O bombom e o pedágio
Perguntei no post anteior o que é pior: lei radical que não evita bêbado impune nas rodovias ou pedágios que sobem de forma absurda?Um leitor anônimo dá uma resposta interessante, fazendo uma outra pergunta: para que o nosso Estado de São Paulo cobra 4% de IPVA dos proprietários de veículos, se apenas 2% vão para o município? E os outros 2%, vão para onde, já que existe praça de pedágio a cada 30 quilômetros?
A pergunta do leitor é pertinente e aponta para um grave problema no sistema de rodovias paulistas: a bitributação que os pedágios trouxeram ao contribuinte, ou seja, uma nova cobrança para se poder trafegar, que se soma aos impostos que já pagamos para manter as vias conservadas.
Assim, fica fácil aos governadores deste Estado (os tucanos, que inventaram o sistema de pedágio e desde então se revezam no poder no Palácio dos Bandeirantes) bater no peito e dizer que São Paulo tem as melhores estradas do País. Ora, a custa de um preço astronômico bancado pelos próprios motoristas. Preço que gerou uma incoerência risível: é mais barato cruzar o Estado em um pequeno avião do que ter de pagar os pedágios para circular nas rodovias.
Tal qual a lei seca que pode levar para a cadeia até quem comeu um inofensivo bombom com licor, os pedágios paulistas são a cara de um País que é cômico, para não dizer trágico.
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