24.7.08

Lembranças dos anos 90

Ao editar a reportagem do jornalista Luciano Assis para o Teen+ sobre o “Almanaque Anos 90”, escrito pelo jornalista Silvio Essinger, bateu uma baita vontade de ler esse livro de memórias e lembranças e recordar tudo aquilo que fez parte da adolescência da minha geração.

Foram nos anos 90 que o Brasil e ao mundo ganhou a MTV, o pagode, o axé, o sertanejo, a informática superdesenvolvida, o Nirvana, o Chico Science, a Família Dinossauro, o Tetra Campeonato Mundial de Futebol e mudanças de comportamento mais rápidas de todos os tempos!
Começamos a década usando máquina de escrever, ouvindo discos de vinil, escrevendo cartas e terminamos na frente de computadores e baixando músicas na Internet.

Para a reportagem, Silvio comentou ainda que impõe dois acontecimentos marcantes como o início e o fim dos anos 90. “É curioso, mas os dois (acontecimentos) se deram fora da década. O início dos anos 90 aconteceu com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Foi quando o mundo se abriu em vários sentidos, tanto político quanto cultural. O final foi o 11 de setembro de 2001. Ali, o mundo voltou a se fechar em muitos sentidos e houve uma solidificação da Era Bush”, destacou o escritor.

Dez momentos da década de 90

1 – Morre o cantor Cazuza (1990)
2 – O Nirvana lança o disco “Nevermind” (1991)
3 – É lançada a MTV no Brasil (1991)
4 – Daniela Mercury vira a cantora mais bem sucedida do Brasil (1992).
5 – A música sertaneja estoura em todo o Brasil com duplas como Leandro e Leonardo (1993)
6 – Morre Airton Senna em um acidente na Itália (1994)
7 – O Brasil é tetra campeão Mundial de futebol (1994)
8 – O grupo Mamonas Assassinas estoura nacionalmente e seus integrantes morrem no prazo de menos de um ano em um acidente aéreo (1995/1996)
9 – O pagode e o axé do grupo É o Tchan ganham as rádios de todo Brasil (1996)
10 – Renato Russo morre de Aids e Chico Science em um acidente (1997)
10 – Nasce o Napster, que permite as pessoas baixarem música pela Internet (1999).

14.7.08

O duvidoso futuro do rock

A colaboradora do Teen+, Nicole Prestes, estréia hoje como nossa blogueira. E para começar bem, Nicole posta aqui uma crítica sobre o rock, movimento sessentão que está em semana comemorativa. Confira!

Assisti há alguns dias, um programa da TV Cultura, do qual não me recordo o nome, que falava sobre o futuro do país na mão dos jovens. Desliguei a TV e fiquei pensando, se o futuro do paísl é preocupante, imaginem o futuro da cena independente? Certo, sou obrigada a concordar que toda a cena cresceu (e muito) dos últimos 12 anos. Cresceu no sentido de aumentar, não de evoluir.

Agora vocês me perguntam, em quais aspectos evoluiu e quais não? Evoluíram na popularização das bandas, casas de shows e comércio independente. Mas isso só aconteceu graças a nossa querida internet. Vejo que falta, hoje em dia, fidelidade e que sobra comodismo. Antigamente não importava se o show era perto ou longe, não importava se iater que ir a pé ou esperar até o primeiro ônibus da manhã para voltar, não importava se gostava da banda ou não, a galera ia, ia pelo rolê, ia porque realmente era do rock, ia porque era ali que queria e gostava de estar.

Hoje em dia se o show é muito longe a molecada só vai se arrumar carona, caso contrário arruma outra balada qualquer mais perto. Se gostar da banda, pensa um pouco: “ah, mês que vem alguém trás eles para tocar por aqui perto”. Quantos fanzines vocês vêem sendo distribuídos nos shows e quantos sites contendo o mesmo assunto vocês vêem na internet? É fácil você sentar na frente do computador digitar no google o nome da banda e, em instantes, ficar sabendo sobre a banda ou baixar a discografia completa. Antigamente para você conhecer uma banda era indo no show, trocando idéias, lendo zines e comprando vinis?

Realmente, eu como uma garota da “geração domesticada”, nascida em plenos anos 90, não posso negar que usufruo de toda a praticidade do nosso mundo moderno, mas não me acho inapropriada para estar dizendo tudo isso, se fosse com certeza não me interessaria em escrever aqui. Não sou contra a internet, muito pelo contrário, acho que a internet nos ajuda imensamente, mas com ela veio o comodismo. E a magia do rock acabou e é isso que não podemos deixar acontecer, isso que temos que resgatar.

