29.1.09

Só o Portal revolta?

Depois da solução do pior crime da história da cidade, a semana termina com uma polêmica em Americana em torno de duas estátuas que são parte de um portal construído em entrada do município e que estão, digamos, “acima do peso”.

Ontem, a discussão chegou à Câmara, onde os vereadores eleitos e pagos para representar a população perderam 40 minutos com o caso e aprovaram um requerimento pedindo que a Prefeitura altere a obra.

Goste-se ou não dele, o portal foi construído com dinheiro de uma emenda apresentada por um deputado (a Prefeitura entrou com uma contrapartida de 23% do valor total). Se houver alteração por parte da atual Administração Municipal, conforme quer a Câmara, a população da cidade estará pagando pelo serviço.

Discutir gosto é como andar na areia movediça. O que intriga é a priorização do debate. As estátuas do Portal conseguem revoltar parte da população e também os representantes dela no Legislativo, mas o ar fétido da cidade não revolta. O ribeirão podre que corta a área central cheio de fezes e química não revolta. O trânsito caótico e prestes a parar não revolta. A represa em que nem água se vê, pois há só aguapé e a orla está destruída, não revolta. Nem as filas na saúde, os buracos no asfalto, as redes podres de água que estouram constantemente.

Ora, queremos uma Americana apenas com um belo portal ou com capacidade para manter a qualidade de vida conquistada ao longo de mais de um século?

imagem Paulo A. Tibério / O LIBERAL

28.1.09

Cigarro e locais públicos

O vereador Cauê Macris (PSDB), de Americana, apresenta projeto de lei que prevê a proibição do fumo em estabelecimentos que tenham público, o que inclui até bares, por exemplo. A iniciativa segue uma onda mundial. Até a França, povoada por fumantes, vem combatendo o fumo em lugares públicos. Mas o tema é polêmico.

Dizem os fumantes que a proibição pura e simples elimina o direito individual e não deixa de ser uma verdade, desde que o direito individual de fumar não prejudique o direito coletivo ao ar limpo- e aí está o problema. Se nos estabelecimentos, como os bares, houvesse espaço para fumantes, protegendo totalmente os não fumantes, seria um argumento plausível. Mas, isso é quase uma utopia. Em geral, esses espaços muitas vezes não são sequer separados por barreiras contra a fumaça.

Ademais, mesmo havendo espaços para quem fuma, em geral não são respeitados e aí temos um outro problema: se nem a regra mais branda de separar fumante de não fumante é respeitado pelos que fumam, como vão respeitar uma regra que os impeça de fumar em qualquer lugar? Eis a questão.

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O que você achou do desfecho da chacina?

Três presos no prazo de duas semanas e a polícia dando o caso por encerrado, ou, melhor, esclarecido, com direito a toda a cronologia do crime trazida ao conhecimento público. A chacina de uma família, em que se incluíram duas crianças mortas com requintes de crueldade, já tem os autores revelados -e atrás das grades.

O que você achou do desfecho, leitor? Mais: o que espera do desenrolar do caso, não mais na esfera policial, mas na jurídica? Qual deve ser o castigo dos acusados pelas mortes, caso condenados?

foto Paulo A. Tibério / O LIBERAL

27.1.09

Caiu na rede, é de todos

Um fenômeno totalmente novo vem alavancando a pirataria de CDs e DVDs, informa o Caderno L do LIBERAL desta terça-feira: o lar, doce lar, hoje equipado com computador que, por sua vez, consegue, de um inocente quarto, baixar um filme, uma música ou uma coletânea, sem se gastar um tostão.

Trata-se de um procedimento à margem da lei, afinal não se pagam direitos autorais do artista e de toda a estrutura que há por trás dele, mas contra o qual a fiscalização é quase uma utopia. No mundo sem fronteiras da Internet, como impedir que se compartilhem cópias da nova temporada do "Lost" ou a música da Madonna? Difícil responder.

