1.11.06

Sinônimos monstruosos

Mais 26 morreram nesta quarta-feira no Iraque. A mídia já nem dá atenção, apenas registra as baixas geradas pelo caos que impera naquele país desde que os Estados Unidos invadiram, mataram, humilharam e tomaram o poder, ainda sem saber por que e para que.

Quase todos os dias, uma ou mais dezenas de pessoas morrem em conseqüência de explosões de carros-bomba e conflitos diversos entre e iraquianos que não aceitam o domínio norte-americano e as tropas do Exército de George W. Bush.

A invasão do Iraque é um dos maiores escândalos do século 21. O governo W. Bush aproveitou a sensibilização dos norte-americanos após o 11 de Setembro para tomar poços de petróleo preciosos. W. Bush mentiu ao dizer que ali havia armas de destruição em massa e voltou a mentir ao dizer que, derrubando Saddam Hussein (um ditador sangüinário, diga-se) estaria levando ao Iraque a democracia.

Democracia não se impõe por outro país. Conquista-se com soberania. Ademais, o barril de pólvora que não pára de explodir no Iraque não tem absolutamente nada de democrático. É, sim, uma infâmia contra a humanidade, que transforma Saddam e Bush em sinônimos monstruosos.

Imagem SXC

3 Comments:

geraldinho said...

A única coisa que o abominável presidente norte americano, GW Bush, conseguiu provar é que infelizmente a Democracia não é remédio para todos os males do planeta.
Mostrou que a única maneira de se tocar aquela sociedade era como o Sadan a conduzia. Outro dia recebi um vídeo com o cotidiano de Bagda uma semana antes do miserável e criminoso ataque desferido pelas alcatéias americanas e inglesas contra aquele povo. Imagens que me marcaram pela singela e bucólica vida dos iraquianos. Em muito lembra o nosso dia a dia, crianças brincavam em parques, mulheres bem vestidas caminhavam pelas ruas, um movimentado cruzamento de avenidas exibia um transito organizado. Este ato de selvageria que a nação americana fez contra o Iraque, não será esquecida, mesmo com todo o poder da mídia do tio San, tentando passar para o mundo que os terroristas eram os Árabes, a verdadeira história persevera.
Diga se de passagem que a mídia americana está para o genocídio iraquiano assim como a mídia brasileira para o golpe político das eleições de 2006.


Felicidades,

Geraldinho
Visite o blog da BREA: brigadaecologicadeamericana.blogspot.com

11:15 PM  
Fabricio Grzelak said...

Mas agora a mídia dará atenção ao enforcamento de Saddam Hussein. Bush conseguiu o que o seu pai não fez, prender um ditador por causa do petróleo que os EUA tanto necessitam, agora a onda de violência aumentará e o partido dele perderá as eleições.

8:49 AM  
Marcos Brogna said...

Geraldinho, reproduzo um texto do blog do Mino Carta que ajuda a esquentar a discussão: "Disse Santo Inácio de Loyola: 'Temos de nos sujeitar à Igreja Católica de tal forma que se algo for por ela definido como preto, haveremos de dizer ser preto mesmo no caso de parecer branco aos nossos olhos'. Receio que inúmeros jornalistas brasileiros sejam fiéis de Santo Inácio. Se seus patrões decretarem que algo é preto, assim repetirão embora o enxerguem branco." O comentário é pertinente. Até ombudsman da "Folha", pago para criticar o jornal, está tentando encontrar argumentos para dizer que a cobertura eleitoral foi isenta. Ora,...

Fabrício, Saddam pode até ter feito crimes que justifiquem punição severa (sou contra qualquer pena de morte, entretanto). Mas matar a criatura em benefício do criador é sacanagem. A família Bush alimentou Saddam durante uma década na guerra Irã-Iraque. Agora, resolveu aproveitar a comoção pós-11 de setembro para roubar o petróleo iraquiano e desestruturar a geopolítica do Oriente Médio, tudo sustentado na mentira sobre as armas químicas. Coisas do império, tal qual foi Roma.

3:37 PM  

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