Galvão Bueno e a medalha que não veio
Depois de muito tempo, uma narração de Galvão Bueno conseguiu mexer comigo. Despertou em mim o riso. Era a final dos 800 metros para mulheres dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Cheguei à frente da TV praticamente na metade da prova, com as atletas todas emboladas e a pergunta foi inevitável: cadê a brasileira? Ricardo Pieralini, editor de Internet do LIBERAL, logo me indicou a atleta com a cabeça raspada como a candidata do Brasil ao pódio. A expectativa era pelos 200 metros finais, distância na qual Josiane Tito tinha apresentado um sprint arrasador no dia anterior. Todos esperavam que ela o repetisse na final. Não aconteceu. Logo, todos que estavam à frente da TV perceberam que a brasileira havia ficado para trás. O tal sprint não veio. Todos perceberam, menos Galvão. O locutor continuou, eufórico, narrando a briga da brasileira pela medalha de ouro e, quando cruzaram a linha de chegada, chegou a narrar a prata para o Brasil. Fração de segundos depois, percebendo a besteira, pediu desculpas ao telespectador e se justificou dizendo que a torcida era grande por uma medalha para o Brasil. Não precisa se desculpar não, Galvão. Nós adoramos a mancada.










1 Comentários:
Galvão é um dos pioneiros de um fenômeno que está inojando neste Pan: transmissões ufanistas, que estupram o jornalismo em nome de uma cobertura que mais torce do que informa. Portanto, distorce.
Exemplo: a pira apagou ontem e a Globo embarcou de cara na versão oficial, de que teria havido uma estranha "manutenção" e, por isso, a chama foi reduzida ao extremo (nunca vi isso).
Vale tudo para não borrar a "maravilhosa" da cidade do Pan.
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