Eis uma discussão pertinente. E não adianta criar projetinhos de lei como o do senador Eduardo Azeredo (PSDB) tentando cercear a liberdade na rede mundial. Por mais que se façam leis proibitivas, será difícil (senão impossível) barrar a transação de informações (seja em texto, áudio ou vídeo) através da web.

Não adianta regulamentar o presente com vistas para o passado. É preciso entender (para depois regulamentar) uma nova era, em que a informação flui com a rapidez de um clique.

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Você confia nos convênios médicos?

Matéria publicada no suplemento "Seu Dinheiro", do LIBERAL desta terça-feira, aponta os vários dribles que muitos planos de saúde aplicam em seus clientes. Dribles que consistem em cobranças que não encontram respaldo à luz da lei, por exemplo, sobre mecanismos de cura que os convênios dizem ser próteses (e não são) ou pelo parto do feito pelo médico que acompanhou toda a gravidez da gestante.

A reportagem é um alerta, baseada na análise técnica do advogado José Almir Curciol. Aqui na blogosfera, o assunto é aberto à discussão. Com a sua participação. Você, caro leitor, sente-se bem atendido pelo seu convênio médico? Já teve de esperar demais para agendar uma consulta? Já foi mal atendido pelos plantonistas? Já se sentiu lesado pelas várias formas de contenção de exames e tratamentos?

PS Para ouvir comentário sobre o assunto que faço na rádio VOCÊ (AM 580) nesta terça, clique em CONVENIOS.MP3, abaixo.

CONVENIOS.mp3

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25.1.09

Teto cai, tranca-se a porta

O LIBERAL impresso deste domingo revela que as prefeituras da RPT (Região do Pólo Têxtil) só fiscalizam os prédios de templos religiosos quando estes pedem alvará ou quando há reclamação (de vizinhos, por exemplo). Ou seja, para os que existem à margem da lei, o Poder Público faz vistas grossas.

Por isso, vez ou outra, caem telhados e outros acidentes acontecem em locais sem nenhuma segurança para receber público. Eis uma triste mazela do Brasil, que não vale apenas para templos religiosos e lembra aquela máxima: depois que o ladrão entra, tranca-se a porta.

Reprodução

23.1.09

Só radar não basta

Uma carreta freia quando o motorista vê o radar escondido no canteiro central da SP-304, em Americana, perde o controle do veículo, atropela e mata um aposentado que trafegava de bicicleta no acostamento. Pergunta-se: para que servem os radares?

Se eles não são capazes de controlar a velocidade ao longo de toda a rodovia, por que existem?

Se eles ainda geram acidentes, através das freadas bruscas de quem os vê em cima da hora e tenta diminuir de subito a velocidade, podendo ceifar vidas, como ocorreu ontem em Americana, por que existem?

Se eles não conscientizam nenhum condutor, pois este geralmente mantém velocidade acima do permitido onde imagina não haver o aparelho, por que existem?

Se seu maior resultado é caçar dinheiro dos motoristas, que são flagrados nas horas mais suscetíveis à velocidade, em baixadas onde geralmente o carro "embala", por que...

Opa, está explicado por que existem. É muito mais lucrativo manter apenas esses espiões eletrônicos do que fiscalizar de fato as rodovias, não apenas com aparelhos, mas com policiais atuando contra abusos. E contra a morte.

Mas, você, leitor, o que acha?

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A semana, em áudio

Um resumo da semana comentado em áudio, para a Rádio VOCÊ (AM 580). Clique em "comenta.mp3", abaixo, ouça e deixe sua opinião.

COMENTA.mp3

21.1.09

Dinheiro é vendaval na política

Em plena época em que o poder público fala em economia em todo o mundo, a Câmara de Santa Bárbara parece querer gastar. Na sessão de ontem, liberou os limites de gasto para telefone, uso do carro oficial e fotocópias.

