Violência, medo, impunidade
O LIBERAL impresso deste domingo traz matéria especial relatando o trauma de pessoas que passaram horas nas mãos de bandidos, em seus próprios carros, em suas próprias casas, amarrados, sob a mira de armas de fogo, humilhados.A reportagem escancara a insegurança da sociedade diante da escalada da violência, em que criminosos cada vez se sentem mais à vontade e impunes para invadir a propriedade alheia e colocar vidas inocentes numa roleta russa.
Outra reportagem do jornal explica, em parte, esse problema. Nos fóruns de Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Nova Odessa e Sumaré, acumulam-se mais de 250 mil processos. Pilhas de papéis que escancaram a demora da Justiça brasileira em condenar quem precisa de punição. Um convite a se imaginar que o crime compensa. Um exemplo disso aconteceu dias atrás, quando um pedreio homicida da região foi condenado, dez anos depois do crime.
Pior que tudo isso é saber que, em alguns casos, nem a condenação é sinal de punição. Pimenta Neves, o ex-diretor do "Estadão", continua livre mesmo após um júri lhe sentenciar culpado pelo assassinato da ex-namorada.
Diante da situação, este blog abre espaço para você relatar se já sofreu nas mãos de bandidos e o que sente como cidadão pagador de impostos diante do problema. Se não foi vítima da criminalidade, opine mesmo assim, sobre as saídas que a sociedade deve encontrar.
imagem sxc



2 Comentários:
Marcos, apesar d não ter passado por experiência semelhante até então, vejo que a sociedade num contexto geral caiu em sofrimento. E não só devido à impunidade e descaso com que são tratados estes atos criminosos, mas também uma sorte de fatores que vem desde a educação (cada vez mais sofrida) até o desemprego e desamparo do cidadão.
E, no caso da educação, esta cada vez mais grave a situação a que chegamos. Todo um capitalismo enrustido por trás de praticas pedagógicas que de nada auxiliam na formação do cidadão. É um problema que começa aí, pois o principio moral da formação de cidadania é a escola (“sem escolas não há cidadãos” ROUSSEAU) e, toda uma sorte de preconceitos alienados a ausência de empregos disponiveis em detrimento da automação.
É um caso que, apesar de muito discutido, parece que nunca sai daquele ping-pong de passar o problema adiante e não resolvê-lo corretamente. Ora, afinal se a educação é a base moral e cultural de toda sociedade justa e equilibrada, tratemos de iniciar a correção por aí, para que então possamos atingir aos demais setores e viver relativamente em harmonia.
grande abraço!
Junior, muito pertinente o seu comentário sobre a educação, a base da nossa sociedade. E aí, estava pensando, quando falamos em um fortalecimento nas escolas, temos aí um campo para trabalhar a família, tudo em torno da importância do "estudar", "fazer" e "acontecer", na qual, não podemos esquecer de viabilizar estes dois contextos para um bom trabalho. Vejo a educação literalmente esquecida, com poucos profissionais trabalhando em interdisciplinariedade e além disso, cansados e estressados em meio de uma juventude sem limite. Consequentemente Marcos, lamento pela proteção da comunidade.
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