Fazendo parte da história
Depois de cinco meses dedicados exclusivamente à minha Julinha, estou de volta à Redação, ao universo Teen+, ao Blog-se...E foi bacana demais retornar e acompanhar de perto a luta dos alunos da escola Heitor Penteado para que a agência local da Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) não se instalasse na instituição. A briga foi boa e lembrou os velhos e bons entraves protagonizados pelo movimento estudantil, como o ocorrido em 1992.
A nossa repórter Andréa Mesquita, assim como os alunos do Heitor, teve o prazer de se sentir orquestrando a história. Ela é da geração dos caras-pintadas, como ficaram conhecidos os estudantes que saíram às ruas do País pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo, e conta pra gente como foi viver esse momento.
“Eu também saí às ruas na época. E orgulho-me de ter presenciado com meus amigos a votação histórica do Congresso que determinou o afastamento de Collor. Morando em Londrina, onde fazia faculdade, combinei com alguns colegas de assistirmos à decisão em um telão instalado no Calçadão Central. Parecia que a UEL (Universidade Estadual de Londrina) inteira estava lá. E, espantosamente, todo mundo compenetrado na votação, gritando feliz quando ouvia o esperado “sim” para o impeachment, e vaiando quando surgia um “não”.
A emoção tomava conta de todos nós que, ansiosamente, contávamos quantos votos faltavam para que finalmente Collor saísse da presidência. E, quando esse tão esperado voto surgiu, todos – estudantes, sindicalistas, populares – espontaneamente se abraçaram, beijaram e choraram... E, como um rompante, cantamos o Hino Nacional, com lágrimas, risos, abraços e mais lágrimas e mais risos e palavras de ordem...
Escrevendo esse texto me pego novamente arrepiada e com os olhos marejados. Por isso me emociona ver o movimento dos alunos do Heitor. Eles são a prova mais forte de que, quando realmente queremos, devemos tentar mudar aquilo que não está correto. Parabéns por terem orgulho de sua escola!”
A nossa repórter Andréa Mesquita, assim como os alunos do Heitor, teve o prazer de se sentir orquestrando a história. Ela é da geração dos caras-pintadas, como ficaram conhecidos os estudantes que saíram às ruas do País pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo, e conta pra gente como foi viver esse momento.
“Eu também saí às ruas na época. E orgulho-me de ter presenciado com meus amigos a votação histórica do Congresso que determinou o afastamento de Collor. Morando em Londrina, onde fazia faculdade, combinei com alguns colegas de assistirmos à decisão em um telão instalado no Calçadão Central. Parecia que a UEL (Universidade Estadual de Londrina) inteira estava lá. E, espantosamente, todo mundo compenetrado na votação, gritando feliz quando ouvia o esperado “sim” para o impeachment, e vaiando quando surgia um “não”.
A emoção tomava conta de todos nós que, ansiosamente, contávamos quantos votos faltavam para que finalmente Collor saísse da presidência. E, quando esse tão esperado voto surgiu, todos – estudantes, sindicalistas, populares – espontaneamente se abraçaram, beijaram e choraram... E, como um rompante, cantamos o Hino Nacional, com lágrimas, risos, abraços e mais lágrimas e mais risos e palavras de ordem...
Escrevendo esse texto me pego novamente arrepiada e com os olhos marejados. Por isso me emociona ver o movimento dos alunos do Heitor. Eles são a prova mais forte de que, quando realmente queremos, devemos tentar mudar aquilo que não está correto. Parabéns por terem orgulho de sua escola!”












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