A violência e cada um
O texto acima é imortal, do genial Bertolt Brecht. Serve para refletirmos sobre tantas coisas, entre elas a violência que destrói o Brasil e que está presente, sim, na região, apesar dos discursos amenos de autoridades que consideram Americana, principalmente, "tranqüila".
Pois em Americana um taxista foi morto a facadas nesta terça-feira, o segundo crime fatal contra profissionais da categoria em apenas sete meses. E o texto de Brecht se encaixa perfeitamente em nossa realidade, porque, enquanto se foge do problema, mais terreno se dá para ele alastrar.
Enquanto se pensa viver tranqüilamente com carros blindados, condomínios fechados, guardas particulares de rua, cercas eletrificadas, câmeras ou alarmes, deixa-se de discutir uma questão que deveria ser de todos: a segurança pública apodrecida, que custa dinheiro dos nossos impostos mas não funciona, porque não tem a atenção devida de nenhuma instância de governo, nem tem a devida cobrança por parte de quem paga a conta (a população).
Enquanto se pensa que a violência está na periferia ou nas cidades vizinhas, deixa-se de enxergar que ela está por todo lado e todos são alvos, principalmente os que pensam estar seguros.
Enquanto se chega, na vida prática, ao fim do poema de Brecht, chega ao fim o ideal de uma sociedade onde se possa viver minimamente.
imagem sxc



2 Comentários:
Este texto do Bertolt Brecht é simplesmente fantástico. Infelizmente essa situação esta cada vez pior. Muito bom o post!
Simplesmente, como mostra o artigo de opinião de Marili Camargo, sobre posse responsável, nos esquecemos que somos unos, e tudo que afeta a um, afeta aos demais seres vivos.
Se temos tão pouca diferenciação de DNA, por que nos julgamos melhores?
Ou como esperar mais de uma humanidade em que pais jogam filhos pela janela?
Por acaso isso acontece no mundo animal?
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