2.7.09

Limeira vira cemitério do esporte

A vizinha Limeira virou um cemitério do esporte. E é com dor no coração que digo isso. Não bastasse o meu querido Independente e a Internacional amargarem a Quarta Divisão do futebol paulista, agora o time de basquete da Winner/Limeira fechou as portas. O atual campeão estadual encerrou suas atividades depois de oito anos de um bom trabalho e grandes conquistas.

Já não é de hoje que o público do basquete, proporcionalmente, é muito maior que o do futebol em Limeira. Enquanto os estádios Comendador Agostinho Prada e o Major José Levy Sobrinho vivem às moscas, o ginásio Vô Lucatto sempre esteve cheio para acompanhar a Winner.

O motivo do fechamento das portas foi motivado pela crise financeira. O time limeirense de basquete masculino custava R$ 1,2 milhão por ano. E sem um novo parceiro, sua manutenção acabou se tornando inviável, de acordo com Cássio Roque, gestor da equipe. Na campanha do título paulista deste ano, Limeira contou com o pivô americanense Bruno Fiorotto no elenco.

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Ex-árbitro xinga Felipe em transmissão da Band

Essa foi demais. Demais, mesmo. Um vídeo postado no Youtube mostra o comentarista de arbitragem Oscar Roberto Godói, da Band, xingando o goleiro Felipe, do Corinthians, nos momentos finais da partida contra o Internacional de Porto Alegre, que valeu o título da Copa do Brasil ao Timão. É uma daquelas gafes que entram para a história. Pelo que dá a entender, o ex-árbitro deve ter feito o comentário durante a narração de Luciano do Vale achando que seu microfone estivesse desligado. E não estava. Luciano, aparentemente constrangindo, retoma a narração tão logo ouve Godói chamar Felipe de filho da p... Não viu ainda? Então, está aí.

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29.6.09

Palmeiras armou a cama e se deu mal

O Palmeiras apostou alto. Mandou embora Vanderlei Luxemburgo na certeza de que seduziria Muricy Ramalho e, logo, teria um técnico extremamente competente no comando do seu time. Dançou. E feio. Muricy anda fazendo doce, diz que quer descansar, que nem assinou ainda a rescisão com o São Paulo.

Muricy ainda nega - embora não me convença - de que não espera por um chamado do Internacional de Porto Alegre caso o time seja derrotado nesta quarta-feira (dia 1º) na final da Copa do Brasil. Ninguém tem dúvida que se o Colorado perder - e, sinceramente, acho que vai perder - o título para o Corinthians, Tite será demitido e Muricy prontamente chamado.

O vínculo afetivo do ex-treinador do São Paulo é grande com o Inter. Talvez até maior do que com o São Paulo. Por isso, se pudesse apostar, apostaria em Muricy no Colorado, assim como o fez Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do Tricolor do Morumbi. Se bem que acho que as previsões de Marco Aurélio, só essa deve se confirmar. As outras - Luxa no Flamengo e Abel Braga no Palmeiras - me parece bem fantasiosas.

Vitória dos talentos individuais

Não gosto do estilo de trabalho do técnico Dunga. Vejo uma Seleção Brasileira que vence muito mais em razão da qualidade individual do que propriamente pelo jogo coletivo. Pior, vejo um time tão irregular que é capaz de bater facilmente a Itália, mas sofre para passar por Egito, África do Sul e até pelos Estados Unidos. Mas passa, dirão aqueles mais afoitos.

E os resultados hoje, de fato, não me deixam pedir a saída de Dunga. Embora, com sinceridade, não consiga ter tanta confiança assim na seleção canarinho. Ainda tenho minhas desconfianças quanto ao titular - e até ao reserva da lateral-esquerda -, à presença de Gilberto Silva no meio-de-campo titular e, hoje, até à de Robinho entre os 11. Na Copa das Confederações, por exemplo, Robinho apareceu mais na hora da comemoração dos gols do que efetivamente no momento de ajudar a fazê-los.

Além disso, ainda existem outras figuras na lista de Dunga que, sinceramente, não consigo entender. Não que sejam maus jogadores, longe disso. Mas Josué, Elano e Luisão, por exemplo, são bem comuns. Nada de espetacular. Nada de seleção. Além disso, não se vê o Brasil usar uma jogada ensaiada sequer. A não ser, é claro, as bolas alçadas à área adversárias em cobranças de falta. O que é bem pouco.

Mas, tudo bem. Dunga também tem méritos. Por exemplo, apostou em Luís Fabiano, um cara que tem se tornado essencial para o time brasileiro. A 9 é dele e ninguém tasca. Além disso, o time de Dunga é líder das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2010 e, de quebra, levantou o tricampeonato da Copa das Confederações. Ponto para o ranzinza gaúcho, que mesmo nas vitórias continua sendo quase que intragável nas entrevistas. Imagine se ganhar algo que, de fato, seja relevante. Como a Copa do Mundo, por exemplo.

