29.6.07

Globo da morte

Um carro estacionado, aparentemente inofensivo, mas que pode explodir um quarteirão. Ou um simples cidadão que, munido de um cinto de explosivos, pode tirar a própria vida e levar consigo outras tantas vítimas inocentes.

Eis a ótica do terrorismo: a tragédia surpresa feita por quem não teme perder a própria vida, desde que possa morrer matando muitos. Pior que isso, mesmo quando não há a ação, paira no ar o medo constante de que, ao virar a esquina, tudo pode ir para os ares.

Se antes havia as guerras mundiais, aparentemente latentes após o fim da Guerra Fria, hoje o terror põe o mundo civilizado em xeque. Depois da queda das Torres Gêmeas, Nova York tirou do dicionário a palavra "tranqüilidade". Londres, que já foi alvo do terror, acordou nesta sexta-feira ainda mais ciente de que o pior pode acontecer, a qualquer momento.

Culpa dos radicais de narizes grandes e sem olhos azuis - como pensaria Bush? Não. O problema é mais complexo. A idéia de que o ser humano pudesse conviver além de fronteiras, culturas e credos esfacelou-se ao extremo. A potência imperialista norte-americana subjulgou o Oriente Médio e fez dele um quintal a ser explorado. Isso depois de a Europa ter feito da África um laboratório de conflitos.

A resposta está aí. Criaram-se monstros capazes de seguir uma causa absurda: dar a própria vida pelo pavor dos que têm a sorte de habitar o topo do mundo. Assim, nivelam-se todos por baixo, fazendo do planeta um globo da morte.
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28.6.07

Freud explica o Brasil

Se Freud estiver certo -e este blogueiro crê, do fundo de sua ignorância psicanalítica, que ele acertou em cheio ao analisar o comportamento humano sob o ângulo sexual-, o Brasil é muito bem resolvido ao menos no que tange a Eros e Afrodite.

É que pesquisa feita pelo instituto Harris Interactive indica que os brasileiros têm, em média, 145 relações sexuais por ano, perdendo apenas para os gregos, que transam 164 vezes. E não é nenhuma vergonha perder para a Grécia, país dos deuses descritos acima, que deixou ao mundo um legado riquíssimo de culto ao corpo, à beleza, sem moralismos para o prazer.

Ao menos em relação às relações, o Brasil está no alto do pódio, literalmente junto ao Olimpo. E, voltando a Freud, talvez isso explique o fato de os brasileiros serem, apesar de todas as dificuldades da política, da economia, da educação, um povo feliz, hospitaleiro, criativo.

Afinal de contas, depois de uma boa noite de amor (principalmente no sentido verbal, do "fazê-lo"), quem não enfrenta melhor o dia seguinte? Depois de 145, então...

27.6.07

No chão

Engraçado o Brasil. Aqui os governos se acham no direito de ter uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta, além do maior dos juros, e ainda pensam que atender o cidadão é um favor.

Passei no último sábado por duas ruas de Americana (Presidente Vargas e Fortunato Faraone), ambas rasgadas por valas devido a serviços da Prefeitura. No domingo, continuavam lá. Na segunda e terça, idem. A cada dia, as fendas ficavam mais fundas, para azar dos motoristas. Sequer sinal de trânsito havia para alertar sobre o perigo de se avariar um pneu ou a suspensão do veículo. Ou até sobre um acidente com vítimas.

Façamos um raciocínio sobre o que significam essas valas, que são comuns e sempre demoram a ser cobertas por remendos asfálticos. A Prefeitura -geralmente, o DAE- vai lá, quebra o asfalto, faz o serviço no subsolo, mas não refaz o asfalto que quebrou. Isso fica para outra equipe, responsável pela camada asfáltica, passar por lá, quando o cronograma permitir (geralmente dias ou semanas depois). É como se você, cidadão, cortasse a grama e podasse as plantas do seu jardim, jogasse tudo no meio da rua, deixando para recolher uma semana depois. Ou, ao pintar seu portão, deixasse as latas de tinta e os pincéis no meio da calçada, para pegar quando lhe fosse mais cômodo.

Será que é difícil entender que a rua é uma via de passagem de veículos que deve ser preservada constantemente segura para o tráfego, porque já pagamos impostos mais que suficientes para isso? Que a manter avariada significa risco de acidentes, além de danos materiais a quem já dá dinheiro demais ao erário?

Eis o que nos difere de alguns países da Europa, onde (a despeito de os motoristas estarem na quinta geração, como argumentou o diretor da Gama recentemente no LIBERAL, para justificar nosso atraso por estarmos ainda na terceira) o Poder Público, além de punir quem desrespeita as leis, faz sua parte mantendo as vias transitáveis. Até porque, lá, os motoristas processam as Prefeituras se caírem nesses buracos. E a Justiça não demora tanto a obrigar o ressarcimento dos prejuízos causados.

