28.2.09

O maior espetáculo da Terra

Qualquer tentativa de descrever é em vão e penso que a frase "o maior espetáculo da Terra" é a que mais se aproxima do que é ver um desfile de escolas de samba de pertinho, bem ao lado dos imensos carros alegóricos, dos passistas e ao som da bateria que parece agitar cada célula do corpo e convidar a alma a levitar.

Foi o que senti no sambódromo de São Paulo na última sexta, experiência que nunca tinha tido e espero ter várias outras vezes a partir de agora. Sempre nutri uma paixão pela beleza do Carnaval, desde quando via, ainda criança, os blocos Bananeira e Salvação na Fernando de Camargo, depois as várias cinco noites seguidas no Rio Branco...

Mas o sambódromo é mágico.

Ali, somos completamente tomados pela profusão de cores, pelos movimentos e pelo som, tudo fluindo como uma alegria que não tem fim, que começa, evolui, dá uma pausa, mas logo vem outra, com outro enredo, outras cores, nova evolução.

Senti orgulho de ser brasileiro, pois só um povo muito bom, muito competente e com extremo jogo de cintura consegue fazer o maior espetáculo a céu aberto do planeta, mesmo com todas as dificuldades que sempre marcaram nossa história.

Um brinde à alegria, com o coração-símbolo da campeã do Carnaval paulistano, caro leitor. E bom final de semana.

Foto feita pelo meu amigo Charles Neme

27.2.09

Tio, posso olhar?

Os flanelinhas, cada vez mais presentes em vários pontos das cidades e muitas vezes com tons de ameaça sobre os motoristas, estão sendo acariciados pela Secretaria de Transportes de Americana, que resolveu credenciar alguns deles. Sim, isso mesmo, credenciar, com carteirinha e tudo. Pior: com quesitos subjetivos para a escolha de quem pode ou não ser "legalizado" (como ser gente "honesta", bem numa atividade clandestina).

A revelação foi feita na sessão da Câmara de Americana desta quinta-feira e a notícia completa está no jornal O LIBERAL de hoje. Aqui, você pode comentar já.

Clique abaixo em Flanelinhas.mp3 e ouça o comentário que faço na Rádio VOCÊ (AM 580) nesta sexta.

FLANELINHA.mp3

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25.2.09

Foi Carnaval ou Finados?

Andar pelas ruas de Americana nesses dias suscitou uma pergunta: era Carnaval ou Finados? Pelo marasmo que dominava os quatro cantos, cheguei a confundir com o dia dos mortos. Aliás, da cidade morta.

Não faz muito tempo, as ruas de Americana ferviam nos carnavais. Ao menos as proximidades de três clubes da cidade que tinham três, quatro, cinco noites de folia cada um (o Rio Branco chegou a trazer, certo ano, puxadores de samba do grupo especial do Rio de Janeiro). Hoje, parece uma cidade fantasma.

Passei a segunda-feira de Carnaval com dois heróis da noite americanense, que investem nela, Charles Neme (anfitrião de uma única opção carnavalesca, muito boa por sinal), e Julio Biagio, que criou o evento mensal de maior sucesso (suspenso com o fechamento da única boate da cidade).

As mais de 500 pessoas que compareceram ao "Yes, nós temos Carnaval" de Charlão e as outras 500 ou mais que lotavam mensalmente o "Sarcófago" de Julião são prova de que a cidade tem potencial para ressuscitar quando o sol se põe. Falta, entretanto, como diz a propaganda de um jornal, que os homens públicos passem a pensar "ão" e dêem condições mínimas para que a cidade viva e explore a atividade econômica noturna, em vez de exportar consumidores para Campinas. Por ora, estão no "inho", olhando apenas para o "vizinho" que, muitas vezes morando em avenidas corredores de serviço, querem o silêncio que só se tem na roça.

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20.2.09

Agressão é crime e caso de polícia

O LIBERAL desta sexta-feira, através de reportagem de Evelise Rossi Bueno e Fernando Sanches, mostra que os trotes violentos não estão apenas nos noticiários nacionais. Estão também aqui na RPT (Região do Polo Têxtil).

