Por que não?
Por casais heterossexuais, foram criados filhos que se descobriram gays, mesmo com pai e mãe insistindo que menino casa com menina e menina casa com menino. Não é absurdo supor, então, que um casal homossexual possa criar um filho adotivo que desenvolva livremente sua sexualidade.Pais e mães que acreditam e praticam os valores da honestidade costumam ensinar aos seus filhos que esse é o caminho para se conviver neste mundo. Não é absurdo supor que boa educação independe de orientação sexual. Depende, sim, de caráter. E caráter não tem sexo nem preferência por homens ou mulheres.
Por que, então, não poderia um casal gay adotar um filho e educá-lo? Homossexualidade não é doença, muito menos contagiosa. E bons valores se encontram ou não em seres humanos, independentemente de sua sexualidade.
Por que não, então? Seria o velho preconceito a explicação?
imagem SXC


17 Comments:
Caro Marcos,
vale lembrar que antes do "poder", outras perguntas devem ter feito parte deste contexto: quero? devo?
O assunto é muito complexo , passa pela questão da raça,gênero, ética e tantas outras coisas...sem nos esquecer das pessoas que já tiveram filhos de relações anteriores e assumem uma relação homosexual levando as crianças consigo e junto com elas seus direitos...penso que as adotivas devam ter os mesmos...um debate cai bem...abraço
Léa
Sou pró este pensamento, mas sou eu que sou pró, não o resto do mundo.
Imagine, mentes livres como eu e você aceitaríamos ter um filho em um colégio com mais 30 colegas de classe, sendo um desses, o filho do casal homo, nossos filhos tambem - devido a educação e herança intelectual que acabam recebendo.
Mas imagine você, que 10% da sala de aula, quando vier a descobrir isso, a vida do pobre garoto poderia se tornar um inferno, geraldo traumas e delineando desta forma, a personalidade do adotado para um lado mais rebelde. Isso sem cogitar o próprio preconceito dos professores da instituição.
Existem muitos fatores na adocao homossexual, bem como no casamento e em muitos outros setores.
Espero que tenha compreendido meu pensamento, ele daria um texto imenso aqui.
Bem legal o post! Te vejo no Scamboo outra vez, qualquer dia desses!
A pessoa que confunde altíssimo com "autissimo", como apareceu nessa coluna do jornalista de Americana, que estou na Cásper é o máximo. Os paraenses nao merecem essa bomba.
Léa, Daniel, bom vê-los por aqui com comentários muito enriquecedores. Realmente, o tema é delicadíssimo, porém creio que deve ser discutido, pois ninguém está inventando nada. Trata-se de uma realidade que acaba de ser alvo de uma surpreendente decisão judicial. E o preconceito da socidade acaba sempre como maior explicação para se negar a idéia, mais que os direitos de as pessoas serem o que são, livres de intolerância.
Anônimo, não se trata de querer confundir, mas colocar o assunto em debate. Esconder-se para tratar o problema de forma radical ou fechar os olhos para o que acontece são as piores posturas. O mundo gira, queiramos nós ou não.
Abraços!
Concordo que caráter não tem sexo. Meu pai tem quatro irmãos, todos criados da mesma maneira, e um deles é homossexual. A criação dos cinco foi igual, portanto está mais do que provado que a hmossexualidade independe de quem está criando a pessoa. Aliás, dos quatro tios, ele é meu favorito, por ser uma das pessoas mais íntegras e respeitadas que conheço. Sou suspeita para falar como sobrinha, mas posso falar como profissional: em todos os lugares onde ele trabalhou, foi extremamente respeitado e se saiu da empresa foi porque quis, sempre recebendo convites para voltar. Um casal homossexual criar com amor uma criança é muito melhor do que um casal heterossexual do que apenas sabe judiar da mesma. Parabéns a essa decisão que coloca o Brasil alinhado aos países mais desenvolvidos do mundo.
Sem dúvida um assunto delicado, e de muita ponderação. POrém no meu ponto de vista, no prisma jurídico, acho incoveniente tal decisão. Um juiz tem que dar sua sentença não em seu pensamento, ou entendimento. Mas sim em todos os ensinamentos juridicos e principalmente na atual legislação, pois do contrário, deixa o "Estado" de ter uma norma imperante, organizadora de direitos, e passa a ser uma anarquia, onde diferentes comarcas e consequentemente, juizes, darão suas sentenças, diferentes, e o povo, quando buscar seu direito, não saberá se estará amparado ou não. Por hora a legislação proibe, acredito, até disposição em contrário deveria ser assim mantido. Apenas por questão de ordem!
Fico pensando se não é a desordem que vai definir a questão de ordem futura, que não é engessada e deve refletir a vontade social movida pelo amadurecimento das questões que lhes dizem respeito...
Se cumpro meus deveres e não tenho meus direitos aqui vou para onde possa tê-los.
Movimento social é isso também: migração, imigração, ação pública etc...
