O juiz machão
O juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho arquivou uma queixa-crime apresentada pelo jogador Richarlyson contra o diretor adminstrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior, que insinuou que o atleta é homossexual. Na justificativa, o magistrado classifica o futebol como "jogo viril, varonil e não homossexual" e chega a sugerir que um atleta gay deve abandonar a carreira.Trata-se de uma aberração judicial, preconceituosa e machista. Seguindo o raciocínio do juiz, podemos concluir também que lugar de mulher é na cozinha e no tanque de lavar roupas. E que as meninas campeãs mundiais que deram um show nos Jogos Pan-Americanos estavam roubando o lugar da "viril, varonil" e não campeã equipe masculina, a única credenciada, na visão do juiz, a pisar os gramados.
Richarlyson, assim como qualquer ser humano, tem todo o direito de ser jogador de futebol, com orientação homo ou heterossexual. Assim como as mulheres o têm para preencher espaços que antes eram exclusividade dos homens, por conta do histórico machismo da sociedade brasileira. Mais que isso: o atleta tem o direito inviolável de ser respeitado e de recorrer à Justiça quando ofendido.
É lamentável que um magistrado não consiga enxergar isso e recorra a argumentos dantescos que ferem dois dos ideais que a humanidade ganhou ainda na Revolução Francesa: liberdade, igualdade.
imagem sxc



14 Comentários:
seguindo a lógica do juiz, podemos sugerir que magistrados preconceituosos abandonem a carreira...
Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.
Será essa a "Doença" do magistrado???
Preconceito:
A maior vergonha das muitas vergonhas que o Homem tem protagonizado ao longo da história e actualmente!
Uma perguntinhaao magistrado: só uma coisa…
“SEUS antepassados brancos, heterossexuais, católicos e bastiões de moralidade.”
será que todos eles eram de fato heterossexuais?
A Constituição de 1988 nos legou um novo ordenamento jurídico com vistas à construção de uma sociedade não-autoritária. Uma das cláusulas pétreas é o art. 3º que trata dos objetivos fundamentais da República: "promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação". A partir daí, a comunidade GLBT vem encampando articulações para agregar parlamentares, construindo parcerias a fim de aprovar leis em favor desse segmento.
Perguntar não ofende, onde está o nobre Carlos Schaefer, para "abrilhantar" com sua perolas...Postando em esportes quando o assunto é "polêmico demais".
Lucas, boa tarde, se o Carlos Schaefer, tem "medo" de dar suas perolas, nessa postagem, vamos perguntar se ele LEU, e entendeu o editorial "A quem interessa? publicado no dia 4.8.2007.
E nos dar suas "perolas".
Parabéns Dr. Jessir!
- 19:06
comentário por Silvina:
Acho que o magistrado e os Autos trocaram de lugar... o processo foi pro campo e o juiz pro armário!!!
Infelizmente, a maior "punição" que os magistrados estão submetidos é a aposentadoria. Não é justo. Está na hora de mudar isso. Um fato como esse deixa claro que o tal ente do Poder judiciário deveria ser cassado e expulso da magistratura. Assim, o povo não teria que pagar o salário de alguém tão despreparado.
Muito boa sua observação, Silvina. Aliás, belos comentários dos companheiros da blogosfera.
É bom dividir espaço com quem respeita a diversidade humana e a liberdade.
Intriga-me o fato de um juiz de direito pisar na própria Constituição do País, que condena o preconceito em trechos como este: "Constituem princípios fundamentais da República Federativa do Brasil promover o bem comum, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação".
Será que o juiz desconhece as leis do País em que vive e, mesmo assim, ainda tem o poder de julgar seus habitantes?
Agora que vcs ativistas homossexuais já conseguiram convencer a sociedade a ver o homossexualismo como normal, é difícil imaginar o próximo passo????
Este espaço não discrimina nem os que discriminam, caro Breno. Apenas ressalto que não se trata de ativismo, mas discussões sobre direitos previstos pela Carta Magna do País. Para reflexão, uma das belas frases de Caetano: "De perto, ninguém é normal".
Breno, aqui ninguém é ativista ou não ativista, simplesmente estamos considerando a atitude do juiz um absurdo pelo seu total desrespeito à Constituição Brasileira. Sim, homossexualismo é normal, o que não é normal é ainda existir preconceito numa sociedade que tenta alcançar o status de Primeiro Mundo. Em países como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e França os homossexuais têm seus direitos respeitados. Também há preconceito nesses lugares, mas bem menos arraigados do que aqui. Já que estamos tão empenhados em nos transformar em potências no futuro, que nossas mentes também se abram para aceitar e principalmente respeitar os diferentes comportamentos, que existem desde que o mundo é mundo, apenas antes ficavam escondidos por medo do preconceito e da violência que sempre existiu contra os homossexuais.
viado não é mulher!
mas também pode praticar esporte.
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