Só o Portal revolta?
Depois da solução do pior crime da história da cidade, a semana termina com uma polêmica em Americana em torno de duas estátuas que são parte de um portal construído em entrada do município e que estão, digamos, “acima do peso”.Ontem, a discussão chegou à Câmara, onde os vereadores eleitos e pagos para representar a população perderam 40 minutos com o caso e aprovaram um requerimento pedindo que a Prefeitura altere a obra.
Goste-se ou não dele, o portal foi construído com dinheiro de uma emenda apresentada por um deputado (a Prefeitura entrou com uma contrapartida de 23% do valor total). Se houver alteração por parte da atual Administração Municipal, conforme quer a Câmara, a população da cidade estará pagando pelo serviço.
Discutir gosto é como andar na areia movediça. O que intriga é a priorização do debate. As estátuas do Portal conseguem revoltar parte da população e também os representantes dela no Legislativo, mas o ar fétido da cidade não revolta. O ribeirão podre que corta a área central cheio de fezes e química não revolta. O trânsito caótico e prestes a parar não revolta. A represa em que nem água se vê, pois há só aguapé e a orla está destruída, não revolta. Nem as filas na saúde, os buracos no asfalto, as redes podres de água que estouram constantemente.
Ora, queremos uma Americana apenas com um belo portal ou com capacidade para manter a qualidade de vida conquistada ao longo de mais de um século?
imagem Paulo A. Tibério / O LIBERAL



Um fenômeno totalmente novo vem alavancando a pirataria de CDs e DVDs, informa o Caderno L do LIBERAL desta terça-feira: o lar, doce lar, hoje equipado com computador que, por sua vez, consegue, de um inocente quarto, baixar um filme, uma música ou uma coletânea, sem se gastar um tostão.







Depois da notícia horrenda do pior crime cometido em Americana, segundo palavras do próprio delegado responsável, chega outra informação desoladora: o desembargador Pedro Luiz Aguirre Menin suspendeu o andamento da ação penal contra Lindemberg Alves, que matou sua ex-namorada após torturá-la por 100 horas num prédio de Santo André.







