30.7.06

Reagir é preciso

"De uns tempos para cá, os bandidos estão muito abusados. Alguma providência precisa ser tomada para diminuir essa violência". A frase é de Renata Marques de Mello, que, indignada ao ver sua moto ser furtada na Praia Azul, em Americana, saiu em perseguição do ladrão.

As palavras da moça resumem o que quase todos os cidadãos de bem pensam. Sua ação escancara uma realidade lamentável: se a sociedade quiser ver recuperados seus bens roubados pela bandidagem, é melhor fazê-lo com as próprias mãos. Simplesmente porque as forças de segurança do Estado perderam o controle da situação há um bom tempo.

Vivemos uma guerra civil que já nem é mais disfarçada. O crime insulta a sociedade e não apenas rouba, tortura e mata. Já tem marca registrada como facção que age sob o mando de seus líderes mesmo encarcerados. Chega a fazer terrorismo tal qual víamos, de longe, no Oriente Médio. Mais: corrompe todas as esferas do poder público.

Renata correu risco ao perseguir o ladrão de sua moto. Mas, se não fizesse isso, certamente não a recuperaria nunca. Entretanto, o risco não está apenas em ações como a dela. Andar pelas ruas, cada vez mais, é um risco no Brasil –e também em nossa região, presenteada com o êxodo carcerário do Carandiru.

A sociedade precisa reagir. Talvez de forma um pouco diferente da corajosa motociclista, mas reagir. Fingir que tudo está sob controle e confiar na "segurança" do Estado significa esperar chegar a sua vez de vítima.

27.7.06

Vestibular nos políticos!

Lula vetou o desastrado projeto do pastor-deputado Amarildo Martins da Silva, que dava nova regulamentação à profissão de jornalista e obrigava até cartunistas, diagramadores e colaboradores a serem formados em jornalismo.

O presidente agiu com prudência. Até porque há uma legião de jornais em todo o País bufando contra a proposta. E é ano eleitoral, período que não admite riscos como o de sancionar uma lei tão vesga.

Acabaram, portanto, os 15 minutos de fama do pastor-legislador. Mas sua atitude deixa em aberto uma nova discussão, não sobre os jornalistas, mas sobre os políticos.

O pastor deu uma entrevista à revista “Imprensa”, em que disse a seguinte pérola: “Sou pastor, não tenho nenhum envolvimento com o jornalismo”.

Ora, cara pálida, se não há envolvimento nenhum com o jornalismo, por que querer mudar simplesmente as bases legais da profissão, metendo um bisturi nas fibras que sustentam a comunicação do País?

O projeto e a explicação do pastor indicam que o Brasil precisa, antes de qualquer coisa, regulamentar a profissão de político.

Vestibular neles!

25.7.06

Jornalistas e radicalistas

Para que servem os jornalistas? A pergunta é pertinente diante de duas situações antagônicas, uma ocorrida em 2001 e outra no início deste mês, ambas “filhas” do mesmo Brasil tão desigual quanto contraditório.

A primeira (já bem discutida) é a liminar que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, decisão justificada na estranha idéia de que todos teriam o direito de “se expressar” nos meios de comunicação tal qual os jornalistas (o que sugere que todos tenham também o direito de “salvar vidas” em hospitais, como os médicos).

A segunda é uma votação feita na surdina, em que o Congresso aprovou uma nova e estranha regulamentação para a profissão. O projeto é do deputado Pastor Amarildo Martins da Silva (PSC) e tem apoio da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Ele aumenta de 11 para 23 as funções privativas do jornalista, passando a exigir diploma para cargos como diagramador, articulista, colaborador, colunista, cartunista.

Se o presidente da República sancionar isso, especialistas que assinam colunas sobre arte, medicina, esporte ou economia teriam de prestar vestibular, ser aprovados e se formar em Jornalismo, caso queiram continuar escrevendo. Também estariam fora os geniais artistas que fazem quadrinhos, charges, ilustrações. Até os leitores que mandam seus artigos de opinião, dando mais vida aos jornais, estariam cortados.

