Pé no freio
A "Folha de S.Paulo" deste sábado revela que o governo federal estuda medidas para conter o crédito para a venda de veículos no País. Manchete do LIBERAL também deste sábado aponta que, só este ano, o setor vendeu 30% a mais na RPT (Região do Pólo Têxtil), formada por Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, fenômeno que é generalizado no País.Mês após mês, a venda de carro bate recordes no Brasil. E isso sinaliza não apenas o potencial que há no País para tal mercado como também a realização de um sonho das pessoas, de ter o primeiro carrinho zero quilômetro na garagem. Mais: as vendas aquecidas têm feito com que as montadoras tragam para cá projetos de carros sintonizados com o que há de mais moderno na Europa, acabando como velho estigma das "carroças" ditas por Collor.
Pois o governo Lula quer acabar com o sonho do carrinho zero financiado, diminuindo o número de prestações possíveis, canalizando o vigor das montadoras para a exportação. O motivo? O velho medo de que consumo excessivo gere inflação. Trata-se de um estrabismo sempre presente na história deste País. O fato de o povo comprar gera inflação, mas os juros nas alturas jorrando dinheiro público para o especulador estrangeiro lucrar não tem problema.
Depois, Lula diz que governa para o povo. Ora, conta outra.
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8 Comentários:
Nunca na historia deste País, houve um governante com coragem de ver seu povo bem sucedido, sempre olhando para o pessimismo de seu governo, preferindo cortar na carne do povo sua incompetência de administrar, sempre empurrando as reformas decentes a serem feitas com a barriga e com barganhas politicamente incorretas, e sacrificando o sonho dos brasileiros de "terem", pois em seus salários de políticos sempre tem alguma vantagem embutida: auxilio alguma coisa que nunca e jamais será tributada.
E o povo sim o povo que paga um IOF caríssimo na hora de financiar seu zero quilometro, tem que aceitar as normativas governamentais que serão impostas, em nome de estabilidade econômica, de um governo desgovernado.
"VIVA O CONSUMISMO”, "VIVA O PODER AQUISITIVO”, e viva o brasileiro se conseguir com estes governos duvidosos e inseguros de suas praticas governamentais.
Quando a oligarquia da informação no Brasil, neste caso representada pela "Folha de São Paulo" como cita o nobre companheiro Marcos Brogna, não faz uma análise profunda da conjuntura mundial para emitir opinião sobre a política econômica do governo petista do Presidente Lula, ela atinge o objetivo de desinformar. Para o “Quarto Poder” não interessa a sustentabilidade da oitava economia do planeta, ele só defende os interesses de seus maiores clientes, as montadoras automobilísticas e os bancos, que poderão lucrar menos com a medida.
É de bom alvitre salientar aos amigos leitores, que nosso Presidente realmente não governa para pobre, porém mais importante ainda é deixar bem claro que Lula não governa para rico também, ele governa para o Brasil. Á inegável que esta fazendo um ótimo trabalho, os números da “Folha” afirmam exatamente isso.
Nosso governo quando sanou o problema de nossa dívida externa, não o fez por marketing político, o motivo foi estratégico. O fez para se livrar do moto-contínuo derretimento da moeda americana perante o mercado mundial, se preparando para a grande quebradeira que inevitavelmente ocorrera quando a humanidade acordar para o fato de que o “Dolar Norte Americano” é o maior 171 da história do planeta. Para livrar-nos da farsa que o FHC bicudo nos meteu, a chamada “Globalização”, onde o PIB mundial, que era de noventa trilhões de dólarese recebeu a injeção de quatrocentos trilhões em papel sem valor real. Sem contar que os Estados Unidos criaram de forma fraudulenta mais de um trilhão de dólares para financiar a invasão criminosa do Iraque e seiscentos bilhões para a ocupação do Afeganistão.
Então, com um cenário mundial apontando para um período de turbulência e recessão, seria imprudente um governo socialista como é a administração Lula, agir de maneira diferente.
Mas o que o mercado quer é o contrário, quer nos fazer engolir o sapo que eles criaram. Os bancos querem na verdade empurrar para a população, os papéis podres que serão lavados pelo suor e sangue dos trabalhadores. Por isso é que quanto mais desinformada a população tiver melhor para o sistema.
Para compreender de forma clara a realidade do que é a tal “Globalização”, eu sugiro aos leitores que procurem na internet o vídeo “Zeitgeist - Official Release”, um documentário de uma hora e cinqüenta e oito minutos, onde tudo é esclarecido de forma inequívoca.
Posso garantir que se os responsáveis pelas economias empresariais e familiares agirem com a mesma prudência que o governo Lula esta agindo com a economia nacional, nós sairemos deste período como uma nação mais forte.
A História nos mostra isso. Os enormes problemas que tivemos até hoje foram oriundos da “Ditadura Militar”. Quando os generais que achavam que mandavam no país, simplesmente não se importaram com a crise mundial do petróleo na década de 70 e subsidiaram o consumo interno por muitos anos, levaram o Brasil a um endividamento sem precedentes, que desaguou na crise que estamos acabando de sair.
A pergunta que fica é: Se quem tem por obrigação moral de nos informar a verdade não o faz, como poderemos ser realmente livres?
Felicidades,
Ras Geraldinho
De fato, ter um carro novo é muito bom; é considerado um símbolo de sucesso pessoal e profissional, além de, dependendo do tempo da garantia, evitar gastos com a sua manutenção. Quanto aos índices de acidentes que são provocados pelos veículos "mais velhos" que trafegam pelas vias, são difíceis de serem avaliados, pois passam sempre pelo tipo de educação do motorista.
