Floresta (e futuro) em xeque
Em apenas um mês (abril), um território do tamanho da cidade do Rio de Janeiro desapareceu da Amazônia em floresta, revelou nesta segunda-feira o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Mas isso não é tudo: o próprio ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, alerta que o pior está por vir.Ou seja, a Amazônia até pode ter dono, como bateu no peito o presidente Lula na semana passada, mas esse dono está deixando o último santuário ecológico da humanidade se transformar em plantações de soja para alimentar gado ou pastagens onde se criam bois e vacas para o paladar humano. Sim, também porque a madeira é extraída, mas a carne tem sido um dos grandes motivos do desmatamento, apesar de se evitar tanto tocar neste assunto na grande mídia.
Acontece que sem a Amazônia o Sudeste seca. Sim, leitor, é isso. A região mais desenvolvida do ponto de vista econômico não terá mais água suficiente para sustentar as máquinas de suas empresas, tampouco para a população beber, caso a floresta amazônica desapareça do mapa (hipótese muito provável, já que as alterações feitas hoje podem transformá num cerrado nada exuberante em vegetação). Outros efeitos da destruição da floresta são tão ou mais devastadores ao País e ao mundo, como o próprio aquecimento global.
E parece que todos vamos ficar esperando o pior acontecer.



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