O deputado-pastor acaba de inventar o jornalismo absolutista. Seu projeto de lei é uma medida tão extrema quando a liminar da juíza que vetou o diploma. Ele quer obrigar todos a se formarem jornalistas; ela, permitir a todos que sejam “jornalistas” sem se formar.

Um “oito” e um “oitenta”, ambos transformando o jornalismo num calabouço, ora da anarquia antiprofissional, ora do corporativismo irracional.

22.7.06

Lágrimas de Suzane

Caiu a ficha de Suzane. Depois de dar gargalhada em pleno júri e tratar seus advogados com arrogância imperativa, a moça chorou, ao saber que está condenada a 39 anos de cadeia em regime fechado.

Mas não sejamos inocentes de festejar o fato de uma bem-nascida acabar na cadeia e lá ter de ficar por quase quatro décadas. Os 39 anos podem ser muito menos, na prática.

Isso porque a lei brasileira dá chances demais aos espertos. Entenda-se por espertos bons advogados, bancados pelo dinheiro que os irmãos Cravinhos (também condenados por tempo similar) podem não ter, mas Suzane tem.

A garota rica não ficará os 39 anos dentro de uma cela, mesmo tendo sido o julgamento que se estendeu por toda a semana exemplar. Porque os atenuantes da legislação brasileira são um afago aos criminosos. Leva em consideração o fato de se ter praticado o crime com menos de 21 anos, o bom comportamento na prisão, o direito ao pedido de prisão domiciliar com um terço da pena cumprida etc etc etc

Suzane talvez volte a rir logo, logo. Como muitas outras Suzanes, não enfocadas pela mídia e que sequer chegam a chorar a condenação, porque nem são condenadas.

21.7.06

Trailler "Piratas do Caribe 2"

20.7.06

O sorriso de Suzane

Afirma o ditado popular que o dinheiro não traz felicidade. Mas no Brasil pode conseguir muita coisa e deixa muitas pessoas felizes.

Pode, por exemplo, permitir que um assassino confesso fique livre durante anos e, com um bom -e caro- advogado, consiga empurrar seu julgamento e atenuar sua condenação.

Suzane Von Richthofen, que tem dinheiro e já deu gargalhadas em seu julgamento que se arrasta desde o início da semana, é um exemplo clássico.

Seus bons, caros e espertos advogados exigiram a leitura de 500 páginas do processo, tudo na expectativa de que algum jurado manifeste cansaço, o que pode causar anulação da provável condenação da ré riquinha.

Aliás, esses bons, caros e espertos advogados já disseram que vão pedir a anulação, porque o pai dos irmãos Cravinhos, que mataram o casal Richtofen mancomunados com Suzane, abraçou os filhos após depor.

Se conseguirem anular, após já terem conseguido adiar com estratégia esdrúxula, pode demorar mais que os quatro anos que separam o crime do julgamento para se fazer justiça. Se é que será feita alguma justiça após esse crime covarde, brutal e inaceitável.

Por isso, Suzane dá gargalhadas. Porque, no Brasil, o dinheiro não traz felicidade. Manda buscar.

19.7.06

E você, o que acha sobre a liberação das drogas?

18.7.06

As leis e a vida

Diz a lei que o trabalho é um direito de todos. Na prática, não é.

Diz a lei que o Estado deve atender com dignidade todos os enfermos. Não prática, não atende.

Diz a lei que todos têm direito à educação. Na prática, não têm.

Diz a lei que os políticos são representantes do povo. Na prática, a maioria só representa a si mesmo.

A lei também dizia, até pouco mais de três anos atrás, que o marido poderia cancelar um casamento caso descobrisse que a esposa não casara virgem. Na prática... Deixa prá lá.

A lei também diz que um bebê não pode ser retirado do útero da mãe, mesmo que, comprovadamente, não tenha cérebro. Na prática, muitas mulheres morrem abortando clandestinamente bebês sadios.

Também é lei a obrigatoriedade de carteira assinada aos educandos do Soma. Na prática, mesmo sem carteira, 550 dos 600 jovens estão empregados, com alguma chance de futuro num País especialista em "formar" pedintes em semáforos ou megabandidos em presídios.

