A semana em três atos
Abaixo, três temas polêmicos para que o leitor escolha qual o mais exótico da semana e comente sobre ele.imagem sxc
Abaixo, três temas polêmicos para que o leitor escolha qual o mais exótico da semana e comente sobre ele.
Se a tocha olímpica vai passar por Americana apenas por duas horas e custará R$ 23 mil (até agora colocados nas costas do Poder Público Municipal), significa que o minuto olímpico do tal evento vale R$ 191,66. Apenas para a tocha passar em uma das 52 cidades que foram escolhidas (até politicamente) para recebê-la.
O debate eleitoral chegou cedo demais a Americana. Discursos acalorados, tanto do lado da oposição quanto da própria Administração, estão ofuscando a necessária gestão do interesse público, obrigação dos eleitos. Contribui para isso a mídia que faz o jogo político, em vez de se manter no seu papel de informar e deixar ao leitor/ouvinte/espectador a conclusão sobre os fatos.
Um jovem do Texas colocou a própria filha, de apenas dois meses, no microondas. Pego pela polícia, disse que estava fazendo tudo aquilo "seguindo ordens de Deus". Loucura? Certamente, porém nem tão nova diante das insanidades que se fazem em nome do "todo poderoso" pelo mundo afora.
A edição impressa do LIBERAL desta quinta-feira noticia que sete veículos foram furtados em um arrastão que demorou apenas duas horas, em plena área central e à luz do dia, em Americana. Um problema cada vez mais agudo e para o qual parece não haver solução entre os homens do poder político e policial.
Matéria publicada nesta terça-feira no LIBERAL impresso revela que a passagem da tocha dos Jogos Panamericanos por aqui custará aos cofres públicos R$ 23 mil. Pode parecer pouco considerando o orçamento de uma cidade como Americana e seus atributos sócio-econômicos, que inspiraram a vinda de tal tocha. Mas o caso é um pouco mais complexo.
Numa época em que a violência reina pelas ruas, deixar que 2.655 criminosos presos saiam em liberdade na região por conta do Dia das Mães (manchete do LIBERAL desta sexta-feira) parece um escárnio aos cidadãos de bem. Sim, eles têm esse direito garantido pela Constituição. Mas a Constituição também garante o direito dos honestos à segurança, à possibilidade de ir e vir, à sobrevivência digna.
O papa chega ao Brasil e a grande mídia usa como manchete o tema aborto. Estaria havendo uma polêmica entre o governo federal e a igreja católica, em que Lula estaria dizendo ser o aborto um tema de saúde pública enquanto a figura do papa, como há muitos séculos, condena veementemente a prática.
O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, ou IPCC, aponta pela primeira vez o que os vegetarianos sabiam há um bom tempo: deixar de consumir carne é também uma atitude de cunho ambiental. Entre as sugestões apontadas pelo IPCC, divulgado pela ONU, está a de comer menos carne vermelha, o que diminuiria a emissão de metano produzido pela infinidade de cabeças de gado criada no mundo. O metano é 22 vezes mais poluente do que o CO2.
O Brasil não sabe o que fazer com um jovem que, quando ainda era menor de idade, torturou, estuprou e matou. Apesar de já maior, ele estava até a última quarta-feira na ex-Febem (que, após tantos adjetivos ruins que o nome suscita, recebeu o eufemismo "Fundação Casa"), fugiu com a maior facilidade mas foi capturado. A Justiça, então, mandou colocá-lo numa unidade também da ex-Febem que ainda não está em funcionamento, mas a instituição é contra. Há quem diga que ele deveria ir para presídios de adultos. Só não há solução para o caso.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo e integrante da cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus, está quase conseguindo incluir templos religiosos entre os beneficiários da Lei Rouanet, criada em 1991 para dar incentivos à cultura no Brasil.