Vai farinha, não vai esperança
"Vai crack ou farinha?", pergunta um adolescente aos repórteres do LIBERAL, disfarçados de possíveis clientes num dos tantos pontos de tráfico de Americana e região. A reportagem especial está na edição impressa deste domingo e revela que, até à luz do dia, comprar droga na região é quase tão fácil quanto adquirir um produto de supermercado.Pior que isso: as prateleiras vivas em que se expõe o entorpecente aos compradores são menores de idade, que afogam seu futuro no mundo do crime logo cedo, servindo aos traficantes. A matéria revela ainda que o problema não está apenas em pontos específicos, como bairros periféricos, mas disseminado pelas cidades.
A impunidade, a crise de valores de um mundo cada vez mais materialista e a falta de investimento público no futuro dos jovens são fatores do crescimento do tráfico e da participação de menores como coadjuvantes dessa ferida aberta. Na sociedade onde vai crack, vai farinha, vai para o ralo a esperança.
imagem sxc



1 Comentários:
Azar de quem compra, quem compra tem dinheiro, se tem dinheiro, deve ter um mínimo de educação para saber o que faz com ele.
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