Também na prática, o índice de colocação no mercado dos guardinhas do Soma certamente supera o de muitas universidades caras.

Se se seguir cegamente a lei, como quer uma procuradora de Campinas, o que pode acontecer, muito em breve, é que esses jovens também engrossem o triste caldo da marginalidade social. E todos acabarão despejados na dura prática de um país cujas leis, muitas vezes, parecem ironia.

Páginas de baixaria

Após uma inteligente trama de Silvio de Abreu, a TV caiu de novo na baixaria da qual parece não conseguir escapar. Volta Manoel Carlos, o seu Leblon (nada contra o Leblon), as suas Helenas (também nada contra as Helenas) e as suas apelações baratas (tudo contra essas apelações).

Sábado último, foi demais. Para fechar o capítulo de suas “Páginas da Vida”, uma senhora de 68 anos apareceu na tela relatando seu despertar para o orgasmo ao se masturbar. Tudo de forma escancarada e inoportuna, para o choque de muitos espectadores que não esperavam a cena.

Um dia depois, o autor admite excesso, como se convencesse que fora apenas um “deslize”. Ora, não foi a primeira, tampouco será o última apelação do papa-ibope a qualquer custo, que já despiu todas as “presas” do personagem de José Mayer e até a bela Ana Paula Arósio. Sem contar os próprios diálogos, que não saem do ciclo traição-sexo-sexo-traição.

Entende-se a apelação. Todas as novelas de Manoel Carlos têm o mesmo tema (“a minha história que é a sua história”, blá-blá-blá) e, já que falta criatividade, é preciso baixar o decote, baixar o nível das conversas, baixar as calças de atrizes e atores.

Entende-se, mas não se justifica e não se pode aceitar. A TV continua sendo uma concessão pública que invade lares e dita hábitos (há inúmeras pesquisas acadêmicas que apontam para isso). Portanto, a responsabilidade de quem produz seus conteúdos deve estar muitos degraus acima do que se vê.

Absolutamente nada contra o orgasmo feminino, nada contra o erotismo. A liberdade sexual é uma conquista que deve ser perpetuada pelas gerações futuras. Mas, liberdade não combina com desrespeito, com mau-gosto, com interesses que miram muito mais a audiência que qualquer ideal de vida.

Um banho gelado antes de escrever os capítulos talvez resolva, Maneco. Já que a ética foi pro ralo dos banheiros calorosos do seu folhetim.

14.7.06

Trailler Superman

Desçam do palanque!

Os ataques ultrapassaram o limite das latas dos ônibus na região. A quarta-feira terminou com um homem incendiado, um motorista que conduzia um microônibus em Nova Odessa e está com queimaduras de terceiro grau.

Não bastassem os sete coletivos já incinerados na região de Americana, três bases de guardas alvejadas, bombas em casa de PMs e garagens de empresa de ônibus, agora um trabalhador tem 90% do corpo queimado.

A pergunta que fica entalada na garganta é: qual será a próxima ação, os próximos alvos, a próxima tragédia que manchará com sangue as páginas de jornal?

Outra pergunta: qual será a próxima bobagem que os governantes vomitarão sobre a população de um Estado acuado, refém, curvado, incapaz de garantir a segurança de seus cidadãos?

Alckmin, que sempre se gabou por planejar o sistema carcerário que hoje está explodindo, soltou a última pérola: as ações criminosas devem ter ligação com o PT. Seu vice, hoje no comando, insiste em dizer que tudo está sob controle. E Lula imagina que a chegada de alguns soldados federais resolverá a questão da noite para o dia.

Ora, Excelências, desçam do palanque! A São Paulo que sempre foi a esperança do Brasil moderno está em chamas, nas mãos de bandidos que estão presos mas, ironicamente, governam mais que os próprios governantes. Querem resolver isso? Cortem os celulares em vez do blá-blá-blá cada vez pior. Sem esses míseros aparelhos, que só funcionam onde há sinal (e o controle dos sinais não está dentro dos presídios), não há comunicação, não há mando, não há ação.

