Israel massacra. O mundo se acovarda
O ano começa com uma afronta à humanidade: o governo do povo que já foi vítima de um dos maiores algozes da história, protagonista do holocausto, resolve protagonizar uma carnificina movido por um sentimento de preconceito parecido com o do monstro ariano.O ataque de Israel à Faixa de Gaza não é guerra, é pior que isso. Também não é revide a ações de grupos radicais (que há em ambos os lados), pois estão sendo destroçadas vidas de crianças e velhos totalmente inocentes e alheios ao interminável ódio (estimulado por religiões de ambos) entre judeus e palestinos. Trata-se de um genocídio inaceitável.
Para piorar, o mundo se cala diante da aberração. Barack Obama diz que ainda não é presidente, por isso não irá condenar o velho aliado americano. A ONU (Organização das Nações Unidas) finge-se de morta, se é que não bateu com as botas mesmo desde que teve de engolir Bush invadindo o Iraque praticando um genocídio parecido.
Condenar Hitler é obrigação da história. Mas, aos humanos de hoje, deveria ser obrigação repudiar quem mantém ódios, preconceitos e intolerâncias parecidos com os do füller. Mais condenável ainda, para não dizer irônico, é que justamente o povo que foi vítima do nazismo hoje é agente do massacre.
Eu comento sobre isso no LIBERAL impresso deste domingo. Aqui, você pode deixar sua opinião.
imagem sxc



9 Comentários:
Lamento muito a morte de civis em Gaza, mas o 'mundo', incluindo a própria OLP e o articulista se calam diante das ações terroristas do Hamas anteriores a essa guerra.
Se Israel fizesse o mesmo, nem existiria hoje, pois tudo o que conquistou perante sua vizinhança belicosa, foi lutando.
Os judeus também têm suas vítimas inocentes, mas não contam com a simpatia da mídia vitimista nem sabem explorá-la em funerais com corpos carregados diante de uma multidão.
Caro Anônimo, seu comentário é bem-vindo, mas me permita uma réplica (e fique à vontade se quiser fazer a tréplica).
Ações terroristas há em ambos os lados, vitimando judeus e palestinos inocentes. Acontece que o que ocorre agora é uma carnificina bancada pelo Estado de Israel, tal qual fez Bush com o Iraque: usou o poder público para massacrar inocentes justificando-se nos focos terroristas iraquianos, como se não houvesse terrorista em qualquer parte do mundo, inclusive nos Estados Unidos.
Este articulista não tem nenhuma antipatia por qualquer lado. Tem, sim, pela guerra, principalmente quando ela é totalmente desproporcional e descabida, como ocorre em Gaza.
O que Israel conseguirá com essa ação? Certamente, além de matar muitos inocentes, fortificar ainda mais o ódio dos radicais palestinos. Porque quando o Estado se faz de terrorista, está dando o mau exemplo, fazendo multiplicar o terror.
Amigo Marcos,
Temos que considerar, para uma análise um pouco mais completa que:
1. A maior parte da população de Israel é laica ou não praticante, como no Brasil.
2. Todas as pesquisas que são feitas mostram que a população de Israel é desejosa do estabelecimento de uma paz duradoura com os palestinos.
3. Da mesma forma, uma minoria palestina é defensora das hostilidades contra Israel pois, a grande massa da população perde empregos e negócios sempre que há conflitos. Mas esses não podem expressar sua vontade sob risco de serem vistos como pró-Israel.
4. Inúmeros palestinos trabalham em Israel e com eles têm um convívio harmonioso e, em muitos casos, amizade.
5. As organizações libanesas e palestinas lutam entre si sem se preocupar com o próprio povo, apoiados por essa ou por aquela nação árabe ou por diferentes fornecedores de armamentos - Hamas pelo Irã e Rússia, Fatah pela Líbia e países árabes monarquistas.
6. A divisão cultural/religiosa em clãs sunitas ou xiitas fazem com que as disputas internas entre os palestinos os enfraqueçam.
7. A crise mundial derrubou o preço do petróleo e há muito de interesses de inúmeras partes no conflito:
a. Do Hamas para conseguir financiamento dos países árabes que estão preocuapdos agora em ajudar a sanear as empresas ocidentais nas quais são sócios.
b. Dos países árabes para que o conflito eleve o preço do barril.
c. Do governo Israelense que quer enfraquecer o Hamas e com isso reduzir as despesas com inteligência e defesa.
8. Da própria Fatah que hoje, muito mais bem posicionada politicamente vê no enfraquecimento do Hamas a chance de se impor como a única representante do povo palestino - o que interessa também aos governos mais ocidentalizados do Egito e da Jordânia.
Há muito mais por trás dos foguetes lançados contra Israel e das bombas despejadas sobre as cabeças dos palestinos do que os cidadão comuns de ambos os lados podem supor...
Abraço,
Tambem nao tomo partido nessa historia e porisso mesmo gostaria de ver na imprensa o mesmo sentimento de revolta a cada um dos ataques do hamas contra Israel onde muitas vidas de civis inocentes sao ceifadas. Mas por que a imprensa dedicaria aos ataques o mesmo tempo que utiliza agora com o ataque de Israel? Pelo mesmo motivo que nao liga para as milhares de mortes nas estradas mas fica semanas explorando uma tragedia com avioes: a imprensa nao esta preocupada com a solucao dos problemas, mas unica e exclusivamente com a noticia e nessa guerra ja escolheu seu culpado como se ela(a imprensa) nao tivesse culpa nenhuma nesse cartorio.