O projeto é de autoria do presidente do Legislativo, Anízio Tavares (DEM), e recebeu voto contrário apenas do vereador Raimundo da Silva Sampaio (PSDB). Todos os outros votaram a favor, ou seja, autorizando a gastança. São eles: Ademir José da Silva (PT), Antonio Carlos Ribeiro (PDT); Carlos Alberto Portella Fontes (DEM), Cláudio Peressim (PDT), Danilo Godoy Lourenço (PSDB), Ducimar de Jesus Cardoso (PR), Erb de Oliveira Martins (PPS),
Fabiano Washington Ruiz Martinez (PDT), José Luis Fornasari (PPS) e Laerte Antonio da Silva (PSDB).

Dizem os favoráveis ao projeto que, durante três meses, haverá monitoramento para evitar excessos. Mas a explicação já é uma contradição. Ora, se não precisava gastar demais, por que liberou geral? Por que não se mantiveram os tetos que havia, impedindo que se gastasse além da conta?

Na verdade, trata-se de um deboche contra o cidadão barbarense, que precisa suar a camisa para ganhar seu salário e deixar boa parte dele para os impostos que bancam salários e benefícios dos políticos. Um escárnio à representatividade.

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20.1.09

O céu é o limite do absurdo

Só pode ser gozação o fato de a Igreja Renascer estar dizendo que o desabamento do teto em templo paulistano, que matou 9 pessoas, é um "desígnio celeste". Pior é saber que há fiéis acreditando nessa forma grotesca de fugir à responsabilidade pela tragédia.

Ora, igrejas evangélicas se multiplicam pelo Brasil, ocupando salões velhos de antigos cinemões ou teatros, muitas vezes com infraestrutura duvidosa e, para piorar, raramente são fiscalizadas pelo Poder Público.

Está mais que na hora de o Brasil começar a encarar a multiplicação dos templos religiosos como algo digno de ser fiscalizado, como qualquer outra atividade comercial o é. Além de muitas dessas agremiações abusarem da fé alheia, prometendo milagres em troca de dízimos, agora está virando risco de vida frequentá-los.

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18.1.09

Amém, Obama!

"Enquanto eu estou aqui hoje, o que me dá a maior esperança não são as pedras e o mármore que nos cercam hoje, mas o que preenche o espaço entre elas. Que são vocês --americanos de todas as raças, regiões posições sociais que vieram aqui porque acreditam no que este país pode ser e porque vocês querem nos ajudar a chegar lá. (...) Se nós pudermos reconhecer a nós mesmos uns nos outros e nos unirmos todos --democratas, republicanos, independentes, latinos, asiáticos e nativos americanos; negros e brancos, gays e heterossexuais, deficientes e não deficientes-- então não apenas nós restauraremos a esperança e a oportunidade em lugares que ansiavam por essas duas coisas, mas talvez nós poderemos aperfeiçoar nossa união nesse processo".

São palavras que acabam de ser proferidas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, em evento que antecede a posse, que acontecerá no dia 20 próximo. O discurso no sentido de aceitar e unir as diferenças, num país de história racista e de muitas intolerâncias, é uma melodia deliciosa aos ouvidos do mundo, principalmente depois dos dois monstruosos mandatos de George Walker Bush.

Que suas palavras ecoem aos quatro cantos do planeta, presidente Obama! E toquem corações e espíritos.

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Burro, muito burro demais

Além do Big Brother Brasil, o plim-plim estréia nesta semana mais uma obra da fantasiosa Glória Perez, que certamente vai massacrar com estereótipos a realidade indiana (em "América", ela resumiu o interior de São Paulo a festas de peão e pessoas dançando à la Texas). E conseguirá, mesmo com um arsenal de "licenças poéticas" (não seria uma distorção irresponsável e emburrecedora da realidade?), arrebanhar adeptos dos costumes novelescos: roupas indianas em alta, por exemplo.

Eis um exemplo do poder da telinha mágica, que consegue ditar a agenda de discussões e de costumes. Já se começou a falar em BBB por todos os cantos do País (inclusive os jornais impressos, ainda guardiões da maior qualidade jornalística, muitas vezes exageram e penduram seu noticiário no programa animado pelo bozo global, Pedro Bial). A novela completará a "embriaguez", ditando várias tendências em vitrines, que muitos vão consumir, como se fosse a coisa mais chique, afinal, está na novela.