Desçam do palanque! As vidas que Suas Excelências representam como homens públicos eleitos pelo povo valem muito mais que seus projetos de poder. O País e o Estado que os colocaram nos palácios não merecem a pequenez de seus projetos pessoais.

Um estadista, pelo amor de Deus!

13.7.06

Imagens de Alessandro Araújo

12.7.06

O Estado é ninguém

Não adiantou negociar com o crime, como fez -vergonhosamente- o governo de São Paulo para que cessassem os ataques ocorridos dois meses atrás.

O terror está de volta.

Dois ônibus incendiados em Americana e Santa Bárbara, base da Gama alvejada por tiros. Na Capital, nada menos que 53 alvos e cinco pessoas mortas.

O pior é que não é surpresa. Basta uma consulta nos arquivos de jornais para se constatar o barril de pólvora, que volta a explodir: presídios lotados e insalubres, trânsito escancarado de celulares nas celas, falência carcerária evidente, crise aguda da segurança pública.

Mas, e os governantes com isso?

O presidente da República se limita a oferecer ajuda federal. O governador, pior, resume sua atitude em negar e dizer que tudo está sob controle. Ambos agem não pelo Estado e País que governam, mas pelos resultados eleitorais que uma ou outra atitude pode gerar à "situação" ou "oposição" (tão iguais!).

Eles, incapazes de governar além do próprio nariz. Nós, com os narizes vermelhos, assistindo ao circo pegar fogo. Acuados como presas, feitos idiotas por quem ganha -e muito- para nos representar no poder.

E todas as leis viram uma só: salve-se quem escapar do bangue-bangue.

10.7.06

Que feio, Zizou


Até nos minutos finais de uma Copa marcada pelo fiasco do "dream team" pentacampeão, Zizou vinha brilhando. Acendeu sua estrela justamente contra a seleção amarela. Era o craque que surpreendia, cuja aposentadoria anunciada até os adversários diziam ser uma pena .

A Copa tinha uma letra: Z, de Zinedine Zidane, que se desmanchou minutos antes de as cortinas se fecharem. E, em vez do aplauso que todos esperavam, vaias, muitas vaias a Zizou. Tudo por uma cabeçada maldosa no jogador adversário, jogo baixo, coisa feia, agressão que não cabe no currículo de um mestre da bola, mesmo que insultado verbalmente.

Uma ironia e tanto ao lembrarmos o que o colega de seleção de Zidane, Thierry Henry, havia dito à imprensa, às vésperas do jogo contra o Brasil: que os tupiniquins são superiores no futebol porque não vão à escola e têm mais tempo para aprender a jogar, ao contrário dos franceses, que precisam estudar.

Infelizmente, há muitos garotos que não têm chance de uma carteira nas escolas do Brasil. Outros tantos até têm, mas a qualidade do ensino público não garante muito futuro. Já na França, é diferente. Segunda potência européia, país civilizado, que fez a revolução mais brilhante a que o planeta já assistiu. Nesse ponto, Henry está certo, apesar da indelicadeza da afirmação totalmente desnecessária.

Mas Zizou mostrou que não basta educação aos humanos quando o instinto selvagem vem à flor-da-pele e os bípedes "racionais" se mostram, independente da cultura ou do tempo em salas de aula, seres perigosos, traiçoeiros, surpreendentes. Mesmo com tanta educação no currículo.

7.7.06

Procuram-se celas

Vem de Ubatuba mais um sinal de que o sistema carcerário explodiu e muitos cacos ainda cairão sobre nossas cabeças. Diante da superlotação na cadeia daquela cidade, o delegado resolveu colocar os presos num caminhão. Oito detentos ocupam o veículo, que é utilizado para transferências.

Soma-se a isso mais um agente penitenciário baleado nesta quinta-feira, a oitava vítima (desde o último dia 28) de ataques atribuídos ao crime organizado no Estado. Quatro já morreram, um dos quais acaba de ser enterrado.

