A praça é de quem?
Americana já tem 30 praças públicas "adotadas" por empresas privadas e pretende, até o final do ano, ter 55. Uso as aspas por considerar que não se trata exatamente de adoção, mas de uma troca: a empresa cuida da praça e a Prefeitura lhe concede espaços para propagandas, algumas até iluminadas à noite, nos quatro cantos da praça.As praças adotadas melhoraram, isso é fato. Estão mais bonitas, com melhor estrutura, mas algumas questões se fazem necessárias:
- O nome da empresa que adota a praça fica em evidência, em vários pontos do espaço público. Não se trata, pois, de poluição visual?
- Seria, entretanto, essa "poluição" válida, considerando os benefícios que o Poder Público não fazia nas praças?
- A Prefeitura economiza R$ 8 mil por praça, anualmente, permitindo a adoção. Para onde está sendo canalizada a economia em benefício da população, já que não houve diminuição dos impostos que pagamos, nem enxugamento de servidores? A pergunta é válida mesmo após se ler a matéria que O LIBERAL publica nesta terça, em que a Prefeitura diz que outros pontos da cidade serão atendidos com a economia, porém não especifica.
- Façamos uma comparação antes da derradeira pergunta. Se uma empresa decidir veicular seu nome num outdoor na Avenida Brasil, a via mais nobre da cidade, gastará em torno de R$ 1 mil ao mês, ou R$ 12 mil por ano. Adotando uma praça, tem seu nome divulgado não apenas em uma exposição (caso do outdoor), mas em várias, por R$ 666,6 mensais. Quem lucra, portanto? A população, as empresas, ou ambas?
O debate está aberto.
imagem sxc



4 Comentários:
Marcos, todos lucram e a idéia é justamente essa. Se não houvesse de fato essa vantagem o que motivaria uma empresa a tal atitude? Pessoalmente acho que o retorno para as empresas é até baixo por se tratar de propaganda institucional, o que não leva necessariamente a população à uma corrida por consumo e sim à fixação da marca.
Este tipo de parceria deveria ser adotado em vários outros setores, é saudável e sendo obedecidos certos critérios não há riscos de poluição visual e sim um embelezamento da cidade.
Agora, seria bom perguntar aos vereadores o que a prefeitura faz com essa economia, será que eles sabem?
Marcos, bom dia.
Via de regra, compartilho de suas opiniões. Sua posição sobre a polemica dos cães comunitários da Matriz foi perfeita, p/ uma pessoa q não milita na proteção animal (ou apesar disso).
Com relaçõ a questão das praça, apesar de ser digamos assim parte interessada, uma vez q minha esposa é funcionária de uma empresa q faz manutenção em algumas praças adotadas, minha opinião é a de q essa lei, é uma lei boa e inteligente.
Parto do principio de uma empresa bem sucedida, que tira seu lucro dos negócios q realiza na cidade, pode sim ajudar na aparência da nossa cidade, além de proporcionar a população, laser e qualidade de vida.
A contrapartida, representada pelas placas de informação (não constitui-se publicidade ou propaganda) com o logo da empresa, foi regulada por lei em um tamanho adequado, muito diferente da poluição visual causada por outdoor q infestam a cidade.
Engana-se quando afirma que a Prefeitura gasta R$ 8 mil praça/ano. O Parque Ideal, já adotado por importante empresa da cidade, deve custar pelo menos 5 vezes esse valor.
Valor, q Prefeitura pode canalizar p/ outras questões mais prioritárias como por exemplo Saude ou Educação.
Conclamo O Liberal, tradicional e sério meio de comunicação da nossa cidade, a incentivar cada vez mais os empresários responsáveis de Americana a se engajar nesse programa de adoção, onde, no meu ponto de vista, todos ganham.
Um forte abraço.
A lei que permite esse esquema de adoção é ótima. Não sei de quem foi a iniciativa nem se é pioneira mas émuito inteligente. Não precisa muito. Se vc viu o Jardim da Piscina a 2 meses atraz e hoje depois da adoção da Unimed, vai ver o quanto vale essa lei.
É tudo muito bonito, tudo bem, parabéns!!!
Mas temos sempre que voltar à questão do dinheiro que estaria sendo economizado com a iniciativa. Para onde vai e quanto vai.
A resposta que a prefeitura deu é realmente muito vaga, e não entra no mérito que realmente interessa - a quantificação da conta.
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