre a possibilidade de o Mundial 2007 ser decidido no tapetão. Não dava para imaginar nada diferente. Até porque a Fórmula 1 é muito comercial. E a McLaren é, sem dúvida, uma das equipes que mais geram recursos à principal categoria do automobilismo mundial. Até a Ferrari se contentou. Afinal, com a concorrente fora da briga pelo Mundial de Construtores, a escuderia italiana vai caminhar sem obstáculos rumo ao título por equipes da temporada - e, com isso, faturar alguns milhões de dólares. Sobre a isenção aos pilotos, nada mais justo. Lewis Hamilton e Fernando Alonso vêm superando os rivais Felipe Massa e Kimi Raikkonen - e com sobras, diga-se - nas pistas. Seria irracional brecá-los no "tapetão".
 O Santos anda mesmo surpreendente. Primeiro, Vanderlei Luxemburgo afastou o até então titular absoluto Fábio Costa e promoveu o eterno reserva Roger a dono da camisa 1. Agora, dois jogos depois, Roger dá um chapéu no Peixe e vai para o Botafogo. Detalhe: às vésperas de um clássico decisivo com o São Paulo. Decisivo porque, se perder, o Santos não só sentencia sua condição apenas à disputa de uma vaga para a Libertadores de 2008 como praticamente antecipa o pentacampeonato brasileiro do rival do Morumbi. Sobre a atitude de Roger, cada um sabe o que é melhor para si. Ele tinha contrato até o final do ano e, talvez, já tivesse percebido que não teria espaço no clube no ano que vem. Ainda assim, alguns vão questionar a forma como o goleiro deixa o clube, justamente quando era titular. E também a ética (ou falta dela) do Botafogo, que negociou com um atleta com contrato. E pior, que vinha ocupando a vaga de titular de sua equipe. Mas exigir ética no futebol hoje em dia parece meio complicado. A dúvida agora é saber quem joga o clássico. Fábio Costa retomará a condição de titular ou a promessa Felipe vai assumir a bronca? Quem seria melhor para o Santos? E para o Tricolor?
 Depois de falhar indiscutivelmente no primeiro gol do Corinthians - e, na minha modesta opinião, também no segundo - no clássico de domingo, Fábio Costa perdeu a vaga no time titular do Santos. Medida extrema, no meu modo de ver. É bem verdade que o goleiro não se queixou de ter saído do time - e com um chefe invocado como Vanderlei Luxemburgo essa é a atitude correta -, mas que foi estranha a decisão radical do treinador, isso foi. Luxemburgo deu a entender que o afastamento tem como motivo mais do que as falhas em gols sofridos durante jogos do Santos. Nos treinos, Fábio Costa também não estaria sendo o mesmo de tempos atrás. Mas o chefe não foi além disso. Guardou a sete chaves as outras razões que o levaram a sacar o goleiro. De qualquer forma, o intempestivo Fábio Costa não vai deixar de ser o grande goleiro que é, mesmo sob a contestação e desconfiança de alguns mais críticos. Só como exemplo, no título do Brasileirão de 2002, Robinho e Diego contabilizaram os mais dividendos, mas Fábio Costa foi fundamental (o centroavante Guilherme que o diga). Que o afastamento, contudo, não seja longo e tampouco definitivo. Afinal, poucos times no Brasil tem um goleiro como o baiano Fábio Costa.
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