17.4.08

Perguntas sem respostas

Logo após liminar da Justiça embargando 9 loteamentos de 150 metros quadrados em Americana, colocando todos os outros "sub judice", a reportagem do LIBERAL mandou questionamentos ao prefeito Erich Hetlz Junior, que chegou a aprovar alguns dos loteamentos idealizados na gestão Tebaldi, e ao ex-diretor de Habitação, Marco Antonio Alves Jorge, idealizador dos lotes ditos "populares".

Ambos ainda não responderam e, para conhecimento do leitor, este blog publica as perguntas feitas, na íntegra:

Ao prefeito:

- O sr. sempre diz que aprovou os lotes de 150 metros cujo processo estava em andamento porque era melhor aprovar do que impedir sua instalação, pois poderia haver problemas futuros na Justiça. Mas, agora, a própria Justiça está barrando os tais loteamentos, o que contraria sua decisão. O sr. continua achando que fez certo ao aprovar esses loteamentos?

- Qual a sua opinião sobre a decisão do juiz?

- O que a Prefeitura tem a dizer a quem comprou um lote desses, considerado por um juiz de direito uma afronta à legislação?

- O projeto dos lotes "populares" comercializáveis, que duplicaram a possibilidade de lucro dos loteadores, não foi um erro do Poder Público de Americana? O que o sr. tema dizer sobre essa "invenção" da administração Tebaldi?

- Falemos um pouco do problema estrutural que os lotes populares impõem à cidade. Por exemplo, se o DAE não tem condições de servir toda a cidade com água e tratamento de esgoto hoje, como terá quando esses lotes forem povoados? Quais os investimentos a Prefeitura está fazendo para atender à nova demanda?

Ao ex-diretor de Habitação:

- Quando esteve na Prefeitura, o sr. foi um dos idealizadores dos loteamentos de 150 metros quadrados em Americana, chamados de "populares". Hoje, a Justiça os chama de uma afronta à legislação, embarga nove projetos e coloca todos os outros "sub judice". Qual a sua opinião sobre essa decisão, manchete do jornal O LIBERAL de hoje (terça-feira)?

- O sr. acha que o juiz está errado na sua interpretação? Ou a Prefeitura errou ao instituir os lotes ditos "populares", inclusive permitindo que eles extrapolassem os objetivos "sociais", aumentando os lucros da iniciativa privada?

- Como defensor desses lotes desdobrados, o que o sr. tem a dizer a quem comprou esses pedaços de terra e hoje está preocupado com as ações da Justiça?

- Como uma cidade cujo DAE não dá conta, hoje, de abastecer com água nem de tratar todo o esgoto comportaria 11 mil novos lotes? Considere ainda o fato de o próprio DAE alegar não ter dinheiro para investir nas necessidades atuais.

- Por que a Câmara que o sr. preside não foi mais investigativa no caso dos lotes "populares"? O que a Justiça está fazendo não poderia ser evitado, se os vereadores fizessem seu papel de investigar o Executivo?

imagem sxc

2 Comentários:

Anonymous Fabricio Grzelak disse...

Como pode ser lote popular sendo que qualquer pedaço de terra americanense está caro ? Cheguei em Americana em 2003, na época achava-se um lote ou um apartamento por 70% até 60% do valor cobrado hoje, tudo bem que o imóvel valoriza, mas acho que está extrapolando um pouco o limite, viva o capitali$mo.

17/04/08 10:36  
Anonymous Rafa disse...

Prezado Marcos, aproveitando o titulo de seu artigo, "Perguntas sem respostas". Como está o caso daquele garoto, sem habilitação e acompanhado do pai, que provocou um grave acidente na Avenida Brasil, causando a morte de pessoas? Não se houve mais falar sobre o caso. Não seria papel da mídia apresentar uma resposta a sociedade. No inicio os jornais e radios só falavam sobre este assunto e agora, como sempre, caiu no esquecimento.

22/04/08 10:49  

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