A agonia do amanhã
No Rio, pouco antes da maior festa popular do País, um carro é roubado e uma criança de apenas seis anos, presa ao cinto de segurança, é arrastada por sete quilômetros, destroçada no asfalto até a morte pela violência sem limites que assola o Brasil.Em Americana, pouco depois da maior festa popular do País, um taxista é assaltado e acaba morto, alvejado por uma bala que atingiu seu coração, atravessou seu corpo e acabou saindo do carro, quebrando até o vidro.
No Rio, cidade onde os feitos da criminalidade se multiplicam há décadas, a brutalidade do mais recente ato dos bandidos gera espanto e revolta. Lá e em todo o País.
Em Americana, cidade onde as autoridades se gabam dos pequenos índices criminais, o primeiro latrocínio do ano assusta e deixa todos apreensivos com a violência que vai chegando e ganhando espaço.
Lá e cá, a dúvida que arrepia a espinha, gela a alma, tolhe as esperança: quem será o próximo? Quem será o próximo alvo de um país onde o crime começa engravatado nas cúpulas do poder e termina em sangue pelas ruas? Quem será o próximo arrastado, baleado, espancado, seqüestrado, humilhado? Quem será o próximo filho infeliz deste solo onde a "mãe gentil" parece ter abandonado a prole?
Imagem: reprodução de "O Grito", de Edvard Munch



7 Comentários:
É uma questão social muito grave, mais uma vez um menor envolvido, e um pai de família que perde a vida durante seu trabalho.
Estava assistindo uma reportagem ontem no JN, sobre o fato das pessoas associarem a violência ao dia-a-dia, como se fosse uma coisa comum, MAS NÃO É.
Uma pessoa inocente perdeu a vida ontem, e outros mais perderão, o próximo pode ser eu, você...
E infelizmente isso não vai parar... vamos ser francos, a tendência é só piorar.
Foi um caso em plena luz do dia em nossa cidade, que um dia já foi pacata. Morar no interior não é mais “seguro”.
Realmente desanima. Onde vamos parar? Com certeza ladeira a baixo.
:(
É uma questão social muito grave, mais uma vez um menor envolvido, e um pai de família que perde a vida durante seu trabalho.
Estava assistindo uma reportagem ontem no JN, sobre o fato das pessoas associarem a violência ao dia-a-dia, como se fosse uma coisa comum, MAS NÃO É.
Uma pessoa inocente perdeu a vida ontem, e outros mais perderão, o próximo pode ser eu, você...
E infelizmente isso não vai parar... vamos ser francos, a tendência é só piorar.
Foi um caso em plena luz do dia em nossa cidade, que um dia já foi pacata. Morar no interior não é mais “seguro”.
Realmente desanima. Onde vamos parar? Com certeza ladeira a baixo.
:(
Um pai de família sai para trabalhar e morre. Um cidadão americanense, pouco mais de 50 anos -- e que tivesse 80.
Um "menor" de idade -- 17 anos, nem tão menor assim -- assume o disparo. Será?
É fácil, para um país que abranda penas para jovens, assumir a responsabilidade de um adulto.
Se permito um filho, menor de idade, tomar cerveja, eu sou responsável; na escola, eu, enquanto maior, sou responsável por ele; na entrada do cinema, idem.
E o adulto responsável por este jovem assassino? Responderá pelos seus atos?
Ah não... o "pai" ou quem estava junto não tem culpa, mas ele também não tem porque é menor.
Assim, a vida segue. Mata-se desordenadamente e todos fecham os olhos, pois o menor não pode pagar pelos seus erros. Ressuscitemos o taxista e tudo se resolve!!!
Abraços.
Marcos,
Onde está nosso presidente nesse momento? Que medidas ele e seu governo pretendem tomar para intimidar os criminosos e conter essa onda de violência que parece ser interminável?
Não estou falando de fórmulas mágicas. Eu falo de subir na mesa e chamar a responsabilidade para sí. Criar um plano nacional de combate à violencia REAL, sem subterfúgios, sem enrolação.
