Por trás da beleza olímpica
Milhares de pessoas em todo o mundo assistiram à abertura das Olimpíadas na China, uma festa emocionante e bela. Mas nem tantas pessoas assim têm consciência do conflito entre o Tibet e a China, da luta dos tibetanos pela independência de seu território, já que os mesmos possuem ideais tão diferentes dos países que os cercam, e que diferente das Olimpíadas, é um conflito triste e alarmante. Em um país onde a liberdade de se dizer o que pensa ainda é um luxo consumido às escondidas, a China deu uma clara demonstração a toda humanidade do que é capaz o ser humano quando volta suas habilidades para o bem e para a alegria.
Na China, é comum que pequenas falhas e problemas sejam encarados como fontes de vergonha e reprovação nacional. Por isso mesmo, os grandes desastres e outras convulsões sociais eram “varridos para baixo do tapete” e as notícias da ocorrência desses fatos levavam dias ou, até mesmo, meses para chegarem até nós. Mas atualmente, com a popularização dos meios eletrônicos, satélites e o acesso fácil a Internet essas informações são praticamente instantâneas. Por mais que autoridades totalitárias procurem inibir a propagação de notícias, elas “navegam com a velocidade da luz”. Assim, de nada adiantou a burocracia chinesa espalhar ao mundo que os protestos acabaram no Tibet e nem que havia “paz” nas províncias.
Até mesmo a farsa armada para que a imprensa internacional viajasse por um “mar azul” fracassou miseravelmente diante a aparição heróica de um bando de monges budistas fanáticos gritando em plenos pulmões, que a matança de inocentes e a destruição de vidas e propriedades são as únicas maneiras que o governo chinês tem de conseguir o que quer. Durante os anos em que se celebravam na Antigüidade, as Olimpíadas cessavam todos os conflitos. Guerras que se arrastavam durante anos eram interrompidas e os combatentes viviam lado a lado, em um convívio fraterno enquanto durassem os jogos. Sua força histórica é carregada de simbolismos que, mesmo no mundo fútil e demagogo de hoje, fazem com que os homens procurem evoluir e encararem o fato de que são simplesmente humanos e, por isso mesmo, são falíveis.
O que o mundo assistiu na abertura das Olimpíadas, e assiste constantemente quando guerras e atentados terroristas se sucedem e inocentes morrem, nada mais é do que uma manifestação da selvajaria e do rancor que vive dentro de cada um de nós.A desgraça e a violência sofrida por semelhantes em qualquer parte do planeta despertam sempre a comoção e a mobilização do “cidadão comum” espalhado pelo globo. Enquanto os mesmos que clamam pela santidade da alma humana defenderem suas convicções religiosas, matando inocentes, decapitando crianças e velhos; estuprando e cometendo atos abomináveis contra mulheres em nome de algo que chamam de Deus, o mundo jamais terá paz. Da mesma forma, quando aprendermos a não julgar o próximo pelo que faz, pelo que veste e pelo modo como se comporta; poderemos aspirar viver num mundo de paz e harmonia.
Os Jogos Olímpicos são muito mais que uma competição e uma bela festa. É a oportunidade perfeita para que o homem aprenda como é conviver com seu irmão distante. A entender que o inimigo odiado visceralmente também tem sonhos, tem família, tem medos, sangra e sente dor. E que é igual a ele.
Nicole Prestes, é colaboradora do Blog-se e do Teen+
Na China, é comum que pequenas falhas e problemas sejam encarados como fontes de vergonha e reprovação nacional. Por isso mesmo, os grandes desastres e outras convulsões sociais eram “varridos para baixo do tapete” e as notícias da ocorrência desses fatos levavam dias ou, até mesmo, meses para chegarem até nós. Mas atualmente, com a popularização dos meios eletrônicos, satélites e o acesso fácil a Internet essas informações são praticamente instantâneas. Por mais que autoridades totalitárias procurem inibir a propagação de notícias, elas “navegam com a velocidade da luz”. Assim, de nada adiantou a burocracia chinesa espalhar ao mundo que os protestos acabaram no Tibet e nem que havia “paz” nas províncias.
Até mesmo a farsa armada para que a imprensa internacional viajasse por um “mar azul” fracassou miseravelmente diante a aparição heróica de um bando de monges budistas fanáticos gritando em plenos pulmões, que a matança de inocentes e a destruição de vidas e propriedades são as únicas maneiras que o governo chinês tem de conseguir o que quer. Durante os anos em que se celebravam na Antigüidade, as Olimpíadas cessavam todos os conflitos. Guerras que se arrastavam durante anos eram interrompidas e os combatentes viviam lado a lado, em um convívio fraterno enquanto durassem os jogos. Sua força histórica é carregada de simbolismos que, mesmo no mundo fútil e demagogo de hoje, fazem com que os homens procurem evoluir e encararem o fato de que são simplesmente humanos e, por isso mesmo, são falíveis.
O que o mundo assistiu na abertura das Olimpíadas, e assiste constantemente quando guerras e atentados terroristas se sucedem e inocentes morrem, nada mais é do que uma manifestação da selvajaria e do rancor que vive dentro de cada um de nós.A desgraça e a violência sofrida por semelhantes em qualquer parte do planeta despertam sempre a comoção e a mobilização do “cidadão comum” espalhado pelo globo. Enquanto os mesmos que clamam pela santidade da alma humana defenderem suas convicções religiosas, matando inocentes, decapitando crianças e velhos; estuprando e cometendo atos abomináveis contra mulheres em nome de algo que chamam de Deus, o mundo jamais terá paz. Da mesma forma, quando aprendermos a não julgar o próximo pelo que faz, pelo que veste e pelo modo como se comporta; poderemos aspirar viver num mundo de paz e harmonia.
Os Jogos Olímpicos são muito mais que uma competição e uma bela festa. É a oportunidade perfeita para que o homem aprenda como é conviver com seu irmão distante. A entender que o inimigo odiado visceralmente também tem sonhos, tem família, tem medos, sangra e sente dor. E que é igual a ele.
Nicole Prestes, é colaboradora do Blog-se e do Teen+












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