25.6.09

Racismo que se repete na Libertadores

O novo episódio de racismo registrado quarta-feira (dia 24), no Mineirão, mais uma vez expõe o delicado tema que, por mais que se combata, insiste em permanecer enraizado no principal esporte do país. Talvez um sinal de que tal aberração que é a discriminação - seja ela racial, religiosa etc - que se maqueia na sociedade brasileira não consiga ficar contida sob grande pressão. Elicarlos, meia brasileiro do Cruzeiro, diz que Máxi Lopes, atacante argentino do Grêmio, o teria chamado de "macaco". Máxi nega. E o caso agora fica com a polícia.

Já na madrugada de quinta-feira (25), ouvi o técnico Paulo Autuori, do Grêmio, dizer que havia coisas mais sérias a serem tratadas no país. Foi logo que deixou a sala que abriga a delegacia de polícia do Mineirão. Espero que sua declaração tenha sido motivada pelo impulso emocional que o jogo proporcionou. Não quero acreditar que uma pessoa de bom nível cultural como ele trate racismo como algo que não seja sério. Ou então quer dizer que porque há corrupção no Brasil, porque a bandidagem anda a solta e porque estamos abarrotados de políticos que traem nossos votos, devemos ignorar o racismo por considerá-lo "algo de menor relevância"?

Depois, o meia Alex resolveu dizer que a reclamação era "frescura". Que já foi ofendido e ofendeu dentro de campo. E que tudo morreu ali. Mas até que ponto vamos continuar aceitando tal situação. Ou será que dentro de campo vale mesmo tudo? Até cometer o crime de injúria.

Mas enquanto assistia as entrevistas, foi inevitável lembrar de outro episódio, ocorrido também numa Libertadores, e envolvendo um personagem brasileiro e outro argentino. Na época, Leandro Desabato ofendeu Grafitte, então atacante do São Paulo. O argentino foi preso e o caso ganhou repercursão mundial. Mas daí, quando todos esperavam que Grafitte levasse o caso até o fim e, quem sabe, fizesse história no combate ao racismo, o atacante recuou. Desabato saiu ileso da situação. E, talvez, tal episódio seja uma espécie de motivação para que outros imbecis continuem se achando mais humanos que outros porque têm cor de pele diferente. Até quando?

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24.6.09

EUA acalmou a Fúria

Se me contassem antes de a Copa das Confederações começar, eu iria rir. Os Estados Unidos eliminando a Espanha nas semifinais? Nem pensar. Até porque eu tinha a convicção de que o pessoal do Tio Sam não chegaria tão longe. Para mim, a briga era para saber se conseguiriam ficar em terceiro numa batalha titânica com o Egito. E aí, para contrariar todas as previsões, os Estados Unidos se classificaram para as semifinais e a Itália deu adeus antes do tempo.

Mas um raio não cai - com exceção ao CT do São Paulo - duas vezes no mesmo lugar, certo? Errado. Contra a Espanha, que estava invicta há 35 jogos e tinha vencido os últimos 15, a zebra voltou a rondar os campos sul-africanos. E os Estados Unidos venceram e mandaram a Fúria de volta para casa. Sinal de que os campeões da Eurocopa 2008 e líderes do ranking da Fifa ainda têm muito o que evoluir até a Copa do Mundo de 2010. Que dura lição.

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20.6.09

São Paulo dispensa Muricy. E vai contratar quem?

Muricy Ramalho caiu. Foi demitido pelo São Paulo naquele que pode ser o maior erro dos últimos tempos da diretoria tricolor, costumeiramente centrada e pautada por decisões não motivadas pela paixão e sim pela razão - até por isso o São Paulo domina o futebol brasileiro nos últimos três anos. E domina sob o comando de Muricy, um cara carrancudo, chato, muitas vezes grosso com a imprensa, mas que trabalha e muito bem.

O motivo alegado para a dispensa do melhor técnico do Brasileirão em suas últimas quatro edições foi a queda na Libertadores da América, a quarta seguida diante de um time brasileiro. Como se a culpa pela escassez de gols de Washington, que foi contratado para ser o matador do time, fosse de Muricy.

Ou como se a má fase de Hernanes, elevado à condição de 10 do time pela dificuldade encontrada pela diretoria para oferecer ao treinador são-paulino um autêntico armador, também pudesse ser colocada em sua conta. Ou como se o fato de Jorge Wagner ter caído de produção ou de Renato Silva não ter bola suficiente para ser titular do time fossem sua responsabilidade.

Sinto que, desta vez, o São Paulo se apequenou e caiu na vala comum de praticamente todos os outros clubes brasileiros, que optam por dispensar o técnico na tentativa - muitas vezes infrutífera - de jogar a responsabilidade sobre as costas dos jogadores e forçá-los a voltar a render. Pior. O São Paulo abriu mão de um treinador competente sem ter outro na manga. O mercado está terrível. Ou será que Renato Gaúcho seria a solução? Que tal Nelsinho Baptista? Ou ainda esperar mais uma ou duas rodadas até que Cuca caia no Flamengo? Boa sorte, Juvenal. Você vai precisar.

