Roubo de útero
"O anestesista perguntou se eu estava sentindo dor e falei que estava puxando alguma coisa. Aí, ouvi a voz do médico falando que 'é porque estou tirando seu útero'. Então, respondi: 'Tirando meu útero? Mas não estou aqui para isso'", diz Dorcelina.
A polícia e uma sindicância interna do hospital vão apurar o caso. Mas, alguém acredita que haverá punição? Claro que não. Porque a impunidade é uma regra antiga do Brasil e punição a quem precisa ser punido é exceção. Mais: não se trata de um caso isolado, mas endêmico. Erros médicos sequer são comprovados num país onde boa parte dos homens de branco é corporativista e não "entrega" o companheiro de profissão.
"Se ele (o médico) chegasse, me cumprimentasse e falasse alguma coisa ou o nome que tivesse visto lá (no prontuário médico), eu ia falar que não sou essa pessoa. Dava tempo de evitar o erro né?", diz Dorcelina.
Eis uma pobre cozinheira dando lição para doutores. Lição de que a medicina trata de seres humanos. E está desumanizada.
imagem sxc
A polícia e uma sindicância interna do hospital vão apurar o caso. Mas, alguém acredita que haverá punição? Claro que não. Porque a impunidade é uma regra antiga do Brasil e punição a quem precisa ser punido é exceção. Mais: não se trata de um caso isolado, mas endêmico. Erros médicos sequer são comprovados num país onde boa parte dos homens de branco é corporativista e não "entrega" o companheiro de profissão.
"Se ele (o médico) chegasse, me cumprimentasse e falasse alguma coisa ou o nome que tivesse visto lá (no prontuário médico), eu ia falar que não sou essa pessoa. Dava tempo de evitar o erro né?", diz Dorcelina.
Eis uma pobre cozinheira dando lição para doutores. Lição de que a medicina trata de seres humanos. E está desumanizada.
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