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25.6.07

Inconstância

Gregório de Matos, lá pelos idos de 1600, mostrou genial inconformismo com a efemeridade da vida ao dizer "Nasce o sol e não dura mais que um dia / Depois da luz segue a noite escura / Em tristes sombras, morre a formosura / Em contínuas tristezas, a alegria / Porém se acaba o sol por que nascia? / Se formosa a luz é por que não dura? / Como a beleza assim se transfigura / Como o gosto da pena se fia? / Mas no sol, e na luz, falte a firmeza / Na formosura não se dê constância / E na alegria sinta-se tristeza. / Começa o mundo enfim pela ignorância / E tem qualquer dos bens por natureza / A firmeza somente na inconstância."

Começar uma nova semana após a última que se foi tão rapidamente faz lembrar o genial "Boca do Inferno", crítico feroz das hipocrisias sociais do Brasil colônia, que pouco mudou em relação às mazelas do poder. O que diria Gregório de Matos da política de hoje? E do tempo de hoje, que parece andar ainda mais rapidamente que no século 17?

Se, na época, o problema era o moralismo exacerbado do clero e a roubalheira dos políticos -que permanecem, diga-se-, hoje se fala também em aquecimento global e até as flores dos ipês aqui em nossa região estão ameaçadas, como revelou O LIBERAL de ontem. O tempo coloca em xeque as cidades litorâneas, que o mar ameaça engolir. Os ursos polares morrem, com o derretimento das geleiras.

O mesmo ser humano que irritava o Boca do Inferno por problemas localizados na Bahia colonial está acabando com todo o planeta hoje em dia. E parece que o tempo capitalista selvagem, que nos obriga a produzir e consumir em série sem sequer raciocinar, não permite mais penas afiadas como a que outrora havia. Pena de quem escreveu, por exemplo: "Que falta nesta cidade? / Verdade. / Que mais por sua desonra? / Honra. / Falta mais que se lhe ponha? / Vergonha."

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21.6.07

Sem saídas

Quando eu era criança, ouvia sempre um jargão que apontava duas saídas para o Brasil: Cumbica e Galeão. Na época, avião também era transporte para quem tinha dinheiro, como continua sendo hoje (apesar das barrinhas de cereais, que baratearam alguns vôos, e dos terríveis motores "mil", que popularizaram o veículos terrestres zero quilômetro). Mas, ao menos, havia avião decolando (e na hora marcada) para quem pudesse voar.

Hoje, aeroporto -que antes chegava a ser local de um estranho lazer, já que muitos iam até eles apenas para ver aeronaves subindo e descendo- virou sinônimo de martírio. As cenas são deprimentes desde o ano passado: filas, pessoas dormindo em bancos ou pelo chão, irritação, brigas, dúvidas, dúvidas, dúvidas.

O Brasil, que já se dizia não ir para frente duas décadas atrás, na minha infância, agora nem as ditas saídas tem mais. Nem Cumbica, nem Galeão, nem nada. Ou seja, mesmo os que desistem dessa pátria amada, salve, salve, para tentar a vida em algum outro lugar da esfera azul terão de amargar uma despedida ingrata, bem no aeroporto.

Lembrando o regime militar (e atualizando a frase de então), Brasil, ame-o ou tenha paciência.

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19.6.07

Nada de bichos

A Câmara de Nova Odessa, a mesma que subiu seus próprios salários na semana passada em índice muito acima da inflação, deu um bom exemplo nesta segunda-feira, 18. Além de protagonizar um ato de independência diante do Executivo, permitiu que a cidade tenha uma lei de vanguarda.

Trata-se da proibição do uso de animais em atividades circenses, projeto do vereador Cláudio José Schooder (PDT). A Câmara já havia aprovado a lei, mas o prefeito Manoel Samartin (também PDT) vetou. Nesta segunda, o Legislativo derrubou o veto, mantendo a vigência da lei.

É salutar que legislações do tipo, que já existem em metrópoles como São Paulo, cheguem à região. A utilização de animais em circos, apesar de aparentemente simpáticas no picadeiro, é resultado de muito sofrimento no "aprendizado", para que o bicho passe a fazer malabarismos ou imitar os costumes humanos. Só para citar uma das muitas crueldades, elefantes aprendem a "dançar" porque são colocados em uma chapa quente ao som de uma música que, repetida no picadeiro, os faz lembrar o trauma da queimadura e levantar as patas.

Isso está longe de configurar qualquer tipo de arte ou lazer. Tampouco tradição, como muitos tentam justificar as horrendas touradas na Espanha. Maltratar animais, criaturas indefesas, é das atitudes mais covardes do ser humano e não deve jamais justificar qualquer espetáculo.

