Globo da morte
Um carro estacionado, aparentemente inofensivo, mas que pode explodir um quarteirão. Ou um simples cidadão que, munido de um cinto de explosivos, pode tirar a própria vida e levar consigo outras tantas vítimas inocentes.
Um carro estacionado, aparentemente inofensivo, mas que pode explodir um quarteirão. Ou um simples cidadão que, munido de um cinto de explosivos, pode tirar a própria vida e levar consigo outras tantas vítimas inocentes.
Se Freud estiver certo -e este blogueiro crê, do fundo de sua ignorância psicanalítica, que ele acertou em cheio ao analisar o comportamento humano sob o ângulo sexual-, o Brasil é muito bem resolvido ao menos no que tange a Eros e Afrodite.
Engraçado o Brasil. Aqui os governos se acham no direito de ter uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta, além do maior dos juros, e ainda pensam que atender o cidadão é um favor.
Gregório de Matos, lá pelos idos de 1600, mostrou genial inconformismo com a efemeridade da vida ao dizer "Nasce o sol e não dura mais que um dia / Depois da luz segue a noite escura / Em tristes sombras, morre a formosura / Em contínuas tristezas, a alegria / Porém se acaba o sol por que nascia? / Se formosa a luz é por que não dura? / Como a beleza assim se transfigura / Como o gosto da pena se fia? / Mas no sol, e na luz, falte a firmeza / Na formosura não se dê constância / E na alegria sinta-se tristeza. / Começa o mundo enfim pela ignorância / E tem qualquer dos bens por natureza / A firmeza somente na inconstância."
Quando eu era criança, ouvia sempre um jargão que apontava duas saídas para o Brasil: Cumbica e Galeão. Na época, avião também era transporte para quem tinha dinheiro, como continua sendo hoje (apesar das barrinhas de cereais, que baratearam alguns vôos, e dos terríveis motores "mil", que popularizaram o veículos terrestres zero quilômetro). Mas, ao menos, havia avião decolando (e na hora marcada) para quem pudesse voar.
A Câmara de Nova Odessa, a mesma que subiu seus próprios salários na semana passada em índice muito acima da inflação, deu um bom exemplo nesta segunda-feira, 18. Além de protagonizar um ato de independência diante do Executivo, permitiu que a cidade tenha uma lei de vanguarda.
Eles chegaram em algumas famílias e tomaram a terra. Era março do ano passado. Lembro que o fotógrafo Paulo Tibério chegou à redação do LIBERAL agitado, já era noite e eu preparava o desenho da capa. Ele me dizia que tinha boas fotos, imagens que acabaram ilustrando a manchete garrafal: INVASÃO.
Chegamos a uma situação em que não se pode mais sonhar em ter estradas minimamente dignas de se trafegar sem pagar pedágio no Brasil. Mesmo considerando que já pagamos muitos impostos e que o pedágio é mais uma taxa.
Americana entrou mesmo na era dos arrastões de veículos. Só neste feriadão, foram mais de seis carros por dia roubados ou furtados, uma orgia para os criminosos que totalizou 32 veículos "empacotados" entre quinta e domingo. Derrota retumbante das forças policiais.
Alarmante a informação que está na manchete do LIBERAL deste domingo: por conta de uma única invasão, em poucos meses dobrou o índice de favelização de Americana. O Poder Público vinha tendo sucesso nessa área graças a um programa de mutirão que reurbanizou grande parte da maior das favelas da cidade, mas a recente invasão é um retrocesso enorme.
Nos anos 70, uma das capa do Estadão que foi censurada pelo regime militar trazia como informação principal que um ministro divergiu do presidente Médici e reununciou ao cargo. A manchete teve de ser trocada para uma "outra forma" de ser ver o fato: o presidente Médici apenas estava nomeando um novo ministro, nada de divergências.
Paris Hilton é herdeira de um império. Nada menos que toda a rede de hotéis Hilton espalhada pelo mundo. Mas, Paris Hilton está presa numa cadeia de Los Angeles. Por que matou alguém? Não, porque dirigiu embriagada.
Os vereadores de Americana agora terão notebook pago pelo dinheiro público. Depois do aluguel do prédio que custa R$ 29 mil e do bem provável aumento das verbas de gabinete, agora chega mais um presente para os representantes do povo. O mais interessante de tudo é a alegação presidente da Casa, Marco Antonio Alves Jorge (PDT). Ele garante que a compra dos aparelhos vai possibilitar economia à Câmara, mesmo sem saber ainda quanto vai custar.