Indo ao assunto tratado, na verdade o aumento de vendas de veículos não traz apenas como conseqüência "negativa" o aumento da inflação. Significa mais poluição e mais consumo de combustíveis pelo aumento da individualização do transporte; mais roubo e mais acidentes,provocando aumento nos preços dos seguros; aumento na geração de lixo (peças, partes sucateadas) e com elas, o comércio clandestino; pressa na formação (mal feita) de condutores, pela demanda surgida; o crédito facilitado com altas taxas de juros, levam ao endividamento não só as pessoas que têm a responsabilidade do sustento da família, mas também de jovens que acabam de entrar no mercado de trabalho e já querem adquirir seu carro zero, sem pensar que carro consome dinheiro para IPVA, seguro obrigatório, licenciamento, renovação da CNH, de seguro e outros acessórios além do risco de desviar recursos de sua formação pessoal e profissional...
Enfim, mais um produto para ser consumido com moderação...
Caros, bom vê-los por aqui com argumentos variados.
Permitam-me uma nova intervenção, já que acabo de ler no G1 que o governo suspendeu a idéia de diminuir os financiamentos de veículos. Certamente, porque a mídia o descobriu, noticiou. E isso não deixa de ser uma contribuição desse pulmão da democracia (o jornalismo) para o interesse público.
Claro, estimado amigo Geraldinho, que a mídia brasileira é passível de críticas ferrenhas por sua conduta muitas vezes feudal. Mas não há poder que não deva ser investigado e focado com olhar crítico pelos meios de comunicação, mesmo o que detém os números positivos de hoje.
Cortar o sonho do primeiro carro mantendo o benefício do especulador que se delicia com o maior juro do planeta é, no mínimo, discutível. E publicável.
Abraços a todos! Boa Semana!
Caro Marcos Brogna, quanto a este assunto penso que, o brasileiro olha que o consumo é bom, o dinheiro circula mais, entende-se que mais impostos são pagos para retornar ao povo em benefícios (Hospitais, escolas, etc), porém quanto a inadimplência ? Subiu tanto quanto o consumo ? Olhamos pelo lado do crédito, porém, financiamento em 72 vezes (E o brasileiro nem olha o valor final que ele paga), mas não olhamos o outro lado, gente que chega no final do ano com 13 salário e férias comprometidos com dividas, ai da-lha empréstimo bancário (Os bancos, esses vibram, afinal agora temos um banco que está entre os que mais lucraram no mundo). Lembram do tempo do plano cruzado do falecido Dilson Funaro ? O brasileiro consumiu mais, mas as empresas não tiveram como produzir mais, resultado, procura maior que a demanda, inflação alta, crise, etc. Consumo é bom e faz a economia crescer, porém tem que ter controle das finanças (Fazer o básico, não gastar mais do que se ganha) para não fazer besteira.
O povo tem que consumir mais educação, estudar e se qualificar melhor é a saída para ter um salário melhor, votar mais consciente e tirar os políticos que não fazem nada do poder. Se vc tem um salário melhor e mais consciência do que está fazendo, não vai comprar um carro, por exemplo, em parcelas a perder de vista, para depois se tocar e ver que pagou 2 vezes ou mais pelo mesmo carro, isso se a pessoa não cair no truque do refinanciamento que é uma bola de neve. Melhor andar de ônibus por uns 4 ou 5 anos, economizar um dinheiro e comprar o carro ou qualquer outro bem à vista, assim o preço pode ser negociado e você não fica com aquele carnê de prestação que de tão grosso mais parece um livro.
Amigo Fabrício garanto que vc nunca andou de ônibus, quanto o consumir escolas não sei bem como começar a escrever, em pesquisas recentes mostra que em São Paulo os níveis de conhecimento dos jovens é uns dos últimos colocado na pesquisa, lembrando que a maioria dos estudantes é de esquerda igual ao Presidente LULA, gosta de falar, mas praticar nada, não me lembro de ter tido um professor que não fosse simpatizante do sapo barbudo, e agora colhemos uma educação de péssima qualidade; que o próprio governo não se importa em melhorá-la; se qualificar hoje somente em escolas particulares que cobram os dois olhos da cara. Amigo não me leve a mal ande três dias de ônibus e procure qualificação profissional em escolas publicas e depois me poste uma resposta de sua experiência dupla. Não o quero ofendê-lo, mas simplesmente contesta-lo, quanto à inadimplência o mercado sabe absorver, pois senão os pátios de leilão não estariam lotados e com leilões semanais.
José Antônio, ando de ônibus e a pé todo dia, carro uso nos finais de semana para sair com a familia. Quanto ao nível das escolas, acredito que o governo tem que fazer sua parte, porém não esquecemos que o aluno tem que fazer a sua também, afinal, estudar e não ficar esperando que a escola ou a faculdade vai levar você para algum lugar. Sou do tempo que ia para a universidade de ônibus, faça chuva ou sol, hoje tem van que te pega na porta de casa. Este sacrifício faz qualquer um valorizar cada centavo ganho, hoje em dia tá facil demais, o cara primeiro pensa em ter um carro parcelado em 60 ou 72 vezes do que ir lá embaixo de chuva pegar um "busão" e estudar para daqui 4, 5 ou 6 anos ter condição de comprar um carro, por exemplo, à vista, sem financiamentos (E consequentemente sem o juros absurdos) e gradativamente crescer na vida.
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