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19.6.09

Luxemburgo por Muricy. A troca perfeita

O que mais tem por aí nas últimas horas é comentarista tentando explicar porque Palmeiras e São Paulo foram eliminados nas quartas de final da Libertadores. Simples. Foram eliminados por terem sido menos competentes que seus adversários. O Palmeiras levou um gol - que não podia levar - em seus domínios e pagou caro por isso. O São Paulo foi apático contra um Cruzeiro guerreiro. Também pagou o preço.

Mas nem estou muito disposto a falar sobre o apático Keirrison ou sobre o inconstante Washington, figuras que poderia representar bem as frustradas campanhas dos rivais paulistas na principal competição sul-americana. Não que mereça levar toda a culpa - afinal de contas, ganham todos e perdem todos - mas, cá entre nós, onde foi parar o Washington que importunava as defesas (a do São Paulo que o diga) em 2008?

Pior ainda a situação de Keirrison, que chegou a São Paulo com fama de goleador, que comprovou-se contra times pequenos, e agora luta para afastar a pecha de se esconder em grandes jogos e decisões. Para quem duvida, veja o VT da partida contra o Nacional, no Uruguai. O tal K9 passou o jogo inteiro se escondendo da bola. Nos minutos finais, quando deveria estar na área, estava na linha lateral, perto do meio-de-campo, como que correndo da redonda.

Bom, mas não é isso que importa. Na verdade, em vez de buscar explicações para os fracassos, tenho é uma sugestão a dar. Que tal os clubes trocarem de técnico? Mas trocar mesmo, um com o outro. Afinal de contas, a torcida do Palmeiras tem colocado na conta de Vanderlei Luxemburgo a maior parte da responsabilidade pelo fiasco na Libertadores, assim como a do São Paulo tem atribuído a Muricy Ramalho boa parte da culpa pela queda nas quartas de final.

Simples assim. Luxa, com seu estilo requintado de terno e gravata, no Tricolor. Muricy, e seu jeitão italianão gesticulador e mal humorado, no Verdão. Seria uma maneira de mexer com os elencos e com o mercado da bola. E acalmaria os ânimos exaltados dos torcedores que tanto pedem por mudanças. Se isso é possível? Duvido. Até porque o Palmeiras já gastou demais com Luxemburgo para dar o braço a torcer e admitir que fez besteira ao contratar um técnico tão caro para ganhar só um Paulistão. E no São Paulo, Juvenal Juvêncio continua sendo um dos mais centrados dirigentes do mundo da bola e sabe que, igual ou melhor que Muricy, não há ninguém disponível no mercado.

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17.6.09

Roupa suja lavada e um legado que assusta

A lavagem de roupa suja de terça-feira (dia 16) no que deveria ser a festa pelo acesso do Rio Branco deve ter sido o último capítulo da vitoriosa, mas bem conturbada, campanha de volta à elite do futebol paulista. O campeonato terminou e salvo aqueles que têm compromisso mais longo com a empresa gestora do futebol riobranquense, muitos devem seguir seus caminhos. Alguns até já têm propostas concretas.

Mas o legado de toda a turbulência desta Série A-2 é que me preocupa. Há quem sustente a tese de que os jogadores que lutaram pelos próprios direitos podem ter problemas no futuro para arrumar emprego. E pode ser que aconteça mesmo. Mas e o outro lado da história? E como ficará o Rio Branco no momento de fechar acordos, de contratar? Só é segredo para quem vive em outro planeta que os jogadores também consultam uns aos outros antes de assinar contrato.

Perguntam para os que já jogaram por um determinado clube sobre as condições de trabalho, de remuneração, qualidade de vida da cidade, e coisas assim. É verdade que tem muita água ainda para rolar por debaixo dessa ponte - se é que a ponte continuará no mesmo lugar e que ainda haverá água - até o Paulistão de 2010. Mas, passada a euforia pela volta à elite, a hora é de recolocar a casa em ordem e iniciar o processo de planejamento. Até porque ficou claro que comemoração que é bom foi só em campo, e contra o São José, no DV.

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16.6.09

Viu o que dá faltar na aula de matemática

Sabe quando a mãe da gente manda estudar? Então, mãe sempre quer o melhor. O cara vai na escola, não presta atenção nas aulas de matemática e daí, num dia desses, erra a conta e fica no prejuízo. Está certo que não foi bem assim, mas a mancada de Julián Simón na prova de 125 cilindradas da MotoGP nem por isso deixa de ser hilária.

O espanhol lidera a disputa no GP da Catalunha até a última volta. Última volta? Pelo menos para ele. Simón não se deu conta de que faltava uma volta para o fim. Desacelerou, levantou o dedo indicador para comemorar a vitória e... E descobriu que ninguém mais estava parando. Percebeu o erro e tentou se recuperar. Tanta disposição quase resultou em queda.

No fim, terminou em quarto lugar. Apesar da mancada, o espanhol ainda lidera o campeonato. De qualquer forma, vale à pena ver a cena. O desespero dos mecânicos é fantástico. Dá só uma olhada.

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