Os repórteres trabalharam para uma matéria especial publicada nesta sexta-feira no caderno Teen+ do jornal impresso, em que revelam o flagrante de dois jovens amarrados pelas pernas e pela cabeça, tendo de caminhar, à noite, à beira de uma rodovia, ambos apenas com meias no pé, pintados, com cabelos raspados e cheirando a álcool. Foram duas semanas de trabalho de campo da reportagem, em várias faculdades da região.

O fato suscita uma pergunta: até que ponto podem chegar os trotes? E a resposta é clara, está prevista no Código Penal brasileiro. Podem chegar até o ponto em que não agridem, porque agressão é crime. E crime só se pune com uma força, a policial.

E você, leitor, o que acha dos trotes?

PS: Clique abaixo em TROTES.MP3 e ouça comentário que faço na rádio VOCÊ (AM 580) sobre o tema, nesta sexta-feira.

TROTES.mp3

18.2.09

RMC e ausências

Uma reflexão sobre a ausência de prefeitos na reunião da RMC em Americana. Se até ontem, havia mais dicussões do que prática, a partir de ontem, parece que as discussões também minguaram. Para ouvir comentário que faço nesta quarta na rádio VOCÊ (AM 580), é só clicar em RMC.mp3, abaixo.

RMC.mp3

17.2.09

A casa do espanto

O LIBERAL impresso desta terça-feira revela que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, na gestão Erich, mudou de casa e, só agora, quase seis meses depois, descobriu-se que se esqueceu de entregar o imóvel ao seu dono. Ou seja, acumularam-se R$ 40 mil em dívidas de aluguel, sem contar problemas estruturais que se formaram com o abandono.

Eis um literal deboche com o dinheiro público, praticado pela mesma administração que comprou um tomógrafo por R$ 210 mil, pagou à vista, sequer abriu a caixa para ver o que havia dentro (uma sucata), o aparelho nunca foi usado (porque não tinha condições) e nunca mais deve-se reaver o dinheiro.

Mas, como é sempre você que paga, contribuinte, a festa não tem hora para acabar no Poder Público.

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16.2.09

DAE e noite, em áudio

Meu comentário da segunda na rádio VOCÊ (AM 580), sobre rombo no DAE e falta de vida noturna em Americana. Ouça clicando abaixo em Comentário16-02mp3.

COMENTARIO16-02.mp3

12.2.09

Vamos pra caminha!

O LIBERAL impresso de hoje publica uma matéria sobre a carência da vida noturna em Americana. E a discussão é tão velha quanto aparentemente sem solução. Lembro-me de quando, no final dos anos 90, participei de uma reunião na Câmara para discutir a questão, a convite do então vereador Davi Ramos. Mas, desde aquela época, pouca coisa evoluiu. Se é que não involuiu.

Alguns heróis empresários da noite investiram, surgiram algumas pouquíssimas casas bem estruturadas e boas de se frequentar, até com baladas no meio da semana (uma raridade para a cidade até então), mas a noite como opção de lazer e, mais que isso, como atividade econômica para o município, continua empacada.

Com a falta de legislação sobre o que pode e o que não pode, a regra acaba se resumindo à reclamação de um único vizinho, capaz de acabar com o direito de centenas de pessoas de frequentar uma casa noturna. Por que Americana não regulamenta sua noite? Bastaria criar regras claras para que, quem quer investir na vida noturna, saiba como deve se adequar e, assim, permitindo aos que querem se divertir, que se divirtam. E aos que querem dormir, que durmam.

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DAE, pesos e deboche

O LIBERAL desta quinta-feira vai além da revelação que fez na terça, quando descobriu um rombo de R$ 17 milhões no DAE de Americana em dívidas de grandes empresas. Hoje, O LIBERAL mostra que o mesmo DAE que fez vistas grossas para dívidas graúdas, sem sequer executá-las diante dos devedores, cortou a água de quem devia apenas R$ 30.

Dois pesos, duas medidas e um deboche com a cidade.

Clique em COMENTADAE.mp3, abaixo, e ouça.