Outra coisa: esta ai uma otima oportunidade pro Obama mostrar a que veio... por enquanto esta bem quietinho vendo o circo pegar fogo... na minha opiniao atitude muito pior que a do Bush pois eu respeito muito mais quem erra fazendo do que quem se omite...
Olá Marcos, sou o anônimo do 1º comentário.
Muito embora discorde completamente de sua opinião e entenda que dificilmente se convença da minha, aqui vai a tréplica e agradeço a atenção e espaço:
Pode lhe parecer insensível, mas desde que o mundo é mundo, há guerras.
Nunca foram, são ou serão boas, nem pra mim nem pra você.
Algumas, de certa valia, servem apenas para remediar um mal maior, em Bagdá, ontem e hoje em Gaza, Afeganistão ou Bósnia, geradas por quem se beneficia dela e faz de massa de manobra outros inocentes, por interesses políticos ou religiosos, qualquer que seja o lado.
O Estado de Israel pode até estar dando uma 'resposta desproporcional', que produza mortos inocentes (outra infeliz consequência da guerra), mas não é terrorista, pois se assim fosse, poderia tranquilamente dizimar todo o povo do pequeno território em dias, como certamente desejaria o Hamas em relação aos judeus, mas não pode.
Pra exemplificar, Israel não está em guerra com a Síria por causa das Colinas de Golan porque há negociação com o governo local. Também não ataca a Cisjordânia como outrora porque negocia com o agora moderado Fatah, e só não responde ao Irã porque ainda não foi atacado...
Com quem negociar em Gaza? Lembremos que há pouco tempo Israel retirou a força os colonos judeus do território e isso não adiantou. Ergueu-se um muro na fronteira, porém os foguetes continuaram a ser lançados pelo Hamas. Já falou bem pelos palestinos inocentes, agora ponha-se agora no lugar de Israel e me responda: Como resolver sem guerra?
Lamento, mas o terrorismo não faz parte do povo de Israel. Terrorismo, nesta disputa entre Isarael e Palestina, é exclusividade do povo palestino. Covardes que se escondem atrás de homens e mulheres bombas que matam pessoas na surdina e em troca de sei lá quantas virgens que imaginam ganhar com tal atitude. Não se pode desconsiderar que as ofensivas de Israel são RESPOSTAS a ataques da Palestina ou formas de impedir que esses covardes terroristas se armem cada vez mais para dizimar população inocente. É pena que os civis palestinos paguem por causa de terroristas. Só não se deve esquecer que há inocentes também do lado israelense. E isso, normalmente, é esquecido. Se posicionar favorável à Palestina como se fosse um povo pacífico que vem sendo atacado gratuitamente é demagogia pura.
A O.N.U só espera as ordens do "Papai" Bush
Caro Anônimo e caro José Carlos, quebras de cessar-fogo e ataques covardes já aconteram de ambos os lados, portanto nenhum deles é totalmente inocente. Há radicais islâmicos mas também há radicais judeus. Acontece que há muitos inocentes, tanto na Faixa de Gaza como em Israel, que pagam pelo terror gerado por grupos extremistas e, agora, pelo terrorismo estatal do governo israelense, pois jogar bomba em crianças numa ação como a que está sendo feita não tem outro nome senão terrorismo oficializado. A pergunta é boa, Anônimo: Como resolver a guerra? A solução é muito complexa. Palestinos não têm uma pátria, enquanto israelenses sempre foram beneficiados pelas armas norte-americanas. Ademais, o conflito entre os dois povos é histórico e, para piorar, foi muito incentivado pelo terrorista-mor do planeta, George Walker Bush. De qualquer forma, penso que mais e mais bombas jogadas sobre a cabeça da população civil não são a solução, pois certamente essa ação irá esquentar os ódios e fortalecer os radicais, que são a grande causa do problema.
Agradeço a participação de vocês na polêmica. O espaço é aberto ao debate e são bem-vindas as idéias contrárias às deste jornalista. A discordância de opiniões é mãe da democracia!
Abraços,
Anti-Semita? Nós?
É lamentável assistir a mais uma cena de Horror com os Palestinos.
Lamentavelmente envolve crianças, velhos, mulheres e inocentes.
Quem tem culpa?
Um pouco de tudo. Oswaldo Aranha , a ONU, EUA, ISRAEL , SIONISTAS, ETC...
Jimmy Carter todo mundo sabe, foi Presidente dos EUA, escreve artigos sobre a Política Sangrenta e truculenta de Israel, com apoio tácito de Washington, e Carter é criticado, pois sabe que se aplica um regime de Apartheid na Palestina. Nada mais anti-semita que isto, não é mesmo ?
Não. Não é nada anti-semita.
Este termo é mais um artíficio criado para evitar críticas a Israel e aos Judeus de um modo geral. Legitima o asco e crueldade com que os Israelenses tratam a questão dos Palestinos.
Norman Finkesltein denunciou isto. Ele é judeu.O que resultou em sua expulsão de Israel, e sem direito de entrar lá por 10 anos. Viva a Democracia Israelense! Se eu fosse Finkelstein ficaria calado para não acabar como Mordechai Vanunu.
Tom Segev, fez o mesmo, mas de forma menos ácida. Segev é judeu.
Ninguém é a favor de ver homens-bombas espatifando inocentes,mas também ninguém é a favor de assistir a impunidade da Política Racista Sionista tratando com desprezo seus quase irmãos de sangue.
Lamentamos mas deste modo não haverá Tratados de Paz que resolvam a situação.
E chega de ouvirmos que isto é anti-semitismo,pois é uma desculpa surrada e cada vez mais suja.
Os Israelenses estão agindo contra o princípio do Respeito pelo Ser Humano.
Isto é anti-Bíblico.
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