"De perto, ninguém é normal"
Não consigo entender o que faz algumas pessoas repelir (seja através da violência ou até em piadinhas de mau gusto) um semelhante por causa de sua orientação sexual ou por qualquer tipo de "diferença". Seria uma auto-defesa diante da possibilidade de gostar dos mesmos gostos dos repelidos (no caso da opção sexual)? Há quem diga que sim na psicologia.Seja qual for o motivo, entretanto, o preconceito deve ser combatido de forma veemente no Brasil, um país ainda machista e intolerante. O que aconteceu na Parada Gay, em São Paulo, no domingo, é um exemplo a ser investigado e seus responsáveis devem ser punidos de forma exemplar. Uma bomba (ou um rojão) foi atirado em direção a pessoas que ali estavam e as feriu. Um ato execrável num manifesto historicamente pacífico, que aceita a todos e que luta justamente pela tolerância com as diferenças.
Só quando aprendermos a conviver com o "diferente", seja na questão sexual, racial, na condição física (obeso, deficiente etc), seremos uma nação civilizada. Já disse Caetano Veloso que "de perto, ninguém é normal".
imagem sxc



3 Comentários:
Preconceito é o que mais temos!
!“Todo cigano é ladrão.”
"O judeu é perverso": v. Anti-semitismo.
"Os índios em geral são improdutivos e preguiçosos";
"Todo negro é adepto de feitiçaria". Outros preconceitos: a mulher no volante e o velho vagaroso são ridicularizados e acabam excluídos. Há patrões que defendem: "A todo operário falta a inteligência”. O pobre que "nada tem" (não contribui financeiramente, não compra, não paga imposto) e "nada sabe", é marginalizado na sociedade. Não vendo a sua participação valorizada, ausenta-se. Em seguida, os pobres são acusados de apatia, preguiça, ingenuidade e de fuga nas festas. Finalmente lembramos aqui os preconceitos moralistas contra o corpo nu.
O preconceito pode ser motivado pelo medo. Falta a coragem de ir conhecer um terreiro do candomblé, de visitar um doente com aids. O medo da lepra tem uma história milenar.
“Todo cigano é ladrão.” "O judeu é perverso": v. Anti-semitismo. "Os índios em geral são improdutivos e preguiçosos"; "Todo negro é adepto de feitiçaria". Outros preconceitos: a mulher no volante e o velho vagaroso são ridicularizados e acabam excluídos. Há patrões que defendem: "A todo operário falta a inteligência”. O pobre que "nada tem" (não contribui financeiramente, não compra, não paga imposto) e "nada sabe", é marginalizado na sociedade. Não vendo a sua participação valorizada, ausenta-se. Em seguida, os pobres são acusados de apatia, preguiça, ingenuidade e de fuga nas festas. Finalmente lembramos aqui os preconceitos moralistas contra o corpo nu.
O preconceito pode ser motivado pelo medo. Falta a coragem de ir conhecer um terreiro do candomblé, de visitar um doente com aids. O medo da lepra tem uma história milenar.
Sr. Brogna. Estas manifestações de violência ocorridas em São Paulo contra homossexuais, devem ter sido praticadas pelos já conhecidos "Skin-heads", os cabeças-raspadas que se dizem seguidores de Hitler. Se antes a perseguição era com os judeus, agora estes elementos se voltam contra pessoas que são mais indefesas, se tornando alvo fácil para eles descarregarem sua raiva irracional.
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