COMENTADAE.mp3

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11.2.09

DAE, rombo e você

O jornal O LIBERAL revelou nesta terça-feira que se descobriu um rombo de R$ 17 milhões no DAE de Americana, fruto de contas de água não pagas principalmente por empresas. Nesta quarta, o jornal dá andamento no assunto, mostrando que 32 empresas devem mais de R$ 15 milhões, somadas suas dívidas. Ou seja, diante de graúdas quantias, a autarquia fez vistas grossas.

Mas, não foi assim que agiu diante do pobre mortal que, por causa de um débito bem menor, teve sua água cortada. Ou seja, ao que parece, valeu a regra do "dois pesos, duas medidas". E um DAE que não perdoa pequenos devedores abriu o ralo para os grandes. E quem paga o rombo? Todos nós.

Você, caro leitor, já teve sua água cortada pelo DAE? Por quanto? E sobre o serviço de água e esgoto de Americana, o que acha?

6.2.09

Diego fará um bom governo?

Diego De Nadai, prefeito de Americana, foi sabatinado ontem pelo Grupo O Liberal de Comunicação. Rádio, jornal e site interagiram com leitores, ouvintes e internautas para questionar o prefeito sobre seu primeiro mês à frente da Prefeitura. CLIQUE AQUI para ler as perguntas e respostas.

Você acha que Diego fará um bom governo?

Viva a bandidagem!

O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira que um réu condenado à prisão em segunda instância por tentativa de homicídio tem o direito a ficar em liberdade até que seu último recurso seja julgado. E abre um precedente tão perigoso quanto debochado.

Gozando de tal jurisprudência, um criminoso poderá levar uma década ou mais para começar a pagar pelo crime que cometeu, tendo de ser condenado três vezes -no município, no Estado e na esfera federal- para, enfim, ser considerado culpado.

Os bandidos estão em festa graças aos homens de toga.

PS: Para ouvir comentário que faço a respeito na rádio VOCÊ (AM 580) nesta sexta, clicar abaixo em STF

3.2.09

Você é bem atendido nos bancos?

Os bancos brasileiros são os que mais lucram no mundo. Reportagem da "Folha de S.Paulo" de domingo aponta que o "spread" (diferença entre o que os bancos pagam em juro para captar dinheiro e quanto cobram para emprestar) é 11 vezes maior que o dos bancos em países desenvolvidos.

Com tanto lucro, é plausível imaginar que os serviços prestados aos clientes, correntistas que deixam seu suado dinheiro para o cuidado dos banqueiros, sejam os melhores possíveis, certo? Com a palavra, você, leitor.

PS Clique abaixo em "Bancos" para ouvir comentário que faço na Rádio VOCÊ (AM 580) sobre o assunto nesta quarta-feira.

BANCOS.mp3
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O Mercadão é público, não seu uso

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Americana, Luciano Correa, disse ontem que vai fechar o cerco contra o calote no Mercadão Municipal, informa O LIBERAL impresso desta terça-feira. Há anos, alguns comerciantes têm atrasos nos pagamentos de taxas para poder explorar os boxes, e a dívida chega aos R$ 600 mil. Pior: com tais atrasos, ficará difícil a necessária reforma do Mercadão, há tempo planejada pela Prefeitura.

A medida já vem tarde, mas antes tarde do que nunca. Há muito se sabe do problema, sem que a administração do ex-prefeito Erich Hetzl fizesse nada. O calote na taxa de uso do Mercadão é um problema de interesse público, pois o local é da população e seu uso deve, sim, ser pago.

O motivo para esse pagamento é muito simples: quem utiliza os boxes o fazem de forma comercial, ou seja, para obter lucro. Não há ali nenhuma entidade filantrópica que precise ser ajudada pelo Poder Público. Pelo contrário, quando a Prefeitura deixa de receber a taxa de quem ocupa os espaços dali, acaba sendo injusta, pois cria um nicho de privilegiados diante de muitos empresários que pagam altos aluguéis na iniciativa privada para manter seus comércios.

O Mercadão deve ser tratado como um patrimônio público, não quem usa seus boxes para o comércio. Mas o que está acontecendo é o contrário: protege-se o comerciante mas deixa-se o prédio cair aos pedaços.

Imagem: Paulo Tibério / O LIBERAL