O duvidoso futuro do rock
Assisti há alguns dias, um programa da TV Cultura, do qual não me recordo o nome, que falava sobre o futuro do país na mão dos jovens. Desliguei a TV e fiquei pensando, se o futuro do paísl é preocupante, imaginem o futuro da cena independente? Certo, sou obrigada a concordar que toda a cena cresceu (e muito) dos últimos 12 anos. Cresceu no sentido de aumentar, não de evoluir.
Agora vocês me perguntam, em quais aspectos evoluiu e quais não? Evoluíram na popularização das bandas, casas de shows e comércio independente. Mas isso só aconteceu graças a nossa querida internet. Vejo que falta, hoje em dia, fidelidade e que sobra comodismo. Antigamente não importava se o show era perto ou longe, não importava se iater que ir a pé ou esperar até o primeiro ônibus da manhã para voltar, não importava se gostava da banda ou não, a galera ia, ia pelo rolê, ia porque realmente era do rock, ia porque era ali que queria e gostava de estar.
Hoje em dia se o show é muito longe a molecada só vai se arrumar carona, caso contrário arruma outra balada qualquer mais perto. Se gostar da banda, pensa um pouco: “ah, mês que vem alguém trás eles para tocar por aqui perto”. Quantos fanzines vocês vêem sendo distribuídos nos shows e quantos sites contendo o mesmo assunto vocês vêem na internet? É fácil você sentar na frente do computador digitar no google o nome da banda e, em instantes, ficar sabendo sobre a banda ou baixar a discografia completa. Antigamente para você conhecer uma banda era indo no show, trocando idéias, lendo zines e comprando vinis?
Realmente, eu como uma garota da “geração domesticada”, nascida em plenos anos 90, não posso negar que usufruo de toda a praticidade do nosso mundo moderno, mas não me acho inapropriada para estar dizendo tudo isso, se fosse com certeza não me interessaria em escrever aqui. Não sou contra a internet, muito pelo contrário, acho que a internet nos ajuda imensamente, mas com ela veio o comodismo. E a magia do rock acabou e é isso que não podemos deixar acontecer, isso que temos que resgatar.
Outra coisa que eu penso: o que vamos mostrar para nossos filhos e dizer “olha filho era isso que eu escutava quando tinha sua idade”? Sendo que nosso computadores não vão durar a vida inteira e que nada substitui o prazer de ganhar um CD ou um vinil. Nunca vou esquecer o dia em que ganhei meu primeiro (e admito, único) vinil, era o "London Calling" do Clash, infelizmente não tenho até hoje, mas tenho o CD que guardo com muito carinho, para um dia poder mostrar ao meu filho, o rock.
Espero profundamente que daqui 12 anos, ainda veja zines circulando, a galera comprando CD’s e contando que não se colocaram barreiras para estarem em shows. E que um dia vou poder dizer orgulhosamente que me enganei sobre o duvidoso futuro do nosso tão amado rock!












1 Comentários:
fiko rox o texto parabens galera o teen!!!!!
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