Outra coisa que eu penso: o que vamos mostrar para nossos filhos e dizer “olha filho era isso que eu escutava quando tinha sua idade”? Sendo que nosso computadores não vão durar a vida inteira e que nada substitui o prazer de ganhar um CD ou um vinil. Nunca vou esquecer o dia em que ganhei meu primeiro (e admito, único) vinil, era o "London Calling" do Clash, infelizmente não tenho até hoje, mas tenho o CD que guardo com muito carinho, para um dia poder mostrar ao meu filho, o rock.

Espero profundamente que daqui 12 anos, ainda veja zines circulando, a galera comprando CD’s e contando que não se colocaram barreiras para estarem em shows. E que um dia vou poder dizer orgulhosamente que me enganei sobre o duvidoso futuro do nosso tão amado rock!

10.7.08

Procura-se blogueiros!

O negócio é o seguinte: escrever tem efeito terapêutico. O desabafo virtual, via blog, acalma a mente perturbada por conflitos. Bem, pelo menos é o que apontou uma pesquisa promovida pela AOL com 600 blogueiros e divulgada pela agência EFE.

Para 31% dos entrevistados, escrever para um blog substitui o psicólogo.
Portanto, que tal começar a praticar a blogterapia por aqui? Estamos convocando blogueiros para escrever para o Blog-se! Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: teen@liberal.com.br.

8.7.08

Intolerância necessária?

Com a “lei seca” na parada, quem for pego guiando sob a influência de bebida estará cometendo uma infração gravíssima, poderá perder a carta por um ano e terá que pagar multa de quase mil reais.
Se estiver guiando com concentração de álcool mais elevada (superior a 0,6 dg por litro de sangue, valor até então tolerado pela lei antiga), poderá ser preso. E, se provocar algum tipo de acidente, poderá pegar uma pena ainda mais pesada - já que o juiz poderá enxergar intenção em seu comportamento.
Duro, não? Mas essa rigidez tem seus motivos. Vários estudos mostram que a situação nas grandes cidades e estradas do país é dramática. Quase a metade dos acidentes que acontecem são provocados após o consumo de bebida.
O autocontrole e a responsabilidade talvez eliminassem a necessidade de uma fiscalização rígida para a maior parte da população. Infelizmente, não é bem isso que acontece. Toda vez que a gente fala em mudança de hábito e de comportamento sabemos que é um processo lento, gradual, e que, em geral, é desencadeado por um fator externo. Por exemplo, as pessoas só passaram a usar cinto de segurança de forma regular depois de uma lei federal e de uma grande campanha de informação.
Você acredita que uma mudança no perfil dos acidentes causados pelo álcool iria ser alcançada sem uma rigidez maior na lei e um maior controle por parte das autoridades? Honestamente, acho que não. Qual é a sua opinião? Poste aqui!

20.6.08

Entrando numa fria

Os termômetros na capital paulista marcaram a menor temperatura do ano segundo: 8,4 graus. Mas para quem adora o frio, a semana reservou outra surpresa gelada. A cidade de São Paulo acaba de se tornar a primeira do país a abrigar uma “balada” que tem feito sucesso pelo mundo.
Inspiradas em bares que já existem em países como Austrália, Dubai, China e Chile, uma arquiteta e uma empresária decidiram construir o Ice Espaço, na Vila Madalena.
Para entrar no local há toda uma preparação. É preciso vestir um pesado sobretudo térmico, com capuz de pelúcia. As botas, também de pelúcia, e as luvas são colocadas já na antecâmara do bar, uma sala de 28 metros quadrados com temperatura média de 5ºC.
No lugar, tudo é de gelo: mesa, bancos, bar. Até os copos usados para servir os drinques são feitos com a matéria prima que decora o ambiente. No cardápio, apenas bebidas alcoólicas, quase todas à base de vodka.

30.5.08

Dê um basta!

Difícil pode até ser, mas parar de fumar não é impossível. Você já deve ter ouvido falar de alguém que parou de fumar porque o namorado ou os amigos apagou de vez o cigarro. Pois bem, saiba que parar de fumar é mesmo contagiante!

Segundo uma pesquisa divulgada nesta semana, quando alguém pára de fumar, aumentam as chances dos fumantes a seu redor fazerem o mesmo. Só para você ter idéia: quando o (a) namorado (a) pára de fumar, a probabilidade do outro continuar fumando caem 67%. Talvez esse comportamento justifique a diminuição de fumantes brasileiros.

Dados do ministério apontam que, entre 1989 e 2004, o consumo caiu 32%. E mais: fumar está over! Além de fazer mal para a saúde, o cigarro arranha a popularidade. Você já reparou que os fumantes estão cada vez mais são jogados para escanteio? Mesmo assim, por que será que tanta gente ainda curte um “careta”?

Como não fumante, não consigo entender o prazer em fumar. O cigarro é fedido, deixa quem fuma com o cabelo, a voz e a pele sob efeitos da fumaça e, vamos combinar, o beijo de um fumante é horrível. E você, o pensa? Deixe sua opinião aqui!