Assim vamos nos solidarizando e nos tornando mais tolerantes com o diverso...mantendo a ordem...
Bla bla bla e o ser humano é preconceituoso SIM e em alguns casos, não defende plenos direitos a qualquer cidadão NÃO.
Se formos falar em direitos, penso que as crianças que estão na fila da adoção (que não anda...que não anda...), ESTÃO CHEIAS DE DIREITOS de terem a mesma vida que os meus filhos, ou os filhos de quem quer que seja. Têm direito a alimentação limpa e sadia, têm direito a moradia e cama macia, a amor e carinho todos os dias, a incentivo para que cresçam e empreendem sobre suas proprias vidas. Acima de qualquer outro direito, está o de SEREM "PESSOAS" EM SOCIEDADE.
Que mundo cor de rosa seria esse hein?
Pensam alguns: "Criança adotada por gays: sadia, inteligente, mas traumatizada porque na escola, no dia das mães, aparece um barbudão de 1,80m, e avental!!" Ou no dia dos pais,os amiguinho do "adotado", ficam de boa aberta quando dão de cara com uma mulher linda, inteligente, e..."pai".
Temos novos e velhos psicologos, psiquiatras e terapeutas que se formam, todos os dias, aos montes, para que a vontade pública, dignamente, os coloque à disposição de TODOS OS CASOS ONDE ENVOLVA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE.
Não sei, a Lea, pode falar melhor, porque trato aqui do que o meu coração sente, com relação às crianças e aos maus-tratos que sofrem diariamente e INCANSAVELMENTE.
Se é que me entendem, a sociedade ainda engatinha para entender certas questões Marcos. Não faço aqui apologia aos principios gays, mas sim, ao respeito, que é bom e todos gostam.
Se for TUDO DE BOM para as crianças envolvidas, que a cena feliz da adoação de ontem, se perpetue.
Abração
Soraya, este humilde blog é para isso: para expor o que se pensa. Com o coração, melhor ainda.
Você citou uma palavra importantíssima em seu comentário: respeito. A mim, eis a chave da discussão.
É preciso ter respeito pelas crianças, que muitas vezes são maltratadas e oprimidas por pais vistos como "normais" e bastante aceitos pela sociedade.
É preciso ter respeito pelos que diferem da maioria, seja na conduta sexual, seja na raça, seja nos costumes culturais e isso não as torna piores que ninguém.
É preciso ter respeito pela vida, todas as vidas, todas as espécies, a vida e a liberdade, viver e deixar viver.
Abraços a todos.
é isso, Marcos.
Infelizmente o homem só muda e admite mudanças quando se encontra consigo mesmo. Para o ser humano as coisas têm de ocorrer de forma imposta, é o destino batendo á sua porta, mostrando que não tem outro jeito: seu filho é homossexual, se envolveu com drogas, contraiu uma doença incurável. É só assim que os outros seres humanos que passam a partilhar com ele, o mesmo ou mesmos problemas, merecem um outro olhar, dessa vez despido de pré-conceitos. O mundo precisa aprender a "funcionar" sem imposições, a hipocrisia deve dar lugar a empatia. Talvez nossa geração já esteja fadada aos insucessos da anterior, mas vamos apostar nas futuras, quem sabe assim tenhamos boas nótícias?
Beto, seu comentário é uma valiosa reflexão sobre a vida, essa dádiva efêmera porém preciosa. Faz lembrar a resposta que Dalai Lama deu a alguém que lhe perguntou o que mais surpreendia na humanidade. Ele disse: "Os homens, porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E, por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer. E morrem como se nunca tivessem vivido."
Tema interessante e complexo sou favoravel a adoção por casais homossexuais, mas acredito que a nossa sociedade ainda seja muito preconceituosa para tal avanço.Também achei interessante o comentário do anonimo soubre altissimo, " autissimo" e sobre os paraenses. Já que ele criticou o erro um pouco de informação de onde circula o jornal também é interessante. Independente do erro de portugues me comovi com o depoimento da garota e sei quantas meninas passam por isso, pois já vi muitos casos. Parabéns, Marcos pelos temas abordados e pela proposta do blog
L. Vasconcellos
dixa os minino, o que eles fazem é problema deles...
a vida é deles, o pobrema é deles!
(inclusive o problema)
Enquanto o homem achar que é capaz de julgar por sua própria vontade e não entender que a PALAVRA DE DEUS tem que ser a base para essas decisões vamos cada vez mais de mau a pior.Leia o livro de Genesis e tire suas conclusões...