"Ô, Cride, fala pra mãe que tudo o que a antena captar meu coração captura", lembrando a letra dos Titãs, que permanece condizente com a realidade.

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16.1.09

Há esperança para os homens?

A semana termina horrenda. Com o pior crime da história de Americana, que ceifou a vida de duas inocentes crianças, além das de seus pais, de forma brutal. “Por quê?”, todos perguntam. Como é possível? Como pode um ser humano estrangular duas pequeninas vidas, sufocando-as até a morte, jogando-as em seguida numa vala, como se fossem entulho? Como pode? Como conseguem ter tal sangue frio?

A cidade acorda nesta sexta-feira em luto e com uma dúvida: há esperança nessa espécie bípede e arrogante, capaz dos atos mais mórbidos por dinheiro, poder e até prazer? Espécie em que filha manda matar pai com pancadas de ferro na cabeça, como no caso Richthofen; pai sufoca a filha e depois a joga pela janela, como no caso Nardoni. E tantas outras atrocidades cometidas em massa, como a invasão de Israel sobre a Faixa de Gaza, que já ceifou a vida de mais de duas centenas de crianças palestinas.

Há esperança?

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A toga afaga o crime

Depois da notícia horrenda do pior crime cometido em Americana, segundo palavras do próprio delegado responsável, chega outra informação desoladora: o desembargador Pedro Luiz Aguirre Menin suspendeu o andamento da ação penal contra Lindemberg Alves, que matou sua ex-namorada após torturá-la por 100 horas num prédio de Santo André.

O motivo? Dizem os advogados do garoto assassino que sua defesa foi "cerceada". Então, o juiz, que acatou o pedido, suspendeu todo o processo até o julgamento do recurso de Lindemberg. Agora, em vez de ser julgado em maio deste ano por júri popular, Lindemberg só deve enfrentar o tribunal em 2010 - e já não se sabe mais se em júri popular, pois um recurso que pede anulação de todo o processo ainda será julgado.

Ora, será que a Justiça brasileira tem alguma dúvida sobre a culpa do garoto, que atirou em sua namorada e em sua amiga? Se não tem (assim como todo o Brasil não tem), por que aceitar apelações que alegam "cerceamento de defesa"? Que cerceamento? Haveria algum fantasma assassino dentro do apartamento que a defesa está sendo impedida de encontrar para livrar a cara de Lindemberg?

Eis um País que afaga o crime. Durante o sequestro, a polícia poupou a vida a vida do criminoso, mesmo podendo acertá-lo em vários momentos em que apareceu na janela. Agora, a Justiça poupa seu julgamento e arrasta sua condenação. Eloá está morta. E viva a impunidade!

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15.1.09

BBB9: comentário em áudio

Meu comentário na rádio VOCÊ (AM 580) sobre o Big Brother Brasil 9. Para ouvir, é só clicar em BBB9. mp3, abaixo.

BBB9.mp3

14.1.09

BBB 9: acabou o senso crítico?

O que faz uma emissora de televisão repetir por nove anos a mesma fórmula de um programa que não tem nada além de bisbilhotice sobre a vida alheia, e ainda ter audiência e anunciantes?

Um programa que se estende por meses, com várias entradas ao longo da programação, que consegue ainda servir de pauta para o jornaslismo da própria emissora e, mais, de outras mídias, que repetem, repetem e repetem reportagens sobre ele?

Será que o Big Brother é tão bom assim? Ou são os telespectadores que perderam o senso crítico?

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Ironia e redundância

A Câmara de Americana está querendo criar uma comissão para acompanhar as licitações abertas pela Prefeitura da cidade, o que nos sugere duas situações: trata-se de uma enorme redundância ou de ironia.