Soma-se, ainda, o fato de as cadeias estarem todas superlotadas. Em Americana, há mais de mil num lugar que comporta 500. E outros virão, diz o governo do Estado, com a maior cara-de-pau de se achar no direito de fazer tal afirmação.

Os motivos são claros. O Brasil é incapaz de gerenciar um sistema carcerário que sirva como punição e ressocialização. Pior: permite que o preso escape do presídio ainda mais bandido do que como entrou. Também é incapaz de minimizar a formação do criminoso com ações anti-marginalização social.

Quer situação pior?

A moda de Ubatuba pode pegar e até inspirar outras. Quem sabe, logo, logo, não utilizem nossas casas para que os presos possam ser alojados.

5.7.06

Não chorem por ele(s)

Ao voltar para a Espanha se dizendo arrasado, Ronaldo Gaúcho, o melhor do mundo que nada fez com a camisa amarela (que para os argentinos já é “m... amarela”), caiu na gandaia.

É o que informava o site do jornal “O Globo” na tarde de ontem (terça-feira). Ronaldo fez festa em sua confortável casa e convidou Adriano, outro que pouco fez no quadrado trágico de Parreira.

Segundo os vizinhos disseram ao “Globo”, Ronaldo caiu no pagode em sua casa até mais de meia-noite, quando resolveu ir a uma badalada boate de Barcelona que toca ritmos latinos. Lá, continuou na farra e dançou até o dia amanhecer.

Um agito e tanto para quem se disse inconformado. E mais uma lição à pátria amada, salve-salve: Ronaldinho e os outros milionários seguidores de Ricardo Teixeira não merecem lágrimas de ninguém deste sofrido País.

1.7.06

O Brasil não mereceu

É preciso que admitamos: a cada jogo do Brasil nesta Copa do Mundo, foi ficando evidente que as estrelas de Parreira não mereciam o favoritismo alardeado aos quatro cantos. Foi um jogo feio contra a Croácia, outro jogo feio contra a Austrália, um jogo melhorzinho contra o Japão (pudera!), mais um jogo feio contra Gana. Até que a França -de novo, a França- mostrou que, para vencer (e não só no futebol), é preciso planejamento, suor e vontade.

E tudo o que mais faltou ao Brasil nesta Copa do Mundo foi vontade. Sobrou o toque de bola burocrático. O pouco de sucesso que levou a seleção verde-amarela às quartas-de-final ficou por conta de ações individualistas das estrelas, que brilharam muito mais em peças publicitárias do que no gramado, como deveriam.

No comando da constelação, esteve o técnico dos resultados, que se acha dono de uma fórmula mágica e eficiente do futebol sem show, sem espetáculo, sustentado no placar conquistado no sufoco e, muitas vezes, na pura sorte. Uma estratégia tão ineficiente quanto os próprios jogadores, que não só se negaram ao show como se negaram ao próprio futebol, cujo espírito é justamente o espetáculo e não a burocracia.

Foi triste ver a seleção de Telê deixar a Copa. Porque ela encantou não só os brasileiros, mas o mundo. Não é triste ver o antifutebol de Parreira voltar para casa. Porque o "time dos sonhos" só deu vexame, virou pesadelo diante do "hexa" repetido múltiplas vezes.

A França não é apenas algoz. É também exemplo de superação. No gramado e na construção de uma grande nação, feito do qual ainda estamos longe. É a pátria do "liberté, igualité, fraternité", lema que a transformou num dos países mais desenvolvidos do mundo, vencendo desafios sem nenhuma facilidade, mas com garra revolucionária (dá mais inveja disso que da vitória no gramado).

Que nos sirva de orgulho Luiz Felipe Scolari, que nos deu a quinta estrela na copa passada e acaba de levar Portugal -seleção totalmente desacreditada- à semifinal. Desacreditada, mas com uma vontade de vencer admirável, vontade que o Brasil não teve em nenhum dos jogos de que participou.

Viva Felipão e sua seleção portuguesa! Viva a vitória merecida, a superação! E que seja sepultada a tática da mediocridade. Para o futebol e para a vida!