Deus abençoe a todos!!!
acho esso otimo !kem sabe essim sobra menas crianças na rua dormindo debaixo de viadutos e usando drogas p/eskecer ke nao tem familias.se todos fizessem sua parte como eles estao fazendo o mundo seria muito melhor !parabens
A frase onde afirma "Toda criança merece viver em família" é imperativa tanto na sua aplicação, extenção e profundidade. O conceito de familia contido no dicionário jurídico diz:"Instituição social de diversas pessoas agrupadas em razão de vínculo de casamento, união estável ou descendência. As pessoas que integram a entidade familiar podem ser ou casadas, ou solteiras, ou viúvas, ou divorciadas, ou desquitadas". A instituição de uma unidade de família paasa obrigatóriamente pela união entre pessoas de sexos opostos que nas suas relações irão gerar descendentes na composição da árvore geneológica da família. Qualquer um, em sã consciência, sabe que numa relação entre pessoas de mesmo sexo jamais poderá haver um vínculo que possa definir como fámilia tal relação até porque na formação de um CASAL há instrinsicamente uma relação obrigatória entre homem e mulher, macho e fêmea. Ora, se a famíla na sua concepção necessáriamente precisa da relação entre duas pessoas de sexos opostos é evidente que qualquer outra tentativa de sedar conotação a outras relações, é no mínimo INCONCEBÍVEL. Inclusive do ponto de vista biológico onde em hipótese alguma, seja por que metodo for se conseguirá alterar a concepção original de um ser na sua sexualidade. Assim, mesmo que se faça uma cirurgia destas monstruosas que andam fazendo por í, o homem continuará homem e a mulher continuará mulher, apenas o esterotipo será modificado para satisfazer a frustrações não resolvidas. Não creio que desvios de conduta sexual sejam problemas de doença, é sim falta de respeito a sí mesmo uma vez que a geração no útero materno já vem com a definição imutável do sexo; é também uma falta de reespeito aos genitores que com certeza julgaram no dia festivo do nascimento terem nas mãos um ser definido na sua concepção que desenvolveria a sua identidade original durante toda a vida. Pior, é um desrespeito profundo ao Criador, que por sua permissão clocou neste mundo através de uma relação sexual entre seres opostos uma terceira criatura com definições claras de sua sexualidade. Portanto, a família, por mais que queiram dar outro significado a ela, jamais conseguirão destruir o que foi originalmente extruturado por Deus com um PAI, uma MÃE - macho e fêmea - e os filhos gerados desta relação. Não há uma terceira via e isto é muito claro, o que há é uma vontade exacerbada do homem em dar sentido de verdade às suas frustrações e aos seus problemas não reaolvidos. Uma criança precisa sim de uma famila, não de uma união homosexual; presisa de princípios morais e não de acordos que ferem as relações entre a célula mater da sociedade, a família. Lamento que ao invés de buscarem soluções maduras e responsáveis, a justiça esteja incentivando com decisões equivocadas, a destruição da mais antiga isntituição estabelecida sobre a face da terra. Lamento que pra atender a desejos sem qualquer ideal de nobreza - uma união entre duas pessoas de mesmo sexo - tribunais estejam velidando a imoralidade. Lamente que com tantas variáveis para se resolver o problema da adoção de crianças, relações não recomendáveis estejam sendo favorecidas e criando um problema ainda maior para estas crianças. Como chamar de pai uma mulher ou de mãe um homem? Se tiverem a resposta, por favor mostrem-na. Voltando a qustão de toda criança precisar de uma família, acho que isto é ponto comum, no entanto a definição desta família deveria passar pelo crivo da legalidade, da originalidade, da moralidade levando em conta os transtornos e os prejuízos que uma decisão errada inevitávelmente provocará em uma criança. Os nossos magistrados parecem ter perdido o respeito com a coisa mais bela que ainda se sustenta nesta nossa sociedade corropida, a família, pois ao darem a duas pessoas de mesmo sexo a condição de união familiar jogam por terra todos os princípios estabelecidos por Deus para a perpetuação da espécie. O objetivo da relação macho e fêmea é "crecer, multiplicar e encher a terra" o que jamais será possível numa relação fora dos padrões morais estabelecidos por Deus. Como imaginar que um homem irá numa relação com outro gerar um ser no seu interior? É no mínimo, uma aberração. Da mesma forma uma relação entre duas mulhres jamais teria esta possibilidade. Portanto, precisamos de mais seriedade no trato com as crianças desamparadas, mas não entrgá-las a uma onde sabe-se que só trará prejuízos a vida delas. Com certeza absoluta existem outras alternátivas saudáveis para emcararmos este problema; com certeza se nossas autoridade se debruçassem de fato sobre o assunto evitaríamos constrangimentos para aqules que estão passando por momentos de dificuldades na vida e nas relações familiares. Precisamos de coragem para abolirmos a imoralidade e as relações promíscuas evitando que estas causem mais estragos ainda em nossas crianças e em nossa sociedade. Precisamos ter coragem para combatermos este avanço da deterioração da famiçia não fazendo como o avestruz, enterrando a cabeça diante de seus captores, mas erguendo a cabeça com coragem e determinação para impedirmos que as gerações futuras não sejam consumidas por comportamentos não recomendáveis e reprovados por Deus, o criador e sustentador de todas as coisas.
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