A barbárie dos homens
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O secretário de Transportes de Americana, Flávio Biondo, deve estar de brincadeira. Depois de inventar faixa de pedestre colorida, ele deu de pintar o espaço das minirrotatórias com com palavras em inglês. "Stop four", escreve o secretário, com dinheiro público e numa língua que nenhum brasileiro é obrigado a saber.
A tal gripe suína, que de suína nunca teve nada, está servindo para cair a ficha da humanidade para uma coisa óbvia, mas que, apesar disso, passa despercebida: nós morremos. Sim, morremos. Todos os dias, seres humanos morrem. E pior: de todas as idades. Velhos morrem mais, claro, mas também morrem jovens e adultos.
Demorou pouco para aparecer uma coisa que todo mundo sabia que ia aparecer, o tal precedente. Pois apareceu. E, tal qual fez com a empresa Neotextil, a Prefeitura de Americana agora quer fazer com uma segunda empresa, a Primor, doando ruas em troca de empregos e alguns servicinhos que já são da obrigação da própria Prefeitura.
A atriz global Juliana Paes processou o humorista José Simão e conseguiu liminar na Justiça que o impede de citar o nome dela em seus criativos textos na "Folha de S. Paulo" e internet. Caso cite, a multa será de R$ 10 mil cada vez que o nome da beldade aparecer no texto.
O LIBERAL do último domingo aponta que a mortalidade por Aids voltou a crescer na região, contrariando os bons ventos trazidos pelos coquetéis antirretrovirais. E acende-se o farol amarelo. O coquetel, que em muito contribuiu para a queda na mortalidade dos soropositivos, não é a cura, está longe de ser, ao contrário do que muitos supõem ao relaxar na necessária proteção (leia-se camisinha!).
Uma conversa entre um jovem e uma jovem num bairro tido por tranquilo, numa cidade que já foi considerada também tranquila em termos de marginalidade. Chegam os criminosos, abordam os dois, levam as vítimas consigo, roubam e, não contentes, estupram uma a garota, de apenas 19 anos.
Parecia uma rede mundial de televisão, com grande parte da espécie humana assistindo a um único programa: o funeral no estilo show de Michael Jackson, que aconteceu ontem à tarde, no horário de Brasília. E também se escancarava uma das mais antigas companheiras da humanidade, muito presente no mundo da mídia: a hipocrisia.
Um médico que tentava passar pela Avenida Brasil após trabalhar em um parto acabou agredido na algazarra que toma conta da via. E a noite da cidade, mais uma vez, se mostra uma aberração. Boate não tem, mas se improvisa na rua; bares são poucos, mas se bebem nos postos de combustíveis; zoneamento trava a exploração do setor de serviços noturnos, mas quem não pode pegar pista acaba se divertindo em vias públicas, ocupando-as perigosamente.
Revela edição do LIBERAL desta sexta-feira que vem aí mais um perdão a devedores em Americana. O prefeito Diego De Nadai (PSDB) pretende protocolar hoje na Câmara projeto de lei que dá a cooperativas de saúde um presente: quase R$ 30 milhões em perdão de débitos com ISSQN. Isso porque o prefeito quer fazer retroagir uma lei que acabou com a bitributação que havia no setor, o que dá margens para questionamentos.