Por que não convoca uma coletiva para anunciar a construção imediata de colonias penais prometendo botar os bandidos para trabalhar?
Falar claramente qual sua opinião sobre os presos comerem aquilo que eles plantarem? Prometer ou até jurar lutar por leis duras (não desumanas) para os bandidos. Prometer lutar para que os presos cumpram suas penas sem esses milhoes de beneficios que transformam a cadeia num SPA.
Onde está o governo LULA nesse momento?
Tenho ouvido falar MUITO, que garotos agressivos e com má índole são fruto de família desagregada. Mas...
Conheço, de vista, a família do garoto que assumiu o crime contra o taxista, aqui em Americana. A mãe é evangélica e sempre trouxe os filhos "ali ó", propondo respeito e juízo para fazerem as coisas. O que teria "de fato" desencaminhado esse menino de 17 anos??? Tudo indicava, que ele seria MUITO ajuizado. O QUE SERÁ QUE ACONTECEU, pra ele ter feito isso e se envolvido com essas pessoas do mal?
Tenho muita pena da mãe, que se esforçou muito para cria-lo no bem; do pai, que é trabalhador; da irmã e do irmão, ambos mais velhos, pessoas SUPER DO BEM! Garotada de olhar calmo e coração amigo.
Marcos, o que se passou na cabeça desse garoto? Antes e depois!
E agora, o que vai ser dessa mãe?
Depois da morte da menina andando de skate e depois desse episódio com esse menino, penso que a vida nos dá um cala-boca às vezes. Nos traz morte e dor, na porta de nossas casas, para que reflitamos sobre tudo. Sobre nosso comportamento e acima de tudo sobre o que fazemos no mundo para enriquece-lo ou empobrece-lo.
Estou arrasada com tudo isso!
Que Deus nos ajude e olhe nossos filhos!!!!
Acho que vamos chover no molhado. Enquanto nós como sociedade não nos mobilizarmos e cobrarmos nem que seja para pressionar o congresso com imensas multidões na porta dia e noite (os argentinos por muito menos o fizeram para derrubar seu presidente) ficaremos escrevendo, meditando, escrevendo e lamentando outra morte. Sejamos francos. Nenhum bandido hoje tem medo da justiça. Eles dão risada da sociedade e dos poderes constituidos. Não se fica mais de 6 anos na prisão como réu primario. Vale matar, roubar, desviar dinheiro publico, qualquer coisa. Ninguem tem medo e dão risada do judiciário em rodas de cervejada. Se não tomarmos atitudes mais drasticas e corajosas vamos cada dia mais para o buraco como nação. Somos, como dizem os estrangeiros, brasileiros. Gente acolhedora, pacata e que gosta de papo mas somos todos medíocres como nação e sociedade para tentarmos pressionar nossos representantes no congresso. Espero que mudemos nossas atitudes. Abraço a todos
Acho que vamos chover no molhado. Enquanto nós como sociedade não nos mobilizarmos e cobrarmos nem que seja para pressionar o congresso com imensas multidões na porta dia e noite (os argentinos por muito menos o fizeram para derrubar seu presidente) ficaremos escrevendo, meditando, escrevendo e lamentando outra morte. Sejamos francos. Nenhum bandido hoje tem medo da justiça. Eles dão risada da sociedade e dos poderes constituidos. Não se fica mais de 6 anos na prisão como réu primario. Vale matar, roubar, desviar dinheiro publico, qualquer coisa. Ninguem tem medo e dão risada do judiciário em rodas de cervejada. Se não tomarmos atitudes mais drasticas e corajosas vamos cada dia mais para o buraco como nação. Somos, como dizem os estrangeiros, brasileiros. Gente acolhedora, pacata e que gosta de papo mas somos todos medíocres como nação e sociedade para tentarmos pressionar nossos representantes no congresso. Espero que mudemos nossas atitudes. Abraço a todos
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