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16.6.07

Agora, tá dominado

Eles chegaram em algumas famílias e tomaram a terra. Era março do ano passado. Lembro que o fotógrafo Paulo Tibério chegou à redação do LIBERAL agitado, já era noite e eu preparava o desenho da capa. Ele me dizia que tinha boas fotos, imagens que acabaram ilustrando a manchete garrafal: INVASÃO.

Dias depois, o prefeito dizia que nada poderia fazer, por se tratar de uma área particular. Depois, a Justiça negava reintegração de posse ao proprietário do terreno. Hoje, a situação fugiu ao controle do prefeito, da Justiça e da cidade toda. Já passam de duzentas famílias, que duplicaram a favelização de todo o município.
Na última sexta-feira, um dono de um posto de combustível foi claramente ameaçado a continuar fornecendo água aos invasores, a um custo de R$ 500 mensais em sua conta. Preferiu ceder a ter prejuízos ainda maiores, já que os posseiros da área ocuparam até seu estabelecimento, fechando a entreda de seus clientes para um protesto".

Americana inteira está pagando o preço da leniência das autoridades. É um preço alto e ninguém sabe o quanto ainda poderá piorar.
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15.6.07

O preço dos pedágios

Chegamos a uma situação em que não se pode mais sonhar em ter estradas minimamente dignas de se trafegar sem pagar pedágio no Brasil. Mesmo considerando que já pagamos muitos impostos e que o pedágio é mais uma taxa.

Basta olhar o que acontece com Estados vizinhos de São Paulo, como Minas ou Rio, para se constatar. Já na divisa, a estrada afunila, os buracos aparecem, as faixas somem. No caminho para Parati, na Rio-Santos, a disparidade fica evidente; na rota das estâncias, para Minas, idem.

Então, foquemos a crítica em um ponto que parece ser mais "pé-no-chão": o preço dos pedágios. São caros, permitem lucros exorbitantes às operadoras e pesam demais no bolso do motorista, que, em geral, precisa dispensar mais dinheiro para o pedágio do que para o tanque de combustível (mesmo sendo a gasolina brasileira nada barata). Mais que isso: em geral, as estradas são cedidas à iniciativa privada após consertadas com dinheiro público. Lucro fácil.

Quando Geraldo Alckmin foi reeleito governador, prometeu diminuir o preço dos pedágios. Não o fez. José Serra acaba de assumir, continuando a dinastia tucana, e mais um aumento vem aí. Só se fala em diminuir pedágio em época de campanha eleitoral. Depois, esquece-se, numa aposta maquiavélica na falta de inteligência do eleitor. Está na hora de um basta. Nas urnas.

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12.6.07

Derrapada

Americana entrou mesmo na era dos arrastões de veículos. Só neste feriadão, foram mais de seis carros por dia roubados ou furtados, uma orgia para os criminosos que totalizou 32 veículos "empacotados" entre quinta e domingo. Derrota retumbante das forças policiais.

Não é e nem será um caso isolado. No mês passado, em plena luz do dia, sete carros foram levados em apenas duas horas. E no Centro da cidade! Prato cheio para as apólices de seguro dispararem.

Difícil é entender o fracasso da segurança pública. A cidade é extremamente urbanizada e concentrada, facilitando o controle do espaço. As saídas para rodovias são óbvias e inspiraram até cancelas recentemente. Mais: os pontos de roubos e furtos são mais que manjados. Mesmo assim, os bandidos dão goleada.

Não fosse este blogueiro respeitador dos direitos dos animais, por isso até vegetariano, proporia que voltássemos a utilizar carros de bois ou charretes, aproveitando o momento. Mas não é o caso de voltar no tempo. Precisamos, sim, de vontade e inteligência na esfera pública. Impostos já pagamos demais para ter a segurança merecida.

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10.6.07

Americana ocupada

Alarmante a informação que está na manchete do LIBERAL deste domingo: por conta de uma única invasão, em poucos meses dobrou o índice de favelização de Americana. O Poder Público vinha tendo sucesso nessa área graças a um programa de mutirão que reurbanizou grande parte da maior das favelas da cidade, mas a recente invasão é um retrocesso enorme.

Pior que isso é o descontrole da ocupação. Cada vez mais, os barracos se alastram e já nem se sabe ao certo quantos são hoje. As condições de vida dos que ali "moram" são precárias, não há saneamento básico, nem abastecimento de água, a energia elétrica é clandestina. E, até então, literalmente nada se fez para que uma solução apareça.

Assim, a Americana de tantas qualidade conquistadas ao longo de décadas se torna um convite apetitoso para o caos urbano. As favelas se somam aos retalhos de lotes que se tornaram moda nos chamados "loteamentos populares". E certamente não haverá estrutura para manter os altos índices de alfabetização, renda per capita, saúde ainda acima da média, violência relativamente controlada. Podemos virar a cidade dos pombais, além dos bois do asfalto, claro.