Redundância considerando que já é obrigação de todo vereador fiscalizar não só as licitações como toda a conduta da coisa pública por parte do Executivo. E ironia porque, apesar de ser obrigação, as últimas legislaturas têm mostrado exatamente o contrário: vereadores feitos vaquinhas de presépio diante do Executivo, como no caso da aprovação da gambiarra para manter funcionários no DAE, que acabou barrada na Justiça, no final do ano passado, uma vergonha para os dois poderes (Legislativo e Executivo).

Não precisa criar comissão para vereador ser vereador. Basta seguir o que já é obrigação: fiscalizar os atos do prefeito, em vez de lhe pedir cargos.

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Por que Diego

Wilson, meu caro, perdoe-me pela demora na resposta sobre a boa provocação (postada no meu perfil) que você faz acerca das eleições em Americana. Primeiro, agradeço suas palavras sobre o Blogna, do qual tento fazer um espaço sempre aberto às discussões sobre fatos, evitando a boataria típica do meio virtual. Elogio de uma pessoa culta como você é muito benvindo.

Mas vamos à sua interessante colocação. Por que teria vencido o jovem Diego De Nadai à Prefeitura de Americana? Longe de querer ter a resposta, aproveito sua pergunta para me dar ao direito de divagar sobre o que penso. Antes de tudo, concordo com sua forma de interpretar a disputa: qualquer um dos quatro principais candidatos poderia, sim, ter levado esse pleito, na minha opinião também. E por que deu Diego?

Bom, é fato que Mentor, que carregava a imagem de Tebaldi, inclusive com sua filha na campanha, não conseguiu fazer no grande reduto tebaldista (a região do Zanaga) votos suficientes para briga. Erich teve o próprio Tebaldi no palanque, com direito a lágrimas nos olhos do velho líder no último comício, o que pesou muito. Diego cresceu na região menos sensível ao legado de Tebaldi, o Centro, e ali tirou a pequena diferença que o fez vitorioso. Omar ganharia, na minha opinião, se a campanha tivesse mais algumas semanas, pois vinha numa crescente suave mas vigorosa. Pesou contra Omar duas coisas, em minha ótica: a indefinição sobre a legalidade de sua candidatura (o que também deixou o leitor indefinido) e um vice com uma história política tão diferente.

A baixaria que tomou conta com panfletos apócrifos e as mais absurdas teorias no boca-a-boca também pesou, principalmente contra Sardelli e Mentor (ouvi isso de ambos). Mas seria suficiente para derrubar as candidaturas? Penso que não. Aliada à figura de Diego, havia uma forte imagem de renovação e juventude, diante de uma cidade com figuras há duas décadas no poder. Lembremos que Sardelli colou em Erich, ou seja, apontando uma certa "continuidade". E Mentor colou na imagem de Tebaldi, idem no quesito de volta ao passado.

Na soma desse quadro, o voto útil de última hora, na minha modesta opinião, migrou para Diego. Agora, gostaria da sua opinião. E dos companheiros todos da blogosfera.

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12.1.09

Onde está o IPVA?

Escrevi no LIBERAL impresso sobre essa dúvida: onde está o dinheiro do IPVA que pagamos todo ano? Fazendo uma conta por cima, se os 3 milhões de carros vendidos em 2008 fossem modelos do popular Gol valendo R$ 30 mil cada e se todo os Estados cobrassem 2% de IPVA (SP cobra 4%), seriam quase R$ 2 bilhões aos cofres públicos apenas com carros zero quilômetro.

Mas, onde está investido tanto dinheiro? Nas rodovias? Não, pois para se ter qualidade é preciso pagar pedágio. Na saúde? Não, pois para ser bem atendido, nem convênio tem resolvido muito. Na educação? Não, pois estão aprovando até semianalfabeto já que agora é proibido repetir. Na segurança? Também não, pois cada vez mais precisamos de serviços particulares para nos sentir minimamente protegidos.

Então, onde está o dinheiro? O gato comeu? Você tem alguma idéia, caro leitor?

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8.1.09

200 crianças destroçadas

Alguém ainda acha que não é terrorismo matar ao menos 200 crianças numa campanha cega de ódio sem fim na Faixa de Gaza?

