Nada é por acaso
Reza o ditado popular que, nessa vida, nada é por acaso.Na campanha de 1998, FHC era o candidato à reeleição e estava também para vencer no primeiro turno. E ele também passava por turbulência, pois acabava de ser acusado de ter comprado o Congresso (com o nosso dinheiro?) para que deputados aprovassem o projeto de (sua) reeleição.
Nessa vida, nada é por acaso, reza o ditado.
Os jornais, TVs e rádios, em 98 (excetuando uma tímida cobertura da "Folha de S.Paulo"), sequer deram espaço para a denúncia da compra dos deputados. A Globo nem debate quis fazer na época, diferente de hoje, quando põe o editor-chefe do "Jornal Nacional" convocando telespectadores.
Nessa vida, nada é por acaso, reza o ditado.
E neste ano, a mesma "Folha" que noticiou timidamente a compra de votos no Congresso dá como imagem principal da sua capa (edição São Paulo-SP, terça última) uma foto de divulgação, feita pela assessoria de imprensa do PSDB, com nada menos que FHC (o mesmo acusado de arquiteto da compra de votos, em 98) imponente, num palanque.
Nessa vida, nada é por acaso, reza o ditado.
E FHC, que de reza pouco entende - já perdeu uma eleição quando Boris Casoy o sacaneou ao questioná-lo sobre seu ateísmo-, do palanque da foto, usa todos os megafones da mídia para chamar o adversário do seu partido de "demônio". E dá-lhe manchete, em coro, da "Folha" e, mais ainda, de todos os outros jornalões!
Nessa vida, nada é por acaso, reza o ditado.
Muito menos os fatos, quando passam pela mágica da transformação em notícia.
(reprodução da imagem: "The Scream" - "O Grito", de Edvard Munch)




"A fé é fruto da alma, não do corpo". Essas palavras fazem parte de um texto do papa Bento 16 que está causando revolta entre islâmicos e até obrigou o Vaticano a reforçar a segurança, após ameaças.