21.5.08

Cartas para você

Para a maioria dos mortais, a escolha da carreira é uma decisão difícil. E, para complicar, geralmente a distância entre o que a gente imagina sobre uma profissão e como ela realmente é no dia-a-dia costuma ser bem grande.
A série de livros “Cartas a um Jovem”, do selo Campus-Elsevier, se propõe a dar uma força para quem se encontra nessa encruzilhada.


A idéia é simples e boa: profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação são convidados pela editora a escrever missivas dirigidas a aspirantes ao seu ofício, falando de questões como talento, vocação, o cotidiano do trabalho, glórias, sinuosidades e dificuldades do caminho.

Até agora já foram lançados 16 volumes, assinados por nomes de peso como o estilista Alexandre Herchcovitch, o psicanalista Contardo Calligaris e o técnico de vôlei Bernardinho (veja quadro ao lado).
O título mais recente da coleção, direcionado a jovens atrizes, é de autoria de Marília Pêra.

Os próximos volumes da coleção, que estão sendo escritos pelo cirurgião plástico Ivo Pitanguy, pelo fotógrafo Bob Wolfenson e pelos irmãos Humberto e Fernando Campana, designers, devem ser lançados até o início do ano que vem.

8.5.08

Ser mãe...

Vanessa, Bárbara e eu vamos viver nosso primeiro Dia das Mães. E essa não é a única coincidência entre nós. Assim como as meninas entrevistadas na edição desta sexta-feira do Teen+, também fui surpreendida pela visita da cegonha.

Encarar uma gravidez sem planejamento não é nada fácil, mesmo quando o namorado e a família são supercompreensivos com a idéia de ter um bebê. Ser mãe é muita responsabilidade. A gente amadurece no susto. Tudo, tudinho mesmo, muda. Não é exagero!

No corpo só estão as mais visíveis das transformações. E é quando recebemos nosso filhote nos braços que sentimos o peso da maternidade. É muito amor, muito carinho, muito medo, muita insegurança, muita dúvida...Não é brincadeira, nem mesmo para uma mãe de 30 anos, como eu!

Para curtir ser mãe e driblar as dificuldades é preciso ter maturidade acima de tudo.
Se você não se sente preparada para abrir da sua vida, deixe a gravidez para depois...Isso quer dizer: previna-se! Escolha o melhor método para se proteger e aproveite ao máximo essa fase de filha, de curtição e crescimento profissional, que não combinada nem um pouco com um bebê!

15.4.08

Caso Isabella

O caso da menina Isabella mexeu demais comigo. Tento pensar em outro assunto. Mas não dá. Estou totalmente envolvida nessa trágica novela da vida real – e quem não está? Quero acreditar que não tenha sido o pai da garotinha o responsável por essa tragédia. Torço para que realmente encontrem a tal terceira pessoa.

Não gostaria que a Isabella tivesse morrido com a imagem de um “pai-monstro”. Gente, pai representa segurança, proteção, certeza de que nada de mal vai nos acontecer. Me dói demais imaginar o sofrimento dessa criança, morta em um crime terrível. Aliás, houve um “outro” crime terrível. Dentro de nós também morreu uma “criança”: a ilusão.

11.4.08

O novo beijo

Domingo é Dia do Beijo. Oba, vamos comemorar! Mas com que tipo de beijo? Existem centenas de maneira de beijar. O jornalista Pedro Paulo Carneiro catalogou 484. Todas estão no livro “Dossiê do Beijo”. Beijo triplo é uma delas. Talvez a mais moderninha – ou seria emodinha (modinha emo)?

Tati Bioni, ex-BBB8, revelou durante o programa que tinha dado beijo a três. As sisters Thalita, Jaqueline e Bianca também protagonizaram um beijo triplo. Muitos se assustaram com a nova modalidade. Mas em algumas tribos o tal beijo, que envolve dois meninos e uma menina ou vice-versa, é bem conhecido.

“Fica a maior babação”, disse Felipe (16), que se assume como emo. “Vi uma vez três amigas minhas fazendo e fiquei na maior curiosidade”, contou. “É bom, mais gostoso, mais intenso. A adrenalina e o coração vão a mil”, explicou. A namorada Mônica (15) sabe do episódio, mas não quer nem saber de aderir. Segundo ela, os dias de beijoqueiro coletivo do Felipe devem ficar definitivamente no passado. Será que agora todo mundo é bi-curious? Sei lá! Só sei que tem gente querendo experimentar e gente achando fofo. Mas ninguém quer ser rotulado por isso.
Editor
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Informar de maneira criativa e bem sacada é o desafio semanal do Teen+, que é editado por Juliana Pinheiro, 29 anos, e conta com uma equipe de repórteres de primeira. Saiba mais sobre Juliana Pinheiro e o Teen +
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