E o que dizer da fala do líder do governo de Israel, segundo o qual as crianças palestinas morrem porque não são cuidadas pelo seu povo, como se crianças não fossem inocentes criaturas, independente da etnia, sempre merecedoras do zelo de qualquer ser humano.

Meu comentário para a rádio VOCÊ (AM 580) nesta quinta-feira está "linkado" abaixo e, para ouvir, basta clicar em "Crianças"

CRIANCAS.mp3

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7.1.09

O "jeitinho" na Câmara

O comentário desta quarta, na rádio VOCÊ (AM 580), sobre o vergonhoso "drible" nos gastos da Câmara de Americana, revelado pelo jornal O LIBERAL, ontem e hoje. Clique em "Ricupero" e ouça. Comente à vontade.

RICUPERO.mp3

6.1.09

Ave, Odorico

Uma mixagem das falas dos nossos políticos, principalmente nas câmaras da RPT (Região do Pólo Têxtil), que foram ao ar na rádio VOCÊ (AM 580) no ano passado. A compilação é de João Turquiai, âncora do programa "Repórter 580" e coordenador de Jornalismo da rádio, com quem tive o prazer de dividir bancada comentando muitas dessas falas, coroadas com o troféu Odorico Paraguaçu. Clique em Mix2008 para ouvir.


MIX2008.mp3

Convênios são parâmetros?

A equipe que passa a comandar a Saúde pública de Americana, anunciada ontem pelo prefeito Diego de Nadai, promete um serviço comparável ao que é praticado nos convênios médicos particulares. A promessa inspira duas interpretações, uma boa, outra nem tanto.

A boa é que, considerando que o atendimento particular tem uma tradição de superioridade em relação ao praticado nos hospitais municipais, estaduais ou federais, o nível subirá. Mas, será mesmo?

A interpretação ruim se baseia na situação do atendimento de muitos convênios médicos, cujas empresas mantenedoras estão cada vez mais preocupadas com a quantidade de conveniados, fato que faz despencar a qualidade.

Filas de espera em prontos-socorros e agendamentos longos para consultas não são mais uma realidade apenas do serviço público, mas também dos convênios particulares. No ano passado, O LIBERAL revelou que marcar uma consulta com um mesmo médico chegava a demorar cinco meses via convênio, mas havia horário para o dia seguinte se fosse pago.

Você, o que acha, leitor?

PS: Para ouvir o comentário, que faço hoje na rádio VOCÊ (AM 580), basta clicar em "Comentário", abaixo.

COMENTARIO.mp3

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3.1.09

Israel massacra. O mundo se acovarda

O ano começa com uma afronta à humanidade: o governo do povo que já foi vítima de um dos maiores algozes da história, protagonista do holocausto, resolve protagonizar uma carnificina movido por um sentimento de preconceito parecido com o do monstro ariano.

O ataque de Israel à Faixa de Gaza não é guerra, é pior que isso. Também não é revide a ações de grupos radicais (que há em ambos os lados), pois estão sendo destroçadas vidas de crianças e velhos totalmente inocentes e alheios ao interminável ódio (estimulado por religiões de ambos) entre judeus e palestinos. Trata-se de um genocídio inaceitável.

Para piorar, o mundo se cala diante da aberração. Barack Obama diz que ainda não é presidente, por isso não irá condenar o velho aliado americano. A ONU (Organização das Nações Unidas) finge-se de morta, se é que não bateu com as botas mesmo desde que teve de engolir Bush invadindo o Iraque praticando um genocídio parecido.

Condenar Hitler é obrigação da história. Mas, aos humanos de hoje, deveria ser obrigação repudiar quem mantém ódios, preconceitos e intolerâncias parecidos com os do füller. Mais condenável ainda, para não dizer irônico, é que justamente o povo que foi vítima do nazismo hoje é agente do massacre.

Eu comento sobre isso no LIBERAL impresso deste domingo. Aqui, você pode deixar sua opinião.
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