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7.6.07

Podres poderes

Nos anos 70, uma das capa do Estadão que foi censurada pelo regime militar trazia como informação principal que um ministro divergiu do presidente Médici e reununciou ao cargo. A manchete teve de ser trocada para uma "outra forma" de ser ver o fato: o presidente Médici apenas estava nomeando um novo ministro, nada de divergências.

O governo militar calou a imprensa e, para tanto, colocava capangas dentro de redações de jornais e revistas, quando não torturava e matava jornalistas. Por isso, era impossível denunciar falcatruas do poder. Era bem diferente de hoje, quando a mídia goza de uma liberdade muito maior no Brasil. E, bem diferente da manchete que o Estadão teve de mudar, as manchetes hoje são repletas de denúncias não apenas de divergências, mas de corrupção em praticamente todas as esferas de todos os tipos de poder.

A primeira impressão, tomando-se por base uma simples comparação da mídia de ontem e de hoje, é de que o País piorou. Mas, será? Não estaríamos aprendendo a viver a democracia, que permite aos meios de comunicação investigar e denunciar suspeitas, indícios e fatos obscuros? Não estaríamos evoluindo ao tornar público aquilo que, no passado, era escondido sob os tapetes dos milicos?

Afinal, se agora se sabe com muito mais facilidade e se hoje é possível, diferente dos idos da ditadura, escolher os nossos representantes, não estaria em nossas mãos o poder de se informar e decidir? A opinião é sua, caro leitor.

Bom feriado!

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5.6.07

A patricinha e nós

Paris Hilton é herdeira de um império. Nada menos que toda a rede de hotéis Hilton espalhada pelo mundo. Mas, Paris Hilton está presa numa cadeia de Los Angeles. Por que matou alguém? Não, porque dirigiu embriagada.

Dirigir embriagado é contra a lei. Lá, no País da socialite, e aqui, no Brasil. Mas há uma diferença que não está ao nosso favor. Aqui, a lei não sai do papel. Sequer há como fiscalizar os motoristas, para se ter uma idéia. Lá, fiscaliza-se. E, mais que isso, não adianta ser patricinha milionária.

Não, leitor. Não farei aqui apologia dos Estados Unidos. Longe disso. São o País que mais segregam no mundo e causam sofrimento de povos espalhados por essa esfera que está cada vez menos azul, graças a eles. Mas creio ser pertinente essa comparação. Paris Hilton está presa, enquanto tantos filhinhos de papai estão, neste momento, matando no trânsito brasileiro, certos de que não serão punidos - e não serão, mesmo.

Uma grande nação começa a existir quando as pessoas que a formam decidem viver civilizadamente, segundo regras de interesse comum e de respeito mútuo. Desrespeitá-las, portanto, significa arranhar o projeto de nação e, por isso, o infrator deve ser punido, para não reincidir no erro.

Acontece que, aqui no Brasil, infringir as regras é sinal de esperteza. É a velha "Lei de Gerson", presente na nossa publicidade (numa recente, a Fiat nos convida a ter "pura emoção" correndo feito loucos pelas ruas), na nossa dramaturgia, na nossa música, na nossa cultura. Mais que em tudo, na nossa política, entre os que elegemos para nos representar. Aqui, prendem-se os pobres otários para que os "espertos" reinem e matem à vontade.

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1.6.07

Notebook para quê? Você decide

Os vereadores de Americana agora terão notebook pago pelo dinheiro público. Depois do aluguel do prédio que custa R$ 29 mil e do bem provável aumento das verbas de gabinete, agora chega mais um presente para os representantes do povo. O mais interessante de tudo é a alegação presidente da Casa, Marco Antonio Alves Jorge (PDT). Ele garante que a compra dos aparelhos vai possibilitar economia à Câmara, mesmo sem saber ainda quanto vai custar.

Então, aqui no blog, vamos fazer uma enquente para que ninguém menos do que o financiador desses notebooks -você, leitor- opine sobre o que os parlamentares farão com eles:

( 1 ) Tarefa de casa. Eles poderão trabalhar também fora de seus gabinetes, já que o notebook, sendo portátil, possibilitará levar trabalho para casa. Assim, poderão prestar ainda mais serviços à cidade.

( 2 ) Mais correspondências. Já que a verba de gabinete deve aumentar, o notebook facilitará para que se escrevam mais cartas, quem sabe até visando o que acontecerá em outubro do próximo ano.

( 3 ) Otimização de espaço. Considerando que o notebook é bem menor que um computador convencional, os novos gabinetes, que serão quatro vezes maiores que os atuais, ficarão ainda mais espaçosos. E o metro quadrado, que é "mais barato" no novo prédio (mesmo com o aluguel custando quatro vezes mais), será melhor aproveitado para outras atividades.
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